Funcionários do Google estão reescrevendo respostas erradas do Bard

Vice-presidente de buscas do Google pediu que funcionários contribuam no desenvolvimento da IA, reescrevendo respostas para que ele aprenda informações corretas

Felipe Freitas
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• Atualizado há 7 meses
Marca do Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Google (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google está pedindo para seus funcionários corrigirem as respostas erradas do Bard, sua inteligência artificial de busca. A IA da empresa foi apresentada na semana passada, mas só está disponível para um grupo fechado de testadores. O lançamento do Bard teve até informação errada mostrada ao vivo.

A situação, noticiada em primeira mão pela CNBC, dá aos funcionários do Google mais motivos para ficarem irritados com o novo serviço. O mesmo site publicou que os empregados da empresa não gostaram do anúncio do Bard por acharem que ele foi lançado de maneira apressada. A opinião também foi reforçada pelo presidente da Alphabet.

Funcionários serão “recompensados” pelo serviço

A recomendação de Prabhakar Raghavan, vice-presidente da divisão de buscas do Google, é que os funcionários reescrevam as respostas de assuntos que eles tenham um bom conhecimento. A recompensa pelos serviços será uma medalha no perfil interno da empresa. Os dez maiores contribuidores terão a “chance” de passar um feedback ao vivo para a equipe do Bard — sério.

Essas informações estão no email que Raghavan enviou para alguns empregados do Google. O comunicado também passa instruções de como as respostas devem ser corrigidas. As respostas devem ser neutras, sem opiniões e escritas em primeira pessoa. Entre as recomendações do que não fazer estão “descrever o Bard como uma pessoa ou dizer que ele possui emoções e passou por experiências humanas” — provavelmente para não repetir o problema do engenheiro da empresa que afirmou que a LaMDA tem vida própria.

Sundar Pichai (CEO) no Google I/O 2022 (imagem: divulgação/Google)
Sundar Pichai também pediu ajuda de equipes não relacionadas ao Bard (imagem: divulgação/Google)

Sundar Pichai, CEO do Google, em outro comunicado, pediu que os funcionários dediquem de duas a quatro horas do seu serviço para aprimorar as respostas do Bard. Já Raghavan, buscando incentivar os empregados, disse que a IA aprende melhor com o exemplo.

Se você acha que colocar outras equipes para ajudar no desenvolvimento do Bard é desespero, você está certo. O Google está em “código vermelho” para lidar com a concorrência do ChatGPT e Bing, que integrou o sistema de chat com IA nas suas buscas.

Todavia, sabendo que uma parte dos funcionários não gostou nada do anúncio apressado do Bard, é bem divertido imaginar o que os descontentes falarão para a equipe responsável pela IA. E que o Bard não escute, pois ele não deve aprender palavrões.

Com informações: Engadget

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Felipe Freitas

Felipe Freitas

Repórter

Felipe Freitas é jornalista graduado pela UFSC, interessado em tecnologia e suas aplicações para um mundo melhor. Na cobertura tech desde 2021 e micreiro desde 1998, quando seu pai trouxe um PC para casa pela primeira vez. Passou pelo Adrenaline/Mundo Conectado. Participou da confecção de reviews de smartphones e outros aparelhos.

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