Inter e Méliuz prometem pagar cashbacks pendentes da Americanas

Sites que dão dinheiro de volta estão na lista de credores da recuperação judicial da Americanas; varejista deve mais de R$ 43 bilhões

Giovanni Santa Rosa
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Americanas
Americanas (Imagem: Divulgação/Americanas)

O rombo bilionário nos balanços da Americanas não afetou apenas a varejista. Fundos de investimentos tiveram prejuízos, e centenas de empresas não sabem quando vão receber o que têm direito. O Inter Marketplace do Banco Inter e a Méliuz estão na lista de credores, mas garantem que pagarão os cashbacks que ficaram pendentes para os usuários.

Como era de se esperar, tanto Méliuz quanto Inter Marketplace, braço do Banco Inter dedicado ao e-commerce, deixaram de oferecer dinheiro de volta em compras na varejista desde que a crise estourou.

Antes disso, ambos trabalhavam com a varejista. Portanto, teve gente que fez compras na loja e ficou com valores a receber. Geralmente, sites de cashback demoram de semanas a meses após a compra até repassar o valor para o cliente.

O Tecnoblog procurou as duas empresas. Ambas disseram que os pagamentos referentes a compras no grupo Americanas, que também inclui Submarino e Shoptime, serão feitos normalmente.

O Méliuz enviou o seguinte posicionamento:

Aqui no Méliuz, a experiência do usuário é a nossa prioridade e faz parte da nossa cultura buscar garantir sempre o ganha-ganha-ganha. Entendemos que, ao utilizar nossos serviços, os usuários depositam sua confiança em nosso trabalho e, como sempre foi feito, vamos atuar de acordo com o compromisso firmado para atender às expectativas dos nossos clientes.

A assessoria de imprensa do Banco Inter também confirmou que tudo será pago.

Americanas deve para empresas de cashback e pontos

As duas empresas estão na lista de credores da Americanas, divulgada após o período de recuperação judicial. À Méliuz, a varejista devia R$ 6,5 milhões. Com o Inter Marketplace, os valores são ainda maiores: R$ 7,6 milhões.

A lista ainda inclui a Mosaico, dona de Zoom e Buscapé, buscadores de preços que também dão cashback. Porém, eles não davam dinheiro de volta em compras no grupo Americanas.

Esfera e Livelo, que atuam no mercado de pontos, também têm valores a receber da varejista.

Dívida com algumas empresas passa de R$ 1 bilhão

A relação completa de credores da Americanas tem empresas de praticamente todos os ramos: fabricantes de celulares, computadores, eletrodomésticos, alimentos e roupas, entre muitas outras. Com algumas delas, como a Samsung e vários bancos, o valor passa de R$ 1 bilhão.

Além disso, a companha também deve para pessoas físicas, redes sociais e prestadoras de serviços de TI. O próprio Ame, plataforma de pagamentos da empresa, tem mais de R$ 900 milhões a receber.

Até mesmo fundos de investimento que tinham debêntures da Americanas, como o Nu Reserva Imediata do Nubank, ficaram com rendimentos negativos quando o escândalo foi revelado.

A dívida total é de mais de R$ 43 bilhões. Mesmo assim, a Americanas garante que vai continuar com e-commerce e lojas físicas funcionando normalmente.

A recuperação judicial da Americanas é a quarta maior da história do Brasil. Acima dela, estão Odebrecht (R$ 98,5 bilhões), Oi (R$ 65,4 bilhões) e Samarco (R$ 50 bilhões).

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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