O que é efeito burn-in?

O efeito burn-in afeta TVs e celulares, deixando marcas de imagens estáticas em telas OLED; entenda as causas e como evitar o problema

Ronaldo Gogoni Ana Marques
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• Atualizado há 10 meses
LG revela novas TVs OLED para 2023 (Imagem: Divulgação)
TVs OLED (foto) são suscetíveis ao efeito burn-in (Imagem: Divulgação/LG)

O burn-in é um problema que ocorre em TVs, monitores e celulares com tela OLED, exibindo manchas permanentes. Esse efeito é causado pelo desgaste dos componentes orgânicos que compõem o display.

Como ocorre o efeito burn-in?

Telas OLED contam com uma camada de diodos orgânicos emissores de luz que formam os pixels de uma imagem. Naturalmente, esse material se degrada de forma mais rápida do que compostos inorgânicos, o que já contribui para diminuir a vida útil desse tipo de painel.

Entretanto, imagens estáticas que são exibidas por um período prolongado acabam forçando o uso desigual de determinados pixels, fazendo com que esses componentes se desgastem ainda mais rapidamente.

Assim, pixels mais usados perdem a capacidade de luminância e aparecem como uma espécie de queimadura na tela. Por isso, o termo “burn-in”. Essas manchas costumam conservar o formato da imagem que foi exibida por muito tempo.

TV com burn-in (à esquerda) vs. TV sem burn-in (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
TV com burn-in (à esquerda) vs. TV sem burn-in (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mas o efeito burn-in não é um problema exclusivo da tecnologia OLED. Monitores antigos que usavam a tecnologia CRT (tubo de raios catódicos) e as extintas TVs de Plasma também sofriam com as imagens “fantasma” permanentes.

A causa é semelhante ao OLED burn-in: o material fosforescente que compõe esse tipo de tela acabava perdendo o poder de gerar luz devido ao desgaste sofrido pelo uso excessivo.

TV OLED com burn in / efeito burn in
Exemplo de TV OLED com burn-in (Imagem: Reprodução)
O que fazer em caso de burn-in?

Caso sua TV, monitor ou celular OLED/AMOLED tenha sido afetado pelo burn-in, não há muito o que fazer a não ser trocar o display ou o aparelho. No entanto, tenha em mente que este é um problema que não ocorre tão facilmente, apenas em casos extremos; sabendo proteger sua tela, ela ficará livre dos “fantasmas” por muito tempo.

Como evitar o efeito burn-in?

Ative a proteção de tela OLED ou desligue-a se não a estiver usando. Em celulares, mantenha a desativação da tela no menor tempo possível (no Android, 30 segundos). Caso você jogue apenas o mesmo jogo em um PC, como FPS competitivos, lembre-se de manter a proteção de tela do sistema operacional ativa em um modo animado.

Burn-in vs retenção de imagem: qual é a diferença?

A persistência ou retenção de imagem, que afeta telas LCD, também é causada pela exibição constante de uma mesma imagem por muito tempo, mas os “fantasmas” tendem a desaparecer com o tempo. Já o burn-in de telas OLED é um problema permanente e não há como reverter o processo sem trocar o display.

Telas AMOLED sofrem burn-in?

Sim. No universo de celulares, AMOLED pode ser entendido como sinônimo de OLED. Esse tipo de display conta com uma cada de componentes orgânicos que formam os pixels da imagens. Se usados de forma desproporcional, como durante a exibição prolongada de uma imagem estática, esse material pode sofrer burn-in.

Existem garantia contra burn-in?

As fabricantes em geral afirmam que a garantia não cobre burn-in, pois o problema caracteriza mau uso do aparelho. Mesmo a Samsung, que oferece 10 anos de proteção em suas TVs QLED, o faz apenas para uso normal por usuários finais; o uso comercial, como colocar as TVs em bares e recepções não é coberto pela garantia anti-fantasmas.

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Ronaldo Gogoni

Ronaldo Gogoni

Ex-autor

Ronaldo Gogoni é formado em Análise de Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia da Informação pela Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo). No Tecnoblog, fez parte do TB Responde, explicando conceitos de hardware, facilitando o uso de aplicativos e ensinando truques em jogos eletrônicos. Atento ao mundo científico, escreve artigos focados em ciência e tecnologia para o Meio Bit desde 2013.

Ana Marques

Ana Marques

Gerente de Conteúdo

Ana Marques é jornalista e cobre o universo de eletrônicos de consumo desde 2016. Já participou de eventos nacionais e internacionais da indústria de tecnologia a convite de empresas como Samsung, Motorola, LG e Xiaomi. Analisou celulares, tablets, fones de ouvido, notebooks e wearables, entre outros dispositivos. Ana entrou no Tecnoblog em 2020, como repórter, foi editora-assistente de Notícias e, em 2022, passou a integrar o time de estratégia do site, como Gerente de Conteúdo. Escreveu a coluna "Vida Digital" no site da revista Seleções (Reader's Digest). Trabalhou no TechTudo e no hub de conteúdo do Zoom/Buscapé.

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