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O que é efeito burn-in?

Entenda o tipo de problema que afeta telas de TVs e celulares e saiba o que fazer para evitar os incômodos "fantasmas" em dispositivos OLED

Ronaldo Gogoni

Por

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O efeito burn-in é o terror dos donos de aparelhos com telas OLED e AMOLED, sejam TVs, monitores ou celulares. Os “fantasmas” que ficam marcados na tela, uma vez vistos, são difíceis de ignorar. Mas, saiba que este é um problema difícil de acontecer. Abaixo, veja detalhes sobre esse tipo de problema e como evitar.

O efeito burn-in é um problema característico das telas OLED. Trata-se de um desgaste dos LEDs orgânicos que compõem o display, ocasionado pela exibição contínua de uma imagem estática por um longo período, os chamados "fantasmas".
Definição de efeito burn-in (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Imagine que você possua um bar e coloque uma TV OLED na parede, sintonizada permanentemente em um canal que exibe o logotipo da emissora de forma constante ou aquelas barras inferiores características dos noticiários policiais.

Com o tempo, essas imagens desgastam os LEDs em que são reproduzidas mais rapidamente do que os demais, fazendo com que suas formas, popularmente chamadas de “fantasmas”, fiquem persistentes na tela, como se tivessem sido “queimadas”, daí o termo “burn-in”.

O efeito burn-in não deve ser confundido com o de persistência de imagem, que afeta outros tipos de telas: este problema é ocasionado também pela exibição constante de uma mesma imagem por muito tempo, mas os “fantasmas” tendem a desaparecer com o tempo.

No caso do burn-in, as imagens permanecem nas telas OLED por muito mais tempo, geralmente para sempre, e não há como reverter o processo sem trocar o display.

TV OLED com burn in / efeito burn in
Exemplo de TV OLED com burn-in. Não, isso não sai (Imagem: Reprodução)

Celulares também são afetados?

Sim. Em geral, modelos que usam telas P-OLED (Motorola) ou AMOLED (Samsung e outras) estão todas sujeitas ao problema; a exceção são os aparelhos com telas LCD.

O caso mais comum de burn-in se dá com os botões virtuais de navegação do Android e os ícones do topo da tela exibidos quase 100% do tempo que a tela está ligada.

As fabricantes em geral afirmam que a garantia não cobre burn-in, pois o problema caracteriza mau uso do aparelho. Mesmo a Samsung, que oferece 10 anos de proteção em suas TVs QLED, o faz apenas para uso normal por usuários finais; o uso comercial, como colocar as TVs em bares e recepções não é coberto pela garantia anti-fantasmas.

Como evitar o burn-in?

Ative a proteção de tela em sua TV ou desligue-a se não a estiver usando.

Aliás, mantenha a desativação da tela do celular no menor tempo possível (no Android, 30 segundos) e, caso você jogue apenas o mesmo jogo em um PC, como FPS competitivos, lembre-se de manter a proteção de tela do sistema operacional ativa em um modo animado.

Caso sua TV, monitor ou celular OLED/AMOLED tenha sido afetado pelo burn-in, não há muito o que fazer a não ser trocar o display ou o aparelho. No entanto, tenha em mente que este é um problema que não ocorre tão facilmente, apenas em casos extremos; sabendo proteger sua tela, ela ficará livre dos “fantasmas” por muito tempo.