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As novidades do Android 4.1 Jelly Bean

Testamos a nova versão do Android no Galaxy Nexus.

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6 anos atrás
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Uma das maiores novidades do Google I/O é a nova versão do Android. Dessa vez, o nome do doce é “Jelly Bean”, que uns chamam de jujuba, outros chamam de delicado e eu chamo apenas de bala. A atualização estava prevista para Galaxy Nexus, Nexus S e Motorola Xoom para a metade do mês de julho, mas o arquivo já vazou. Instalei o Jelly Bean no meu Galaxy Nexus e abaixo você confere as principais novidades que a atualização trouxe para o telefone.

Google Now, o assistente virtual

Se tem algum recurso que merece ser destacado nessa atualização é o Google Now. Trata-se de um assistente virtual como a Siri do iOS, mas de forma ainda mais inteligente. Ao contrário das versões anteriores, o reconhecimento de voz agora parte do próprio aparelho, não dependendo dos servidores do Google para decodificar a voz e transformá-la em texto. Com isso, o processo de utilização fica bem mais rápido, principalmente quando o celular está conectado via 3G.

O assistente não depende exclusivamente de ações de voz. Como o Google já tem acesso a praticamente toda sua vida, o assistente aproveita as informações coletadas para exibir dados relevantes ao usuário. Dentre eles, previsão de tempo com maior precisão (mede até o bairro), bilhetes de viagem, locais próximos à você, trânsito local (incluindo estimativas de tempo de chegada do local onde você está até a sua casa), traduções e placar de eventos esportivos.

Google Now liga para estabelecimentos | Clique para ampliar

Todas essas informações são armazenadas no que o Google chama de “cards”, e o acesso é bem simplificado. A tela de bloqueio foi redesenhada, e ao clicar na bolha de desbloqueio, surgem três opções: câmera, Google Now e destravar o celular. Além disso, ao pressionar e segurar o botão “Home” em qualquer parte do sistema surge um atalho para abrir o assistente com facilidade.

Nos recursos de voz, muitas das ações são similares ao Siri, da Apple. É possível marcar compromissos para determinado momento, ativar o despertador, pesquisar definições e traduções de palavras, buscar a previsão de tempo e pontos de interesses próximos, como restaurantes, postos de gasolina e hotéis, bem como ligar rapidamente para algum ponto de interesse disponível no Google Maps.

Achei o assistente muito útil, mas devo ressaltar que os comandos de voz não funcionam em português. Acredito que não deva demorar muito para que o recurso seja implementado, afinal, a busca por voz funciona muito bem. Aliás, ainda não é possível utilizar os comandos de voz se o idioma do celular for diferente do inglês.

Nova barra de notificações e central de compartilhamento

O sistema de notificações do Android que já era ótimo ficou ainda melhor. No Jelly Bean, a barra de notificações foi totalmente redesenhada, com maior destaque para as informações. Elas também se tornaram mais interativas: ao tirar uma screenshot, surge uma notificação com a imagem em tamanho bem grande, podendo compartilhá-la dali mesmo. Ao receber um SMS, a mensagem é exibida e dali é possível responder ou retornar com uma ligação.

Com as notificações dinâmicas, surge um leque de possibilidade com aplicativos. Claro que nem deu tempo dos desenvolvedores se adaptarem para aproveitar o máximo do sistema, mas vejo em um futuro bem próximo que apps se atualizem para aproveitar maiores atividades e prender ainda mais o usuário.

Além disso, a gloriosa central de compartilhamento do Android ganhou uma pequena mudança. Agora, as opções são mostradas em ícones, e não listas, como no Ice Cream Sandwich ou anterior.

Mudanças não tão perceptiveis

Embora o design do sistema não se diferencie muito da versão anterior, o Jelly Bean ganhou inúmeras melhorias por baixo do capô. Uma delas é a atualização incremental de aplicativos: na nova versão do sistema, não é necessário baixar um aplicativo inteiro depois de sua atualização, e sim apenas o que foi modificado. Com isso, quando aquele seu aplicativo de quase 500 MB for atualizado, fique tranquilo que não será necessário baixar tudo de novo. Isso é excelente para quem tem pacotes de dados controlados ou conexão lenta com a internet.

Tem até Emojis no Jelly Bean | Clique para ampliar

Tem até Emojis no Jelly Bean | Clique para ampliar

Ao contrário do que foi anunciado, o Chrome não é o navegador padrão. O navegador antigo continua lá, firme e forte, mas não traz todos os benefícios do Chrome, como sincronização de abas. Para quem ainda deseja ter suporte ao Flash, é uma boa pedida. Quem eleger o Chrome como padrão não precisa fazer muito esforço: basta ir nas informações do aplicativo e desativá-lo. Assim, não surgirá nenhuma caixa de seleção ao abrir um link em algum aplicativo.

O teclado não mudou muito, mas devo dizer que a autocorreção está um pouco mais inteligente. As opções de linguagem ganhou suporte aos famigerados Emojis, que estavam restritos ao iOS até então. O suporte não permite incluir os emojis em caixas de texto, apenas visualizá-los (e em preto e branco).

O Jelly Bean ficou ainda mais fluido que o Ice Cream Sandwich. Nessa nova versão, novos efeitos ao abrir e fechar aplicativos trazem uma sensação mais natural ao mexer no telefone. Até o momento, não tive nenhum problema com relação à compatibilidade de aplicativos.

Tudo ficou muito melhor e mais bonito. Entretanto, ainda é necessário tocar em uma grande ferida do Android, que é a questão de atualização. A adoção ao Ice Cream Sandwich foi bem lenta, mas, como desenvolvedor, posso afirmar que o salto do Gingerbread para o Ice Cream Sandwich foi enorme, e até adaptar todas as adaptações que as fabricantes cismam em manter nos telefones demorou (e demora) muito. Acredito que isso não deve repetir com o Jelly Bean: considero a atualização como algo incremental, e não algo totalmente novo. Adaptar o Jelly Bean a partir do Ice Cream Sandwich será muito mais rápido do que em relação ao Gingerbread.