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Google Inbox vai ser descontinuado em março

Criado para ser um cliente de email mais útil completo, Inbox vai ser descontinuado pelo Google, que pretende se focar apenas no Gmail

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12/09/2018 às 17h51
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Criado há quatro anos para ser uma ferramenta de email mais útil e inteligente do que o serviço nativo do Gmail, o Inbox vai ser aposentado pelo Google: a companhia decidiu manter a ferramenta somente até o fim de março de 2019, tanto nos aplicativos quanto na versão web.

Embora nunca tenha superado o cliente oficial do Gmail em número de usuários, o Inbox coleciona fãs por conta dos recursos que oferece. Há anos que o Google tenta fazer o email ser muito mais do que um serviço para envio e recebimento de mensagens. Para isso, a companhia colocou no Inbox diversas funcionalidades inteligentes.

Só para dar alguns exemplos, o Google Inbox agrupa mensagens automaticamente por categorias (como viagens e compras), destaca informações importantes sem que você tenha que abrir a mensagem (como localizador de passagens aéreas) e permite que você adicione lembretes à sua caixa de entrada.

Google Inbox

Por que então a decisão de descontinuar o Inbox? O Google disse simplesmente que quer se focar no Gmail. De fato, o serviço de email do Google tem recebido mais atenção. Prova disso é que a versão do Gmail para navegadores teve a interface renovada neste ano. Curiosamente, ela traz elementos de design e funcionalidades que remetem à versão web do Inbox.

Na verdade, o Inbox sempre funcionou como uma espécie de campo de prova para recursos que, mais tarde, foram implementados no Gmail. Foi assim, por exemplo, com a função de resposta inteligente e com o botão Adiar, que permite que uma mensagem seja arquivada temporariamente e só retorne à caixa de entrada na data e horário que o usuário definir.

Se mais cedo ou mais tarde determinados recursos acabam sendo implementados no Gmail, há lógica em descontinuar o Inbox para haver mais foco no primeiro, ainda que isso deixe alguns usuários desapontados. Resta saber qual abordagem o Google vai adotar a partir de agora para avaliar o funcionamento ou a aceitação de recursos experimentais no serviço.

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