Início » Aplicativos e Software » Coreia do Sul quer migrar do Windows para Linux nos PCs do governo

Coreia do Sul quer migrar do Windows para Linux nos PCs do governo

Governo da Coreia do Sul espera poupar gastos com adoção do Linux em serviços públicos

Emerson Alecrim Por

Não são só usuários domésticos. O fim do suporte ao Windows 7 pela Microsoft também afeta empresas e órgãos públicos de várias partes do mundo. É o caso da Coreia do Sul: esse cenário deve servir de incentivo para o governo do país executar o plano de migrar seus computadores para o Linux.

É um plano que existe há meses. Pelo menos desde maio de 2019 circulam informações sobre o interesse do governo sul-coreano de migrar seu parque de máquinas, mesmo que parcialmente, do Windows para o Linux como forma de reduzir custos com licenciamento ou suporte e diminuir a dependência de uma plataforma única.

A versão sul-coreana do ZDNet relata que, no início da semana, o Ministério da Administração Pública e Segurança do país informou que pretende dar os primeiros passos rumo à adoção de um sistema operacional aberto a partir deste mês.

Alguma mudança é mesmo necessária: a migração para o Windows 10 pode ter custos elevados; em máquinas antigas, permanecer com o Windows 7 também pode elevar os gastos, afinal, a manutenção do sistema dependeria de uma contrato extra de suporte com a Microsoft.

TmaxOS (Imagem: DaeHyun Sung)

TmaxOS (Imagem: DaeHyun Sung)

O processo de migração é vagaroso, até porque vários aspectos precisam ser analisados antes de uma decisão abrangente. O governo deve verificar se o Linux será capaz de dar conta de todas as demandas, se requisitos de segurança e disponibilidade serão respeitados, se os funcionários lidarão bem com a mudança e assim por diante.

Essa não é a primeira vez que um governo dá início a um plano de migração do Windows para o Linux. Porém, nenhum projeto do tipo parece ter levado ao resultado esperado, pelo menos não em larga escala. Um exemplo notável é o da cidade de Munique, que mudou para o Linux em 2014 e, três anos depois, decidiu voltar ao Windows.

No caso da Coreia do Sul, há mais um desafio: a migração também deve envolver a adoção de um modelo de serviço DaaS (Desktop as a Service) que, como tal, possibilita ao funcionário acessar uma área de trabalho virtual, assim, ele não ficaria dependente de um único computador. Soluções desse tipo não são de implementação fácil.

De todo modo, o governo sul-coreano parece determinado a levar a ideia adiante. Distribuições Linux como Harmonica OS (baseada no Ubuntu) e TmaxOS, ambas sul-coreanas, já estão sendo testadas. Se o plano funcionar, uma migração massiva deverá ocorrer até 2026.

Mais sobre: , ,

Comentários da Comunidade

24 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

@bkdwt
E que comecem os argumentos toscos entre Windows e Linux.
Caleb Enyawbruce
ah sim, o Pinguim é a solução para todos os problemas: não precisa atualizar as maquinas, só colocar um sistema mais leve e tudo está resolvido. Não se pensa em tudo que está envolvido numa mudança deste porte. Depois poderá ocorrer o mesmo que ocorreu em outros países, com o retorno ao Windows. Exemplo:



Tecnoblog – 23 Feb 11




Governo alemão deverá trocar Linux por Windows –

Aparentemente a experiência do governo alemão com software livre deverá se encerrar de maneira melancólica depois de 6 anos. Informações vazadas pelo site









Gabriel Arruda
Não sei se ainda é plausível fazer essa migração, mas acho que hoje é bem mais fácil que anos atrás. Talvez role…especialmente se for feito com um esquema de phasedown.
O flop do IE e Windows Mobile acelerou a demanda por sistemas corporativos que rodassem em iOS/Android e browsers “comuns”. Por fim, a suíte do Google se tornou uma alternativa viável ao Office que o LibreOffice nunca foi.
MacOS já entrou em algumas grandes empresas, apesar de ter um suporte melhor que Linux, era impossível imaginar a IBM usando Macs como padrão.
Vejamos, torcendo para que dê certo.
Sérgio
Podem diminuir custos com licenciamento ou suporte por parte da MS. Porque mão-de-obra especializada em Linux é cara e suporte especializado da distro então… bom, linux no desktop é algo que não vai ser fato tão cedo. Enfim, que eles enxerguem que sair da MS não vai ser exatamente um bom negócio.
Vitor Hugo
é muito mais fácil quebrar o Windows.
Leandro Alves
Logo vão voltar para o bom e velho windows.
Emanuel Schott
Logo eles voltam. Aqui sofremos com aquela porcaria do Libre Office que não consegue manter a formatação nem de documentos salvos em ODT feitos nele mesmo.
@Gabriel
É difícil de acreditar que o custo operacional tanto da transição quanto problemas de compatibilidade sejam menor que os custos com licenças.
@bkdwt
Que envolveu mais política e um certo peixe da MS dentro do governo do que a questão sistemática da coisa em si.
@GuilhermeE
@Enyawbruce, esse foi um exemplo que migração mal planejada, com problemas sérios de interoperabilidade, e em conjunto com o preconceito dos usuários, que já no começo não queriam o sistema.
Mas isso foi em há 10 anos. Em muitos setores praticamente você trabalha na nuvem (o meu setor, por exemplo, é assim) e o sistema operacional é irrelevante.
@GuilhermeE
@Emanuel_Schott, no meu caso já é o contrário. Tenho trabalho dobrado quando fazem documentos .docx no Office 2019 e perde a formatação quando abro no Office 365. Eu particularmente prefiro usar o Google Drive pra evitar esse tipo de problema.
PinPortal ✔️
Cara, é aquilo. Esses governos quando escolhem migrar para o Linux acabam escolhendo uma distribuição meia boca, com pouco suporte. Minha opinião: Quer migrar para o Linux, vai para um Ubuntu ou alguma distribuição oficial do Ubuntu (como kubuntu, xubuntu, lubuntu, etc).
Dificilmente você não vai ter suporte. Distribuições menores você corre o risco de do nada os desenvolvedores abandonarem o projeto e ficar migrando 30 mil computadores do governo de um SO para o outro custa tempo e dinheiro.
A mais próxima do Windows é a Zorin OS, mas não confiaria para colocar 30 mil computadores do governo nela. É uma equipe muito pequena, a qualquer momento pode parar o projeto.
Migraria para o Lubuntu LTS, por exemplo.
Michael
2020 será o ano do Linux!
Caleb Enyawbruce
Vc tem ideia de pq isso ocorre? Eu acho q nunca vi uma notícia dizendo q algum governo adotou Ubuntu. Eh sempre as mais bizarras mesmo. Não faz sentido…
Caleb Enyawbruce
É exatamente o ponto q levantei: o SO por si só não significa nada. É uma soma de infinitos fatores (politicagem, distro escolhida, qualidade da empresa e do suporte dela etc.)
Daniel Soares
O governo brasileiro usa Ubuntu. Não sei qual a extensão, mas em vários departamentos federais as máquinas são Lenovo rodando Ubuntu 16.04 e 18.04 (as versões LTS).
Funciona muito bem e inclusive com DaaS, eu consigo logar com meu usuário até entre prédios diferentes, é bem massa.
Daniel Soares
No Linux é muito mais simples configurar permissões de usuários. Não existe isso de um usuário quebrar o sistema porque o usuário comum não tem permissões de acessas partes potencialmente críticas do OS. A menos que ele o destrua fisicamente.
Ricardo Neves
A galera que sabe mexer no Linux pode faturar uns dinheiros nessa parada?
@Fabiofs
Ubuntu, redhat ou SUSE. São as maiores e dificilmente extinguirão. Agora as demais distros podem sumir a qualquer momento.
@ksio89
Eu proponho fazer um bolão de após quanto tempo o governo coreano vai voltar pro Windows. Eu chuto dois anos.
Caleb Enyawbruce
@Ricardo_Neves Como exatamente?
Eu
Não foi no Brasil que o pessoal quis economizar nas licensas do Windows 7, a uns 10 anos, colocou Linux, gastou horrores implementando e voltou pro Windows?
Eu
Simples, oferecendo suporte, instrutores e mão de obra nessa jornada. (Como a turma do Linux geralmente ganha dinheiro)
Caleb Enyawbruce
Sim, mas isso seria uma empresa, certo? Estamos falando de um governo, tem processo de licitação e tudo mais. Do jeito q ele disse pareceu q tipo o Zezinho da esquina q manja de Linux podia ganhar dinheiro com isso (foi a impressão q eu tive pelo modo como ele falou, não sei se interpretei errado).
ochateador
Só usarem o gentoo que resolve todos os problemas
ochateador
Mas falando sério, é possível reduzir a dependência dos programas da Microsoft e suas licenças.
Basta um pouco de paciência, tempo e um bom planejamento, sem esquecer que a equipe de TI tem que estar disposta a treinar os outros funcionários.
O e-mail (outlook) pode-ser migrado para algum webmail interno, esse webmail pode ser executado em cima de linux ou bsd. Talvez seja o ponto mais fácil de migrar (em termos de custos e facilidade de uso), pois ao invés do usuário salvar tudo em um .pst/.ost de sua máquina limitando seu uso, tudo ficará salvo em um servidor da própria empresa/governo permitindo acesso web através de qualquer local do mundo (bastando ter um computador ou celular).
Fizemos essa mudança em minha empresa e menos de 10 pessoas reclamam (de um total de 800). Reduzimos dor de cabeça com trocas/formatações de máquinas, arquivos .pst corrompidos, outlook bugado (da versão 2013 em diante parece que ele adora travar ou falhar em algo). A interface do webmail é simples mas uma funcionária de 70 anos consegue utilizar com um treinamento de cinco minutos.
Levamos 6~9 meses para realizar essa mudança.
Suíte de escritório (Microsoft Office) já é mais complicado. Pois depende da equipe de TI saber mexer na opção escolhida (um LibreOffice ou OpenOffice da vida) para poder explicar como trabalhar.
Tem que ver caso a caso com bastante cuidado.
Um setor de onde trabalho (farmácia) tem que gerar uma planilha e todo dia 01/16 precisa enviar essa planilha para o Ministério da Saúde. Essa planilha tem que ser no formato .xls, tem limite de colunas/linhas e outras exigências doidas (se não atender as exigências, o documento é rejeitado e a empresa toma multa). A opção que gera menos dor de cabeça é deixar duas máquinas com Windows7 e MSOffice 2007 no local. Já o setor de recepção que só faz um indicador simples (sem gráficos, figuras) das visitas, foi possível mudar para LibreOffice sem gerar transtornos.
Faz uns 4 anos que estamos nessa mudança e quase metade da empresa foi convertida.
Gustavo Appleseed
Eu tentei ontem de novo migrar, usei Ubuntu o dia inteiro (conheço outras, mas pra mim essa é a distro mais legal). Não guentei, hoje voltei ao Windows.
Eu
Arch Linux > Gentoo. hahaha
Josué Junior
Já tentei a mesma coisa. Eu já tentei com o Ubuntu, Linux Mint e o Zorin OS, mas sempre acabo voltando pro Windows também
@GuilhermeE
Treinamento no serviço público? Não existe nem equipe de TI na maioria dos lugares. Serviço público é um monte de pessoal sem treinamento, onde um servidor trabalha por 10 e recebe xingamento gratuito dizendo que isso é privilégio. No meu cargo, por exemplo, eu tive que pagar por treinamento, tirar no meu bolso (e isso fez falta!). Equipe de TI, que são 3 pessoas, fica na capital fazendo o q pode pra atender a demanda de 4 mil servidores do órgão espalhados pelo estado. Não falta planejamento, faltam recursos humanos e financeiros, que nunca são dados pelo governo pq isso seria “custo”. Servidor público no Brasil, na maioria das vezes, é um soldado soviético de 17 anos indo da 2ª Guerra sem armas e sendo exigido que vençam os nazistas antes do final de semana. É por isso que nenhuma migração massiva deu certo na maioria dos lugares.
@Comentador
Noticia de 23 de Fevereiro de 2011 kkkkkklllll
@Comentador
O chato do Ubuntu, é essa interface diferente demais do Windows, que fica difícil de usar. Agora eu estou usando o Xubuntu, que é bem leve, e ele tem o menu iniciar e a barra de tarefas, semelhante ao do Windows, fica mais fácil de se acostumar com o sistema.
Caleb Enyawbruce
Não faz diferença nesse caso. Só trouxe um caso que já aconteceu. Ser antigo não torna falso
Victor Serrão
Eu não acredito no Linux como opção real por alguns motivos. O primeiro é que não há grande compatibilidade com softwares de gestão - estou falando de ERPs, CRMs, ferramentas de BI, etc. A galera de TI sempre vai falar “ah mas existe o software TAL que é super bom e que faz tudo o que o XYZ faz, por 10% do custo”. Mas na realidade o buraco é muito mais embaixo, seja por conta de legado, seja por necessidade de treinar todo mundo de novo.
Outro grande motivo já foi falado aqui, e é falta de consistência na suíte de editoração de documentos. O Office ainda é a melhor opção? Não necessariamente. Falaram aí da solução do Google e de outras opções do mundo Linux e tal. Mas o Excel ainda é imbatível. Controladoria ainda ama o Excel, e com razão. Não há outra solução no mercado que substitua o Excel totalmente.
Por último, tem a questão da fragmentação. Você usa Windows na sua empresa, e você contrata uma pessoa que conhece o Windows. Pronto: você sabe que o cara vai saber navegar minimamente pela máquina, vai saber usar minimamente o Office. Você usa Linux, e você contrata um cara que já foi treinado numa empresa anterior numa distro X com interface Y, usando WPS Office e a sua distro é o Xubuntu usando LibreOffice. Não é o mesmo sistema. Pode ser pra quem conhece e sabe operar o console, mas não será para o usuário final, pro cara que não é de TI.
Gustavo Appleseed
Eu já usei Ubuntu com Unity e Gnome, Ubuntu Mate, Lubuntu, Xubuntu, Kubuntu, Debian com Gnome e Xfce, Mint com Mate, Cinnamon e KDE, PCLinuxOS com KDE, Fedora com Gnome e Xfce, openSUSE acho que com Gnome, e outros que não lembro. E definitivamente nenhum caiu no meu gosto igual ao Windows.
Sérgio
Desenvolva.
Sérgio
No Windows 10 Pro (e qualquer versão do Windows que seja acima da Home) você pode fazer isso. GPEdit se for fazer de forma individual e Active Directory se sua máquina se conecta a uma rede Windows com Domínio.
E no Linux se o usuário está incluído no grupo wheel, então pode esquecer. E muita distro inclui o usuário padrão nesse grupo. SUDO então pode ser seu amigo como pode ser seu inimigo. Enfim, o Linux não é essa coisa toda quando se trata de lidar com usuário.
Ou trocando em miúdos: existe uma coisa chamada CONHECIMENTO. Se você conhece a fundo do SO, então você sabe o que pode e o que não pode limitar se você quiser uma máquina (quase) à prova de usuário que futrica onde não deve.
Daniel Soares
O grande problema do Windows 10 é que tudo de legal só está disponível na versão Pro. Eu migrei para o Ubuntu porque meu notebook, que veio com a versão Home, não conseguia rodar um simples contêiner Docker por limitação de software.
O Windows é ótimo, mas é caro, e nos dias de hoje, totalmente dispensável. Onde eu trabalho deve ter fácil mil estações de trabalho e, tirando uns poucos PCs que controlam equipamentos que dependem de software Windows, são todas Ubuntu. Quanto custaria licença para todo mundo?
Eu sinceramente não entendo porque que alguém recomendaria Windows num ambiente de trabalho que só depende de um navegador para acessar os sistemas internos (que na certa rodam em servidores Linux) e um editor de texto.
Sérgio



dsoares:

O grande problema do Windows 10 é que tudo de legal só está disponível na versão Pro. Eu migrei para o Ubuntu porque meu notebook, que veio com a versão Home, não conseguia rodar um simples contêiner Docker por limitação de software.


O Windows 10 Home é justamente isso: usar em casa! Não é pra uso profissional. E basta você pagar a diferença da licença pra ter o Windows 10 Pro no seu notebook. Eu paguei a minha licença do Home Edition e o upgrade posterior com o esforço de alguns dias de trabalho. Se você usa Docker aí no mínimo você trabalha com algo que te remunere.


O Windows é ótimo, mas é caro, e nos dias de hoje, totalmente dispensável. Onde eu trabalho deve ter fácil mil estações de trabalho e, tirando uns poucos PCs que controlam equipamentos que dependem de software Windows, são todas Ubuntu. Quanto custaria licença para todo mundo?


“Totalmente dispensável…” é uma generalização no mínimo limitada.


Eu sinceramente não entendo porque que alguém recomendaria Windows num ambiente de trabalho que só depende de um navegador para acessar os sistemas internos (que na certa rodam em servidores Linux) e um editor de texto.


E o que recomenda, então? Qual distribuição Linux? Qual Desktop Enviroment? Qual navegador? Qual processador de textos? O que fazer com a distribuição que vem com centenas de bloatwares inúteis e com o processador de textos que não é o que você resolveu adotar pra sua empresa? Como treinar os milhares de usuários no novo sistema operacional? E se depois da implantação um dos seus sistemas baseados em Web falhar porque algo não vem compilado por padrão na distro que você escolheu? Tudo isso é um custo ao se adotar uma solução “gratuita”.
Daniel Soares
Eu trabalho em uma Universidade Federal, mas não sou da área de TI, sou de sociais aplicadas (não ganho dinheiro usando Docker). Hoje eu só preciso de computadores para acessar o sistema interno da Universidade (acessível apenas por conexão cabeada, desconheço detalhes sobre a implementação de segurança envolvida), trabalho majoritariamente num iPad. Em casa meu notebook roda Ubuntu Server, sem ambiente desktop, rodando aplicativos em modo servidor (Sonarr, Radarr, Transmission, AdGuard Home, VPN, servidor web, https://kroud.ml).
Na Universidade usamos Ubuntu (sempre a última versão LTS, sem personalizações) desde que foi fundada, em 2010, e temos 3 servidores bastante parrudos rodando Ubuntu Server. Um deles roda os sistemas internos (técnicos, professores e alunos), o segundo roda o e-mail e o último é para pesquisa. Funciona muito, mas muito bem.
Não conheço ambientes corporativos privados. Meu contato profissional é apenas com repartições públicas federais e desde o primeiro governo Lula que elas vem migrando para Ubuntu sem nenhum sofrimento (tirando alguns professores do meu instituto, esse povo de humanas ).
Quanto ao Windows Pro, não sei quanto está esta diferença para a versão Home hoje, mas quando pesquisei passava de R$300. Pode não ser muito, mas o Ubuntu é de graça e tão poderoso quanto (sendo melhor em vários casos).
Sou um feliz usuário de Linux e iOS, não tenho do que reclamar
Victor Serrão
Lembrando que o Ubuntu é gratuito, sim, mas não o suporte. Até porque a galera lá precisa comer.
Daniel Soares
Você não quer comparar o suporte de uma empresa como a Canonical com o suporte da Microsoft, né?
Um dos países mais ricos do mundo migrando para Linux, em detrimento do Windows, nos diz algo sobre o custo de manter parques com máquinas Windows.
Sérgio



dsoares:

Eu trabalho em uma Universidade Federal, mas não sou da área de TI, sou de sociais aplicadas (não ganho dinheiro usando Docker). Hoje eu só preciso de computadores para acessar o sistema interno da Universidade (acessível apenas por conexão cabeada, desconheço detalhes sobre a implementação de segurança envolvida), trabalho majoritariamente num iPad. Em casa meu notebook roda Ubuntu Server, sem ambiente desktop, rodando aplicativos em modo servidor (Sonarr, Radarr, Transmission, AdGuard Home, VPN, servidor web, https://kroud.ml).
Na Universidade usamos Ubuntu (sempre a última versão LTS, sem personalizações) desde que foi fundada, em 2010, e temos 3 servidores bastante parrudos rodando Ubuntu Server. Um deles roda os sistemas internos (técnicos, professores e alunos), o segundo roda o e-mail e o último é para pesquisa. Funciona muito, mas muito bem.
Não conheço ambientes corporativos privados. Meu contato profissional é apenas com repartições públicas federais e desde o primeiro governo Lula que elas vem migrando para Ubuntu sem nenhum sofrimento (tirando alguns professores do meu instituto, esse povo de humanas ).
Quanto ao Windows Pro, não sei quanto está esta diferença para a versão Home hoje, mas quando pesquisei passava de R$300. Pode não ser muito, mas o Ubuntu é de graça e tão poderoso quanto (sendo melhor em vários casos).
Sou um feliz usuário de Linux e iOS, não tenho do que reclamar


Basicamente: fiz aqueles questionamentos só por fazer mesmo. Não conheço a realidade.
Quanto ao Ubuntu: curiosamente tenho um amigo que trabalha em TI em uma… universidade pública que usa Ubuntu LTS. E adivinha que abacaxi ele teve que descascar (na verdade ele tinha que colher a plantação inteira ANTES de descascar): como fazer o upgrade da versão 14.04 LTS pra versão mais recente no fim do suporte (de 5 anos)? NÃO fazia. Em nenhum cenário possível e imaginável o upgrade se realizava sem problemas. E adivinha o que a Canonical fez? Suporte estendido! Mas que bonito! Realmente, o suporte é de graça, desde que seja pra somente 3 máquinas. Tem pra 50 se você for participante reconhecido da comunidade. Pra milhares? Começa em US$ 25 por máquina por ano. Ou seja: uns (no mínimo) US$ 25.000/ano pra não ter que refazer tudo do zero. De fato o Linux é de graça! Mas o suporte…
E o Windows é quem custa caro.



Ubuntu




Ubuntu Advantage for Infrastructure | Ubuntu

Ubuntu Advantage for Infrastructure offers a single, per-node packaging of the most comprehensive software, security and IaaS support in the industry, with OpenStack support, Kubernetes support included, and Livepatch, Landscape and Extended Security...









Daniel Soares
Suporte por máquina? Quem cometeria tal sandice? Existe diferença em contratar suporte e comprar uma licença. A equipe de TI serve pra que? Para abrir chamado no help desk? Suporte a gente contrata para os servidores, as máquinas internas tem pessoal interno pra cuidar.
Quanto a atualização, desconheço qualquer tipo de problema. As máquinas aqui estão todas na versão 18.04 e o pessoal da TI está bem empolgado com o 20.04 que sairá mês que vem.
Sérgio
Você pelo menos abriu o link pra entender do que se trata o que a Canonical “vende”? O valor que eu apresentei é pra ter DIREITO aos updates críticos na versão LTS após 5 anos. Se quiser o suporte DE FATO aí é bem mais caro. E, realmente, tem que se empolgar mesmo com upgrade do Ubuntu. Quem sabe um dia as coisas funcionem direito e eles não precisem lançar versão nova a cada 6 meses pra ganhar dinheiro com suporte de uma coisa que assumidamente eles sabem que não vai funcionar direito.
Daniel Soares
Oh amigo, não faz isso. Claro que abri o link. Eu já tinha visto antes de você enviar. E pelo jeito é você que não conhece o Ubuntu, vamos a uma pincelada geral:
São lançadas versões LTS (com suporte de 5 anos) a cada 2 anos. São essas as versões que usamos em produção (12.04, 14.04, 16.04, 18.04, 20.04). Essas versões representam o ano e o mês de lançamento, sempre em abril dos anos pares. As outras versões são versões com suporte reduzido, para usar testes ou em casa. Elas servem para testar as novas funcionalidades que entrarão na versão estável.
Você não precisa de suporte da Canonical nas máquinas de uso geral, elas tem updates garantidos por 5 anos. Os livepatchs, as atualizações sem reboot para sistema críticos, só são de fato necessárias em máquinas que não podem ficar off-line, como um servidor de e-mails. As máquinas normais são atualizadas aos finais de semana com um simples bash script que acorda todas as máquinas aos finais de semana com apt-get update && apt-get upgrade -y && reboot por cron job.
A Microsoft da mais de 5 anos de atualização? Da, mas ela não é boazinha fazendo isso, ela recebeu por isso com a licença.
Recapitulando: suporte no Ubuntu é opcional; licença do Windows é obrigatória.
Eu
Arch Linux é mais divertido, é diversão pra familia toda. Qual a graça de colocar algo que apenas funciona? É linux, pow. :I
Sérgio



dsoares:

Oh amigo, não faz isso. Claro que abri o link. Eu já tinha visto antes de você enviar. E pelo jeito é você que não conhece o Ubuntu, vamos a uma pincelada geral:
São lançadas versões LTS (com suporte de 5 anos) a cada 2 anos. São essas as versões que usamos em produção (12.04, 14.04, 16.04, 18.04, 20.04). Essas versões representam o ano e o mês de lançamento, sempre em abril dos anos pares. As outras versões são versões com suporte reduzido, para usar testes ou em casa. Elas servem para testar as novas funcionalidades que entrarão na versão estável.
Você não precisa de suporte da Canonical nas máquinas de uso geral, elas tem updates garantidos por 5 anos. Os livepatchs, as atualizações sem reboot para sistema críticos, só são de fato necessárias em máquinas que não podem ficar off-line, como um servidor de e-mails. As máquinas normais são atualizadas aos finais de semana com um simples bash script que acorda todas as máquinas aos finais de semana com apt-get update && apt-get upgrade -y && reboot por cron job.
A Microsoft da mais de 5 anos de atualização? Da, mas ela não é boazinha fazendo isso, ela recebeu por isso com a licença.
Recapitulando: suporte no Ubuntu é opcional; licença do Windows é obrigatória.


Guardados há quase 15 anos (o mais antigo). Não, eu não sou hater de Linux. Sou hater do Ubuntu. E com conhecimento de causa há quase 15 anos.

photo_2020-02-10_22-14-081280×1196 272 KB
Emanuel Schott
Em ambos basta ter a senha de administrador que faz qualquer coisa no PC. Tem nada diferente não.
@bkdwt

gentoovsarch900×1000 450 KB
Participe da discussão