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iFood cria fundo de R$ 50 milhões para restaurantes durante pandemia

O valor servirá para reduzir comissões cobradas pelo iFood e antecipar pagamentos a restaurantes

Victor Hugo Silva Por

O iFood anunciou a criação de um fundo de R$ 50 milhões para ajudar restaurantes durante a pandemia de coronavírus. O valor será usado a partir de 2 de abril para reduzir as comissões cobradas pela startup e antecipar pagamentos aos seus parceiros.

iFood

Os restaurantes que têm apenas uma unidade, são de pessoas físicas e estão em áreas de grante impacto do coronavírus serão prioridade no fundo. Os estabelecimentos vão receber de volta parte das comissões cobradas pela plataforma, que mostrará o valor como devolução na fatura dos pedidos.

A empresa também tornará mais flexível o recurso Pra Retirar, em que usuários podem fazer um pedido no aplicativo e recebê-lo no restaurante. Presente em 120 mil estabelecimentos, a opção não descontará das empresas a comissão do iFood.

O objetivo, de acordo com a startup, é reduzir o impacto da queda do fluxo nos restaurantes e evitar o fechamento dos salões. O valor arrecadado pelo iFood será devolvido integralmente às empresas que utilizam a modalidade.

O prazo de repasse de pagamentos para restaurantes cairá de 30 para 7 dias em pedidos feitos entre abril e maio. A expectativa da startup é que, nesse período, a medida ajude a injetar R$ 600 milhões no setor de restaurantes.

Os detalhes sobre o fundo de assistência serão revelados na próxima quarta-feira (25). O iFood terminou 2019 com 131 mil restautantes parceiros em 912 cidades brasileiras. Para se ter uma ideia, o serviço tinha 52 mil estabelecimentos ao final de 2018.

Para presidente executivo do iFood, Fabricio Bloisi, as relações envolvendo clientes e parceiros devem ser tradadas como prioridade. “Entendemos que somos agentes importantes para manter ativos e sustentáveis os negócios dos restaurantes que compõem o nosso ecossistema”, afirmou.

Fundo do iFood para entregadores

Vale lembrar que a empresa também anunciou um fundo de R$ 1 milhão para ajudar entregadores que tiverem suspeita ou forem infectados pelo coronavírus. O valor pago será equivalente a 14 dias de trabalho com base na média diária de repasses no último mês.

O iFood oferecerá o apoio financeiro somente para os entregadores que fizeram pelo menos uma entrega desde 1º de fevereiro, que foram liberados na plataforma até 15 de março e que têm comprovação médica de sua situação.

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@teh

Que nao esqueçamos desse absurdo:

“iFood, Rappi e Uber Eats não pedem que os estabelecimentos confirmem se possuem essa documentação, dizendo que esse é um pressuposto de todo restaurante que entra na plataforma.”

reportagem passada do TB.
Fábio Laurindo (@Fabio_Laurindo)

Ainda bem que aonde moro o comerciante do mercadinho, açougue entre outros já fazem com seus colaboradores sem custo.
Ontem a pizzaria trouxe aqui à porta sem problemas, isto é justo e não como já vi hoje na tv alguns gigantes demitindo, até mesmo meu vizinho (agora o povo me mata por saber aonde moro kkk), o mocotó entrega na região na crise sem custo.
Aliás o Rodrigo do mocotó sempre foi uma pessoa que valorizou o pequeno e médio é tanta verdade que nossa região nem existe eles, claro que ele entrega por meios dos serviços citados, mais para longe que acho justo o custo.