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Motorola Edge+: o melhor da marca é o suficiente?

Retorno da Motorola aos celulares potentes é bem-vindo, mas não ficou livre de tropeços nas câmeras, design e preço

Paulo Higa Por
Nota Final 9

Nos últimos três anos, parecia que a Motorola tinha alergia a chips potentes. A empresa apostou na bem-sucedida linha Moto G e esqueceu dos consumidores de celulares flagships no Brasil depois do Moto Z2 Force, o último a trazer o melhor processador da Qualcomm da época. O Motorola Edge+ é um retorno da marca a esse segmento, que não tinha muitas opções no país além da Apple e da Samsung.

Se alguém estava procurando números enormes, o Motorola Edge+ entrega todos eles: além do processador Snapdragon 865, o modelo traz absurdos 12 GB de RAM, uma bateria de respeito de 5.000 mAh e uma câmera traseira de 108 megapixels. Ele é o primeiro celular a desembarcar no Brasil com suporte às novas redes 5G. E o preço também é enorme: são R$ 7.999, mais caro que um iPhone 11 Pro.

Será que o retorno da Motorola aos topos de linha deu certo? Eu testei o Motorola Edge+ nas últimas semanas e conto minhas impressões nos próximos minutos.

Análise do Motorola Edge+ em vídeo

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O Edge+ foi fornecido pela Motorola por empréstimo. O produto foi devolvido à empresa após os testes.

Design, tela e som

Motorola Edge+ Review

O Motorola Edge+ é diferente de tudo o que eu me lembro na linha de celulares da Motorola, tanto que ele poderia se passar muito bem por um celular da Samsung ou da Huawei. Pela primeira vez, a empresa apostou em uma tela OLED com laterais curvadas, um detalhe estético que é referenciado até no nome do produto. A Motorola só foi “conservadora” ao manter a entrada padrão de fone de ouvido de 3,5 mm, para felicidade dos que ainda usam esse tipo de tecnologia.

Motorola Edge+ Review

Apesar de possuir uma tela de 6,7 polegadas, o Motorola Edge+ parece muito compacto nas mãos devido à proporção 19,5:9 e principalmente pelas suas laterais curvadas, que reduzem a largura do aparelho: são 71 mm, menos que o Moto Z2 Force, que tinha um visor de 5,5 polegadas. Não dá para dizer que o aparelho é confortável para ser usado com uma mão, mas é menos pior que os concorrentes do segmento.

A traseira passa uma ótima impressão por causa da cor cinza meio azulada, que é discreta, mas não enfadonha. Ainda assim, o Edge+ pode ser considerado um pequeno passo atrás dos rivais em termos de design, já que a Motorola não adicionou certificação IP para resistência contra água, uma característica que já é padrão entre os topos de linha há muitos anos. Ele também é um celular mais gordinho, com quase 10 mm de espessura, embora isso não chegue a ser um problema.

Motorola Edge+ Review

A tela OLED pode até ser um ponto de controvérsia por causa do formato, mas não dá para reclamar da qualidade do painel, que tem brilho forte, preto perfeito e excelente ângulo de visão. O leitor de impressões digitais, que fica sob o display, desbloqueia o aparelho rapidamente e tem a vantagem de não interferir negativamente no design.

Nas configurações de tela, é possível alternar entre três níveis de saturação, agradando tanto os que preferem cores naturais quanto os que gostam de tons mais fortes. Só senti falta de um controle de temperatura, já que o Edge+ mostra um branco mais frio, que pode soar azulado para algumas pessoas.

Motorola Edge+ Review

O maior ponto positivo da tela é a taxa de atualização de 90 Hz. Logo na primeira inicialização, fica claro que o Motorola Edge+ é um celular rápido, com animações que rodam suaves como manteiga. Chama a atenção o fato de que a Motorola manteve os 90 Hz como uma opção ativada de fábrica, diferente de concorrentes como o Galaxy S20 Ultra e o Google Pixel 4, que preferiram poupar bateria por padrão.

As laterais extremamente curvadas da tela poderiam ser um desastre se fossem ativadas pela palma da mão toda hora, mas o Motorola Edge+ faz um ótimo trabalho em rejeitar toques acidentais nas bordas. O formato da tela só pode incomodar ao assistir a vídeos em proporção 16:9 ou mais quadrados, já que as extremidades da imagem ficam mais escuras ou sofrem com reflexos indesejados.

Motorola Edge+ Review

Um dos destaques do Edge+, segundo a Motorola, são os alto-falantes estéreo que oferecem “qualidade profissional, com um som mais profundo e imersivo que envolve você”. Ainda é um som integrado de celular, que não será tão bom quanto uma caixinha de som Bluetooth por questões físicas, mas o Edge+ é realmente muito acima da média: o som é claro e atinge volumes mais altos sem distorcer os médios.

O “imersivo” é questionável, já que os graves não aparecem, mas você não espera que um alto-falante tão compacto alcance frequências mais baixas. Dentro de expectativas realistas, é um som de qualidade, que eu esperaria de um bom tablet, e suficiente para assistir a um filme ou ouvir uma música quando você não estiver com fones de ouvido por perto.

Software

Motorola Edge+ Review

O Android 10 do Edge+ é bem familiar para quem já teve contato com outros aparelhos da Motorola. Ele mantém uma interface semelhante à desenvolvida pelo Google, sem grandes modificações visuais nem muitos aplicativos extras pré-instalados. Talvez você nunca use o Duo, o Google Fit ou o Apresentações, mas boa parte dos aplicativos de fábrica pode ser removida sem malabarismos.

Os recursos extras ficam concentrados no aplicativo Moto, que possui os mesmos truques de sempre, como os gestos para ligar a lanterna ou a câmera; o Moto Gametime, que melhora o áudio e permite bloquear todas as notificações enquanto você estiver jogando; além de funcionalidades novas que aproveitam as bordas curvadas do Edge+.

Motorola Edge+ Review

A função Luzes nas bordas faz com que as laterais da tela acendam quando você recebe uma notificação enquanto o aparelho está virado para baixo. Já as Bordas interativas adicionam uma bandeja de atalhos para aplicativos, bem parecida com a que a Samsung inclui nos celulares Galaxy mais caros.

É um software que não arrisca e nem impressiona, não trazendo recursos mirabolantes ou uma interface melhor que a do Google, mas que simplesmente funciona. Essa é uma receita que está dando certo nos outros celulares da Motorola, que agrada aos fãs da marca e que deve ser mantida por muito tempo, pelo menos nos aparelhos vendidos no Brasil.

Motorola Edge+ Review

Cabe lembrar que o Edge+ foi alvo de uma discussão no lançamento mundial porque a Motorola, inicialmente, só prometeu uma atualização para o Android 11. Depois da repercussão negativa, a empresa afirmou que o aparelho também receberá o Android 12. Não é a primeira vez que a Motorola se envolve em uma controvérsia com relação a promessas de atualizações, então é bom ficar de olho.

Câmeras

Motorola Edge+ Review

Números enormes não faltam para descrever as câmeras do Motorola Edge+. A câmera traseira principal tem um sensor com 108 milhões de pixels, o mesmo Isocell Bright HMX que equipa modelos como o Galaxy S20 Ultra e o Xiaomi Mi 10 Pro. A Motorola também incluiu um sensor de tempo de voo para medir profundidade, uma teleobjetiva com zoom óptico de 3x e uma lente que faz tanto o trabalho de ultrawide quanto de macro, permitindo focar objetos a distâncias menores.

Motorola Edge+ Teste de câmera

Motorola Edge+ Teste de câmera

Os resultados gerados pelas câmeras fotográficas são bons e mostram que a Motorola tem evoluído bastante nesse quesito. Como esperado, as fotos são ótimas em condições ideais de iluminação, com boa nitidez e cores agradáveis, tendendo mais ao natural na maioria das situações. O alcance dinâmico não é o melhor que eu já vi, mas o Edge+ faz um bom trabalho em manter áreas de sombra visíveis sem estourar pontos de iluminação.

Motorola Edge+ Teste de câmera

Motorola Edge+ Teste de câmera

Motorola Edge+ Teste de câmera

Já no modo de visão noturna, a Motorola tende mais para o estilo da Samsung, com um grande aumento na saturação das cores para impressionar os olhos. Apesar de parecer “artificial” quando comparado com o mundo real, o resultado das fotos à noite me agrada muito visualmente. Nas outras lentes, em que o modo noturno não está disponível, as fotos ficam entre o razoável e o decepcionante: a ultrawide sofre muito com nitidez, enquanto a teleobjetiva acrescenta bastante ruído nas imagens.

Motorola Edge+ Teste de câmera

Sem visão noturna

Motorola Edge+ Teste de câmera

Com visão noturna

Motorola Edge+ Teste de câmera

Motorola Edge+ Teste de câmera

Normalmente não damos tanta importância para a gravação de vídeo, mas o Edge+ desaponta por um problema muito particular para um topo de linha: ele só é capaz de gravar em 6K a 30 fps ou em 4K a 30 fps. Não suportar 8K ainda não é exatamente um problema; mesmo o Galaxy S20 Ultra não faz isso com maestria. Mas não filmar em 4K a 60 fps é uma limitação que eu só aceitaria em um smartphone de até três mil reais. Que bola fora, Motorola.

Motorola Edge+ Review

A câmera frontal de 25 megapixels não é ruim, mas também não impressiona. Primeiro, já coloco na mesa a questão da gravação de vídeo: ela só filma em Full HD. Eu não aceito que o Moto G7 Plus, que custa um sexto do preço, seja capaz de gravar em 4K com a câmera de selfie, mas o celular mais caro da Motorola não seja. Levando em conta o Snapdragon 865 e o processador de sinal de imagem da Qualcomm, é uma limitação tão absurda que espero que alguém consiga contorná-la no futuro.

Motorola Edge+ Review

Motorola Edge+ Teste de câmera

Nas fotos estáticas, a câmera de selfies do Motorola Edge+ é satisfatória: a definição não é tão boa quanto a do iPhone 11 Pro e eu me incomodei um pouco com o ruído em áreas de sombra. De qualquer forma, apesar de ter foco fixo, a lente consegue capturar bem os detalhes do rosto a uma distância padrão, e as cores não deixam a desejar.

Desempenho e bateria

Motorola Edge+ Review

Eu me recuso a me aprofundar muito sobre o desempenho do Edge+. São 12 GB de RAM, 256 GB de espaço e um Snapdragon 865 que fazem um trabalho impecável. A fluidez é sentida a todo momento e deixa transparecer que o software ainda nem aproveita todo o poder do hardware. Jogos também rodam bem, com os gráficos no máximo. A performance fica no limite do que é atingido hoje pelos celulares Android.

A bateria, que também tem números gigantes, impressiona tanto na teoria quanto na prática. No meu teste padrão de quarentena, com três horas de reprodução de vídeo na Netflix, uma hora de navegação na web e 30 minutos de Asphalt 9, sempre no Wi-Fi, com brilho no máximo e tela em 90 Hz, a bateria foi de 100% para 59%, um excelente resultado, especialmente para um topo de linha.

Motorola Edge+ Review

O teste indica que a bateria de 5.000 mAh do Motorola Edge+ deve durar um dia inteiro para quase todo mundo. Para quem não costuma jogar no celular, é bem provável que o aparelho chegue aos dois dias de autonomia prometidos pela fabricante.

A recarga sem fio é uma tecnologia que eu já adotei no meu dia a dia, e é bom ver que a Motorola voltou a colocar esse recurso em seus smartphones. Também me agrada o compartilhamento de bateria sem fio, uma função útil especialmente quando viajo: se você tiver algum acessório compatível com o padrão Qi (como um estojo de fones de ouvido), pode carregar tanto o celular quanto o acessório com um único cabo.

Motorola Edge+ Review

Ok, mas e o 5G?

Um dos chamarizes do Motorola Edge+ é o fato de ser o primeiro celular vendido no Brasil com suporte ao 5G. Isso é possível porque, além do processador Snapdragon 865, a empresa incluiu o modem Snapdragon X55, que se conecta às novas redes móveis. Mas esse diferencial tem asteriscos que não podem ser deixados de lado.

O primeiro detalhe é que o 5G do Edge+ brasileiro está limitado às frequências abaixo dos 6 GHz, diferente da versão americana, que suporta redes de ondas milimétricas. A tecnologia mmWave está prevista no leilão de frequências da Anatel e deverá operar na faixa dos 26 GHz no Brasil. É estranho que o primeiro representante do 5G no país seja incompleto justamente na compatibilidade com 5G.

Motorola Edge+ Review

Além disso, o primeiro celular 5G do Brasil não suporta a primeira rede 5G do Brasil, que será lançada pela Claro com a tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS), que aloca parte das frequências já usadas por outras tecnologias (como 3G e 4G) para o novo 5G. Contraintuitivamente, a novidade será suportada pela versão mais acessível do Edge+, o Edge, com Snapdragon 765.

Eu também questiono o leque de frequências suportadas pelo Edge+ no 5G. As bandas compatíveis são as seguintes: n2 (1.900 MHz), n5 (850 MHz), n41 (2.500 MHz), n66 (1.700 MHz), n71 (600 MHz), n77 (3.700 MHz) e n78 (3.500 MHz). De todas essas, apenas a n78 está prevista no leilão da Anatel. Outras frequências (como 2.300 MHz e as sobras do 700 MHz) não são suportadas. Em outras palavras, o Edge+ me parece um ótimo celular para experimentar o 5G nos Estados Unidos, mas não no Brasil.

Por fim, o Edge+ passa pela mesma ressalva de qualquer produto que tenta ser o primeiro em alguma coisa: ele é caro, usa uma tecnologia que não está pronta e certamente está longe de aproveitar todo o potencial do 5G, tanto em termos de velocidade quanto em consumo de energia. Quem é early adopter e gosta sempre de ter a última novidade sabe desses riscos, mas nunca é demais relembrar: 5G é a última coisa que você deve pensar ao escolher o Edge+.

Motorola Edge+ vale a pena?

Motorola Edge+ Review

O Edge+ é um bom smartphone, e é bacana ver que a Motorola está de volta ao mercado de celulares potentes. A empresa caprichou nos principais pontos do aparelho, como tela, desempenho e câmeras, para criar um produto que funciona muito bem para os fãs da marca. Mas, quanto maior o preço, maiores as exigências. E maior é a dúvida que paira sobre o custo-benefício de um produto de oito mil reais.

Nessa faixa, a Motorola concorre com nomes consolidados como o Galaxy S20 Ultra, que é a alternativa direta no mundo Android e também aposta em números gigantes na ficha de especificações. Também no mesmo segmento, temos o iPhone 11 Pro e o iPhone 11 Pro Max, o que chega a ser irônico considerando que a Apple sempre teve fama de empresa careira que pratica preços inatingíveis no Brasil.

A principal força do topo de linha da Motorola é o desempenho impecável direto da caixa, com hardware poderoso e tela de 90 Hz: ele ofereceu a melhor sensação de fluidez que eu já tive no Android. Embora o Galaxy S20 Ultra tenha um painel com taxa opcional de 120 Hz, ele sacrifica bastante a autonomia nesse modo, o que me fez voltar aos 60 Hz nos testes do flagship da Samsung. E a bateria do Edge+ é muito boa, com direito a recarga sem fio e carregamento reverso.

Motorola Edge+ Review

No entanto, o Edge+ fica no mesmo nível ou um pouco abaixo dos concorrentes em outros pontos. As câmeras são de longe as melhores que a Motorola já fez, mas você ainda pode obter resultados superiores nos rivais; se gosta de filmar, o Edge+ é quase uma carta fora do baralho. No design, é difícil aceitar que um produto tão caro não tenha certificação IP68 para proteção contra água. E o 5G, que poderia até exaltar o pioneirismo da Motorola, acaba sendo um ponto negativo com tantos asteriscos.

Você pode até dizer que os celulares ultracaros, de milhares de reais, não valem o que custam. A questão é que existe um público que paga por isso. E, nesse segmento, as empresas dedicam muita atenção aos detalhes, que podem não fazer diferença para todo mundo, mas encarecem sensivelmente os produtos. O Motorola Edge+ oferece muita potência e muitos números, mas peca justamente nos pequenos detalhes. E sem ter um preço menor.

Motorola Edge+

Prós

  • Alto-falantes estéreo acima da média
  • Boa duração de bateria
  • Câmeras tiram fotos boas para um Motorola
  • É a melhor sensação de fluidez que eu já tive no Android
  • Tela OLED de alto brilho e excelente definição

Contras

  • É o primeiro com 5G, mas não funciona no primeiro 5G
  • Limitações estranhas de filmagem
  • Sem certificação IP para proteção contra água
Nota Final 9
Tela
9
Design
8
Câmera
8
Bateria
10
Software
9
Desempenho
10
Conectividade
9

Especificações técnicas

  • Tela: OLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD+, curvatura Endless Edge, taxa de atualização de 90 Hz e HDR10+
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 865 octa-core com GPU Adreno 650
  • RAM: 12 GB LPDDR5
  • Armazenamento: 256 GB (UFS 3.0)
  • Câmera frontal: 25 megapixels (f/2,0)
  • Câmera traseira:
    • Principal: 108 megapixels (f/1,8) com tecnologia Quad Pixel e estabilização óptica de imagem
    • Ultrawide e macro: 16 megapixels (f/2,2) com campo de visão de 117 graus
    • Telefoto: 8 megapixels (f/2,4) com zoom óptico de 3x e estabilização óptica de imagem
    • Profundidade: sensor de tempo de voo (ToF)
    • Captura de vídeo em 6K 30 fps, 4K 30 fps e Full HD 60 fps
  • Bateria: 5.000 mAh com carregamento TurboPower de 18 watts, wireless de 15 watts e reverso de 5 watts
  • Conexões: 5G sub-6, 4G, 3G, 2G, Bluetooth 5.1, Wi-Fi 6 (802.11ax), USB-C e P2
  • Sistema operacional: Android 10
  • Dimensões: 161,1×71,4×9,6 mm
  • Peso: 203 gramas

Comentários da Comunidade

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Franco Luiz (@Franco_Luiz)

Nunca vou entender tantos elogios a um aparelho que simplesmente fez o que a samsung faz a anos e que seu diferencial que é a tela a propria samsung ja largou pois tinha inumeras reclamaçoes ai de uma hora pra outra vira a coisa mais maravilhosa do mundo no motorola , Doidera isso tudo bem sabemos que fanboy existe mas acho que ate fanboy n esperava tanto dele tendo em vista q ele parece um s7 edge com tela de 90hz

Felipe Ferraro (@Felipepperoni)

@higa está de parabéns por mais um review. E assim como seu terno inspirador, eu também me inspirou em não poupar nos meus pontos com base no review.

Minha opinião: Não recomendo
Câmeras abaixo do esperado para um número tão gordo. Afinal, ainda tem empresa que acha que Megapixel vende sonhos.
As fotos são bem ok. Assim, não exijo uma qualidade DSLR, mas esperava algo bem melhor. Pela faixa flag ship, um Galaxy S10 e um iPhone 11 Pro conseguem entregar mais pela mesma categoria. Nem vou citar sobre as filmagens. Lamentável.

5G que não funciona direito em nossas redes. Limitação de quem?
Cantos de tela que geram distorção ao ver vídeos, e no review ficou claro o incomodo. Não sei se ocorre o mesmo nos Galaxy`s

Design que deixa a desejar. Mas há quem gosta então divago.

Como o Higa disse, é um smartphone para um nicho muito especifico. Talvez não para early adopters porque estes irão se atentar aos detalhes faltantes. O resto é história.

Henry (@Henry)

Higa é o único que faz review de Smartphone que eu confio, Parabéns, Direto e Objetivo, Em uma internet onde maioria dos Reviews são comprados eu Gostei do “Não estou aqui para vender Smartphones” 8 Mil em um Motorola que ainda deixa a desejar principalmente nas câmeras, é de doer os olhos e o bolso, Eu com 7.999 investiria em iPhone 11 Pro Max sem pensar duas vezes.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

Motorola errando como vem fazendo nos últimos anos
Ganhou fama com intermediários e quando lança um verdadeiro top de linha (e acho ótimo que lance mesmo, precisamos de concorrência) cobra tanto quanto, ou mais q os concorrentes e tem menos detalhes importantes que a concorrência, conforme o Higa falou.
Resultado: não vai vender pela falta desses detalhes que diferenciam de verdade o produto, e aí ela vai abandonar o segmento de novo.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Sempre tem quem compre.

Mas acho que vai haver um sentimento de: por esse valor, compro um iPhone/S20.

Sem querer menosprezar a marca, mas quem vai pagar 8 mil, sendo que tem Apple e Samsung consolidada no segmento, oferecendo muito mais, não só em hardware, mas em ecossistema.

Quem garante que esse aparelho de 8 mil, vai receber atualização por mais tempo que um Motorola qualquer.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

Sim, também acho que tem seu público
Mas justamente pelo sentimento que você falou (até pq provavelmente não seria o primeiro top de linha da pessoa) ela já está em um dos dois ecossistemas principais, e tende a continuar nele.
E aí entra o problema, ainda q vá atrair alguns fãs, provavelmente não vai ser o suficiente pra justificar um sucessor no ano seguinte, falando em Brasil, principalmente.

Rafael Gomes Rocha (@Rafael_Gomes_Rocha)

Sinto um pequeno orgulho sempre que o Higa menciona a capacidade de gravação de vídeo da câmera frontal do G7 Plus…
Falando sobre o Edge, de certa forma me lembra o RAZR HD, o “primeiro 4G” do Brasil, em uma época na qual o 4G não estava disponível ainda, em um aparelho tão caro quanto os concorrentes e que perdia pra eles em quesitos gerais. Era sim um ótimo aparelho, mas não a melhor compra. E custando quase 8 mil, este aqui também não é.

Mozart Melo (@Mozart_Melo)

o único fator positivo frente aos concorrentes é a bateria E SÓ

@LeandroCSC

Por esse valor ele tinha a obrigação de ser o melhor Android do mercado. Eu achei o aparelho agradável. Telas Edge dão outra cara ao aparelho. Mas tirando a autonomia da bateria não vi outro atrativo que me fizesse ao menos pensar em ter esse Motorola. É esperar ter uma boa queda de preço e nada mais . Enquanto isso, a Samsung continuará navegando em mar calmo aqui no Brasil…Pra outro Android bater a Samsung no segmento premium tem que entregar no mínimo o que ela entrega ,a um preço menor…E ainda não vi isso…

Eduardo Alvim (@Eduardo_Alvim)

Achei o equipamento interessante. Quem sabe daqui a 10 meses não passa a ter um preço palatável? Eu mesmo, no futuro, poderia comprar um. Sempre opto pelo topo da geração anterior

Mateus B. Cassiano (@mbc07)

O Edge e o Edge+ são modelos distintos, nem o modem interno é o mesmo entre eles. O review em questão é do Edge+, especificamente, e ele não funciona com o 5G da Claro, não se trata de uma questão de software, mesmo que isso pudesse ser revisto no futuro (não pode), no momento do review o aparelho não era compatível, nada mais justo do que mencionar isso.

Errado. Toda a linha S20 da Samsung filma em 4k60, assim como os iPhones e a maioria dos aparelhos topo de linha de outras marcas. Até mesmo alguns topos de linha de anos anteriores já filmavam em 4k60, enquanto o Galaxy S20 Ultra chega até a 8k. A limitação da câmera frontal do Edge+ só filmar em 1080p é outro ponto ridículo, como mencionado no review, até intermediário premium faz isso com um pé nas costas hoje em dia, e o aparelho de 8 mil reais da Motorola, não.

A questão não é sobre a eficácia, é sobre não ter a certificação e não ter nenhuma justificativa plausível para isso. Mais uma vez, modelos “menos caros” da concorrência possuem certificação IP faz anos enquanto o Edge+, lançado recentemente e custando bem mais, não tem. Samsung tem proteção IP desde o Galaxy S4, iPhones também contam com a certificação desde o iPhone 7, sem mencionar a Sony, que foi uma das pioneiras nesse aspecto.

Você só esqueceu convenientemente que os “melhores do mundo” oferecem muito mais e custam menos. Te desafio a listar pelo menos uma coisa que o Edge+ faça e que um Galaxy S20 Ultra ou um iPhone 11 Pro Max da vida não façam igual ou melhor. Agora inverta o comparativo e a situação fica ainda mais feia pro Edge+, principalmente se olhar para o preço sugerido dele. Enfim, fica no ar o questionamento de quem realmente é o mimizento da história…

Matheus Aguiar (@Matheus_Aguiar)

O ser humano é mt chato, só sabe reclamar e apontar defeito, minha nossa. O aparelho é excelente, vc n precisa escolher entre drenar feito fogo em palha a bateria usando 120hz ou ficar preso em 60hz, chegaram num ponto intermediário muito bom, 90hz. N tem Ip68 mas tem entrada pra fone (que todo mundo reclama quando não tem), o softwere tem adições muito práticas como tocar duas vezes no canto da tela e deixá-la com proporção não edge, usar a tela edge de atalho pra jogos etc.

Todo mundo reclama do Exynos 990 e da Samsung só vender a versão com SD nos EUA e Coréia do Sul, daí quando chega um aparelho com o SD865, 12gb de RAM ufs 3.0 o povo reclama pq ele n suporta 5G com MM sendo que 5G nem existe de fato nesse fim de mundo chamado br, e la fora ele funciona normal com 5G de verdade.

Nenhum celular, por mais caro que seja é perfeito. O iPhone cobra 7200 a vista no site mais em conta pra ter 256gb, um notch imenso, bateria ok e câmera frontal terrível a noite. O S20 ultra filma em 8k com estabilização piorada, 24fps e imagem cropada, assim como o iPhone não tem entrada pra fone, em 120hz a bateria vai pro espaço. O resto das marcas nem tem um high end aqui no br (boa sorte pra quem for importar um com dólar a quase 6 reais fora a taxa de importação e falta de peças).

O aparelho tem umas limitações estranhas na câmera sim mas é um excelente top de linha, não deve nada aos outros. O que falta no aparelho a tem no b, oq falta no a/b tem no c, é só usar a cabeça e escolher o que for melhor pra seu uso.

Sem contar que o Edge+ já é vendido por menos de 6500 a vista, não é pouco mas S20 ultra 128gb e o pro max 256gb continuam na casa dos 7/7.5 mil a vista… ah e só lembrando do Note 20 Ultra já lançado e que estamos a pouco tempo do novo iPhone.

@LeandroCSC

S20 Ultra 128 GB está nesse momento por R$ 5.850,00 à vista nas Casas Bahia,o que já torna
mais difícil ainda a situação do Motorola Edge+ .

Matheus Aguiar (@Matheus_Aguiar)

Um pouco, pq o desempenho e bateria do Edge+ são melhores, ele tem 256gb de armazenamento contra 128gb do s20, vai mt do gosto até pq na minha cabeça quem tem 5850 reais pra dar a vista num celular acredito que n liga mt em pagar 450 a mais, sinceramente