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Correios têm alta de 514% em queixas na pandemia, diz Procon-SP

Correios têm aumento de 514% em reclamações no Procon-SP durante pandemia de COVID-19 (novo coronavírus)

Bruno Gall De Blasi Por

As reclamações contra os Correios no estado de São Paulo registraram um aumento de 514% entre março e julho de 2020. De acordo com o Procon-SP nesta terça-feira (18), quase 2.500 queixas contra a empresa foram contabilizadas pelo órgão de proteção e defesa do consumidor paulista durante a pandemia de COVID-19

Correios (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Os números refletem a tendência de alta que vem sendo observada nos últimos meses. Ao todo, 2.499 queixas foram abertas no Procon-SP entre março e julho deste ano contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), os Correios. O aumento é de 514% em relação ao mesmo período de 2019, quando 407 reclamações foram registradas.

Já entre janeiro e julho de 2020, o órgão contabilizou 2.812 queixas contra os Correios, sendo a maior parte motivada pelo não fornecimento do serviço. O aumento é de 398,58% em relação ao ano anterior, que teve 564 contestações registradas.

Greve dos Correios: Procon-SP orienta o consumidor

O órgão ainda revelou algumas orientações ao consumidor após o anúncio de greve dos funcionários dos Correios feito nesta segunda-feira (17). Segundo o Procon, o consumidor tem direito a ressarcimento ou abatimento do valor pago se o serviço não for prestado. “Nos casos de danos morais ou materiais pela falta da prestação do serviço, cabe também a indenização por meio da Justiça”, explicam.

Já em relação às compras realizadas em lojas que utilizem os serviços de entrega dos Correios, o Procon-SP explica que as empresas são responsáveis “por encontrar outra forma para que os produtos sejam entregues ao consumidor no prazo contratado”. Além disso, as “empresas que enviam cobrança por correspondência postal são obrigadas a oferecer outra forma de pagamento que seja viável ao consumidor”, dizem.

Correios (Foto: Antonio Thomás Koenigkam Oliveira Follow/Flickr)

Por fim, órgão paulista alerta que o consumidor não está isento de cobranças caso uma conta não seja entregue devido à greve. Neste caso, a entidade orienta o consumidor a solicitar outra forma de pagamento à empresa antes do vencimento da fatura.

O Procon de São Paulo também fornece canais de atendimento pela internet, onde é possível abrir reclamações, fazer denúncias e solicitar orientações pelo site (procon.sp.gov.br), pelos aplicativos para Android e iOS (iPhone e iPad) ou pelas redes sociais.

Com informações: Procon-SP e UOL

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@teh

Não é a toa que o ML usa cada vez amis sua transportadora.

Essa porra tem que ser privatizada o mais rapido possivel. Ja deu. Essas mesmas reclamações ja possuem décadas!

Igor (@igor_meloil)

“Sua” transportadora né
Em sp pra mim só veio via jadlog e loggi, e jadlog já me deu mais dor de cabeça que o correio
Já tive problema com a direct dizendo que me entregou sem entregar, coisa que nunca aconteceu com os correios
Não adianta nada privatizar se quem continuar chefiando for fdp.

Siebel (@Siebel)

Essa é a maravilhosa estatal que a turma do “amor” tanto defende.

Já passou da hora de privatizar esse cabide de empregos.