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Anatel divulga provedores regionais em leilão do 5G com Claro, TIM e Vivo

Leilão do 5G ocorre em 4 de novembro de 2021; Highline e diversas operadoras de pequeno porte apresentam propostas para arrematar licenças de radiofrequência

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O leilão do 5G deve acontecer no dia 4 de novembro de 2021, mas os ritos para o certame já começaram: a Anatel divulgou nesta quarta-feira (27) as empresas que apresentaram propostas para a licitação. Além das tradicionais Claro, TIM e Vivo, provedores regionais também querem comprar licenças de radiofrequência para operar com a quinta geração.

5G (Imagem: Reprodução/Google)
5G (Imagem: Reprodução/Google)

Ainda não se sabe quais frequências cada operadora pretende comprar, mas é certo dizer que o maior interesse está nos 3,5 GHz, principal faixa para prestação de serviços com 5G. A Anatel também irá licitar as sobras do leilão de 700 MHz e blocos de 2,3 GHz e 26 GHz (mmWave).

Cada frequência está atrelada a compromissos. Na faixa de 3,5 GHz, por exemplo, as compradoras dos lotes nacionais deverão arcar com limpeza do espectro utilizado pela TV aberta via satélite, com a rede privativa do Governo Federal e com o programa Norte Conectado.

Claro, TIM e Vivo garantem participação no leilão do 5G

Como era de se esperar, Claro, TIM e Vivo oficializaram suas propostas e irão participar do leilão da quinta geração. As três operadoras aguardam a licitação há muito tempo e já se anteciparam com o 5G DSS, que utiliza espectro compartilhado com tecnologias antigas.

As operadoras regionais no leilão do 5G

Além das grandes operadoras, outras teles confirmaram a participação no leilão. São elas:

  • Algar Telecom
  • Brasil Digital Telecomunicações Ltda
  • Brisanet Serviços de Telecomunicações SA
  • Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda
  • Consórcio 5G Sul
  • Fly Link Ltda.
  • Highline (por meio da NK108 Empreendimentos e Participações)
  • Iniciativa 5G Brasil (por meio da Mega Net Provedor de Internet e Comércio de Informática Ltda.)
  • Neko Serviços de Comunicações e Entretenimento e Educação Ltda (com representação de Yon Moreira, CEO da Surf Telecom)
  • Sercomtel
  • VDF Tecnologia da Informação Ltda
  • Winit II Telecom Ltda.

Algar e Sercomtel já atuam no segmento de telefonia celular em suas regionais, então não houve muita surpresa quanto a participação dessas teles.

Chama atenção a participação da Highline, que mantém planos de criar uma rede neutra com 5G e vender infraestrutura no atacado para pequenos provedores. No entanto, ela terá concorrência nesse modelo de negócios com a Winit II Telecom, mantida pelo Fundo Pátria (que antigamente era controladora da Highline, veja só).

Ao todo, são quinze operadoras que têm interesse em arrematar frequências. Vale destacar a presença de dois consórcios de pequenos provedores de internet, que se juntaram para comprar espectro.

Por fim, a Brisanet também entrou na disputa e pode criar uma concorrência relevante no 5G, uma vez que a empresa tem alto índice de participação de mercado de banda larga por fibra óptica na região Nordeste.

Oi está fora do leilão do 5G

A ausência da Oi não estava garantida, mas era esperada. Em dezembro de 2020 a operadora vendeu seu braço de telefonia móvel para as concorrentes Claro, TIM e Vivo, e aguarda aprovação do negócio por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Anatel.

A Oi poderia muito bem participar do leilão, mesmo fora do mercado de telefonia móvel. A Anatel licitará a frequência de 26 GHz (mmWave), que pode ser usada para prestação de banda larga fixa usando licenças de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).

A operadora já até demonstrou interesse na aquisição da frequência de 26 GHz, como forma de ampliar a rede de transporte (backhaul) ou oferecer banda larga residencial no modelo FWA (acesso fixo sem-fio), como forma de acelerar a expansão da Oi Fibra.

A ausência no leilão não significa, no entanto, que a Oi nunca vai usar o 5G. A operadora pode lançar seu serviço baseado nas redes de outras teles, como uma operadora virtual. Também é possível que ela preste o serviço através de uma rede neutra, como da Highline ou Winit II.