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Eric Schmidt: Android não é fragmentação, é diferenciação

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8 anos atrás

Para aqueles que criticam a fragmentação do Android o ex-CEO e atual chairman Eric Schmidt tem uma resposta na ponta da língua: não é fragmentação, é diferenciação. Um dos líderes do Google participou de um painel promovido pelo portal CNET na CES 2012 no qual pode comentar essa característica inerente exclusivamente ao sistema de sua empresa (considerando as maiores plataformas).

Os números do Android são os seguintes: 55% dos aparelhos rodando Gingerbread, a versão comercialmente mais popular; 30,4% rodando Froyo; e somente 0,6% com o novo Ice Cream Sandwich, anunciado no fim do ano passado com visual renovado. Sem falar nas diversas fabricantes, que personalizam a interface, adicionam recursos, às vezes tiram aplicativos (volto a falar desse assunto muito em breve, aguarde). Há fragmentação?

“Diferenciação significa que você tem a escolha e as pessoas que produzem os telefones vão competir dentro de seus pontos de vista sobre inovação. Eles vão tentar e vão convencer que seus celulares são melhores que os de outro fabricante”, disse Schmidt em linhas gerais, pontuando que a diferenciação do Android é algo positivo. Já a fragmentação apontada pelos críticos é negativa.

O chairman diz que permite aos fabricantes que modifiquem a interface do sistema, desde que isso não faça com que os aplicativos parem de funcionar. “Nós vemos isso como um diferencial; dá muito mais opções.”

E o que é fragmentação para o nobre senhor Schmidt? Quando um aplicativo funciona em um dispositivo, mas não em outro. Algo que eles tentam evitar no Android mas nem sempre dá certo, como a gente bem sabe.

Sobre a Apple, Schmidt diz que a ideia de ter que verificar tudo antes que algo vá para a App Store não serve para o Google. Ele defende que ambos os modelos, de Google e Apple, vão dar certo por um tempo porque há espaço para isso. Só não há espaço para o Windows Phone, pois de acordo com ele a Microsoft está encurralada “em um problema de transição de arquitetura” (?) do qual pode não sair nunca.

Com informações: PC Magazine