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Microsoft solicita remoção de conteúdo pirata no Google, mas deixa os links ilegais no Bing

Paulo Higa
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O Google começou a divulgar um relatório mensal sobre a remoção de conteúdo protegido por direitos autorais no índice de seu buscador. No mês passado, a Microsoft foi líder em reclamações: pediu para o Google eliminar mais de 530 mil links indesejados. Mas parece que o setor jurídico da gigante de Redmond não é muito entrosado com os responsáveis pelo Bing.

Recentemente, a Microsoft requereu ao Google a remoção de links ilegais para vários jogos de Xbox 360, incluindo DiRT 2. O Google cumpriu a determinação para evitar problemas judiciais e retirou imediatamente um link para um torrent ilegal, colocando no local um relatório do Chilling Effects justificando a remoção. Enquanto isso, os felizes usuários do Bing podem continuar pirateando numa boa:

Google removeu os links para um torrent do DiRT 2.

Mas o Bing não.

Existem três possíveis razões para isso. Primeira: o Bing não é tão rápido para remover conteúdo ilegal quanto o Google, que responde as solicitações em 11 horas, em média. Segunda: a empresa contratada pela Microsoft para fazer o serviço não está levando em consideração o Bing, que já possui mais de 30% de fatia de mercado nos Estados Unidos. Terceira: se é para continuar pirateando, a Microsoft prefere que isso seja feito pelo Bing, já que pelo menos assim o pessoal de Redmond ganha um dinheirinho com os anúncios.

Ok, essa última foi só uma teoria da conspiração barata.

O Google está trabalhando cada vez mais para atender as solicitações de remoção de conteúdo ilegal – só em abril, foram 1,25 milhão de links removidos. Além da Microsoft, várias outras empresas produtoras de conteúdo solicitaram remoções: NBC (166 mil links), RIAA (31 mil), Paramount (10 mil), Universal (9 mil) e Sony Music (8 mil). Para mais informações, acesse o Google Transparency Report.

Com informações: The Verge.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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