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Cade suspende WhatsApp Pagamentos por risco à concorrência

WhatsApp Pagamentos é suspenso por medida cautelar; Cade teme "danos irreparáveis" com parceria entre Facebook e Cielo

Felipe Ventura
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O WhatsApp Pagamentos também está na mira do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica): o órgão impôs medida cautelar para suspender a parceria entre o Facebook e a Cielo citando “consideráveis riscos à concorrência”. O serviço é oferecido através da carteira digital Facebook Pay, e empresas precisam se cadastrar na Cielo para receberem dinheiro, com taxa de 3,99% por transação.

WhatsApp Pagamentos

A Superintendência-Geral do Cade abriu um procedimento administrativo na terça-feira (23). Em comunicado, o órgão nota que a Cielo já tem market share alto no processamento de transações, enquanto o WhatsApp possui milhões de usuários no Brasil; essa combinação poderia “causar danos irreparáveis ou de difícil reversibilidade nos mercados afetados”.

Seria extremamente difícil para um concorrente da Cielo replicar a base de usuários do WhatsApp Pagamentos, “sobretudo se o acordo em apuração envolver exclusividade”, diz o Cade. O receio é que a Cielo pudesse explorar esse mercado de forma isolada: “há potencialmente consideráveis riscos à concorrência que merecem ser mitigados ou evitados via intervenção deste Conselho”.

A Cielo publicou um fato relevante nesta quarta-feira (24) informando que já suspendeu suas operações do WhatsApp Pagamentos por ordem do Banco Central e do Cade.

WhatsApp Pagamentos foi suspenso pelo Banco Central

O WhatsApp Pagamentos foi suspenso pelo Banco Central para “avaliar eventuais riscos”; a instituição teme que o novo serviço cause “danos irreparáveis” à concorrência e à privacidade.

De acordo com a Bloomberg, o WhatsApp manteve contato com o Bacen antes do lançamento do Pagamentos no Brasil. A empresa promete integrar seu serviço ao PIX, sistema de transações instantâneas que deve ser lançado ao público em novembro.

Felipe Ventura

Editor-geral

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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