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Pix deve ser integrado ao WhatsApp, diz presidente do Banco Central

Presidente do Banco Central diz que WhatsApp está pronto para integrar o Pix como opção de pagamento dentro do app junto ao WhatsApp Pay

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O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, confirmou em evento virtual na terça-feira (14) que o Pix vai chegar em breve ao WhatsApp como uma segunda forma de pagamento pelo mensageiro além do WhatsApp Pay. Contanto, o chefe do BC não quer apenas o mensageiro da Meta (novo nome da empresa dona do Facebook) atuando com a solução de pagamentos da instituição, e citou também o Google.

Pix (Imagem: Divulgação/Banco Central)
Pix (Imagem: Divulgação/Banco Central)

Presidente do BC quer Google usando o Pix

“Não queremos apenas o WhatsApp, mas também o Google… todos. O BC está oferecendo que todos possam competir no mesmo nível”, disse Campos Neto em evento. O presidente do BC contou que autorizou o mensageiro da Meta a usar o Pix simplesmente porque estava “pronto” para integrar a solução de pagamento. O aplicativo é o mais usado de sua categoria no Brasil, com 93% dos brasileiros o usando diariamente.

Ontem, Campos Neto fez as declarações enquanto atendia ao 6th annual Global Technology Summit (GTS), elaborado pelo Carnegie Endowment for Internacional Peace India (CI) em parceira com o Ministério de Relações Exteriores da Índia. O diretor do BC participou de um painel sobre uma plataforma de pagamento unificada desenvolvida pelo banco da reserva indiano — uma espécie de Pix da Índia.

Campos Neto acrescentou:

A única coisa que importa é que temos um sistema que possa ter competição. Não estamos preocupados se será um grande player ou pequeno player.

Segundo o presidente do Banco Central, impor a competição ou aumentar a disputa no mercado financeiro é “melhor do que a regulação em muitos casos”.

Pix teve recorde de 50,3 milhões de transações na 2ª feira

O Pix entrou em operação no Brasil no final de 2020 e, desde então, vem batendo recordes de transações: na segunda-feira (13), mais de 50,3 milhões de brasileiros usaram a opção de transferência, segundo dados do Banco Central. O maior número antes registrado era de 50 milhões de operações em um único dia.

Desde que lançou o Pix, o órgão federal fez algumas mudanças e editou portarias para tornar o serviço mais seguro e amplo. Por exemplo, a partir de outubro, o BC instituiu um limite noturno de R$ 1.000 para fazer transferências, entre 20h e 6h. A medida visa combater crimes que envolvem o Pix, desde delitos violentos, como sequestro e roubo, a golpes.

Já no final do mês passado, o Pix Saque e Pix Troco entraram em vigor. O primeiro funciona como um meio de sacar valores em caixas eletrônicos e lojas, após a leitura de um QR Code que transfere o dinheiro ao Pix daquela conta. Já o Pix Troco funciona de forma parecida, mas ele é usado para sacar um valor associado a uma compra em um estabelecimento.

O Pix no WhatsApp seria um mecanismo que pode ajudar cada vez mais clientes a perceberem o mensageiro como uma forma de pagar contatos. O WhatsApp Pay não chega a ser tão popular quanto o Pix. Para fazer com que clientes usem o recurso do mensageiro, o Banco do Brasil está oferecendo até cashback de R$ 25 para cada transação.

Com informações: Estadão