Celular do Pix? 90 milhões de aparelhos velhos estão guardados na gaveta

Pesquisa também mostra que as marcas de smartphone mais usadas pelos brasileiros atualmente são Samsung, Apple, Motorola e Xiaomi (nesta ordem).

Thássius Veloso
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Pilha de celulares antigos
Pilha de celulares antigos (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A velocidade com que o mercado de celulares evolui levou ao acúmulo de aproximadamente 90 milhões de aparelhos guardados em gavetas pelo Brasil, segundo uma pesquisa divulgada pelo portal Mobile Time. A prática de guardar o smartphone antigo é mais comum entre pessoas na faixa de 30 a 49 anos (60%). Curiosamente, os jovens entre 16 e 29 anos não estão muito atrás (56%).

O relatório intitulado de “O brasileiro e seu smartphone” traz apontamentos interessantes sobre principais marcas, hábitos dos consumidores e a (pouca) importância do 5G no momento de decisão da compra. Confira alguns pontos nas linhas a seguir.

Celulares antigos na gaveta

Os dados foram compilados a partir de pesquisas realizadas via internet pela Opinion Box com 2.085 habitantes do Brasil. Em média, cada pessoa possui 1,1 smartphone velho ainda funcional guardado em casa. Se este for o seu caso, pode ser uma boa ideia conferir estas dicas do que fazer com o dispositivo antigo.

Nós não sabemos detalhes sobre a motivação para a guarda dos aparelhos. Eu apostaria na rápida evolução do mercado de smartphones, com recursos mais modernos que fazem os consumidores realizarem a troca. Esta periodicidade vem caindo, mas ainda é muito superior, por exemplo, aos produtos da chamada linha branca, como geladeira e microondas.

Qual o destino so seu "velho" aparelho? (Imagem: Eirik Solheim/Unsplash)
Fenômeno do “celular do Pix” pode explicar tantos aparelhos velhos em casa (Imagem: Eirik Solheim/Unsplash)

Há ainda o fenômeno do “celular do Pix”, um termo terrível para designar o telefone que fica num ambiente seguro, quase não sai de casa, e por isso mesmo é utilizado para transações financeiras mais vultosas.

A pesquisa divulgada pelo Mobile Time aponta que, de modo geral, 81% dos smartphones foram comprados. Os outros 19% representam aparelhos ganhos de presente.

Os celulares novos são a opção de 91% dos consumidores ouvidos. Os demais 9% são aparelhos usados, um mercado que, a meu ver, tem potencial de crescer bastante nos próximos anos, conforme os smartphones intermediários se tornam melhores e mais completos.

Samsung, Apple e Motorola no pódio

Linha Galaxy S23; versão Ultra (à esquerda) tem câmera de 200 MP (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Samsung é a marca de celular mais citada pelos entrevistados (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Os entrevistados foram convidados a revelar qual a marca de smartphone deles. A Samsung aparece na dianteira, citada por 39% das pessoas. Na sequência aparece a Apple (22%), que tomou a tradicional posição da Motorola (18%), agora em terceiro lugar.

As demais marcas de telefone citadas pelos consumidores foram a Xiaomi (14%), a LG (3% – que inclusive abandonou o mercado) e a Realme 1%. Demais empresas somam 3%.

No embate entre sistemas, por óbvio, o Android sai na frente, com 76% contra 23% do iOS. Há ainda 1% de consumidores que diz não saber qual a plataforma do próprio smartphone.

Quase ninguém liga para o 5G

Eu estou sendo hiperbólico quando uso o termo “quase ninguém”. Na verdade, 4% dos brasileiros ouvidos pela pesquisa afirmam que o 5G é a principal funcionalidade buscada por eles na hora de escolher um novo smartphone.

A conexão de alta velocidade está disponível há pelo menos dois anos nas versões DSS e NSA. Mais recentemente, o 5G SA completou um ano com cobertura principalmente nas capitais e grandes cidades. O impacto parece ser pequeno no imaginário da clientela, segundo o Mobile Time.

Talvez o apelo da internet 5G comece a aparecer agora. Não custa lembrar da entrevista que fiz com o vice-presidente de dispositivos móveis da Samsung, publicada na semana passada. Gustavo Assunção explicou que o Galaxy A14 com 5G foi mais vendido do que a versão 4G (LTE) no Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o comércio nacional.

Com informações do Mobile Time

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