Mark Zuckerberg escolhe desafio pessoal para 2018: consertar o Facebook

Paulo Higa
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• Atualizado há 1 mês
Foto por Anthony Quintano/Flickr

Você estabeleceu alguma meta pessoal para 2018? Mark Zuckerberg faz isso todos os anos, desde 2009. Normalmente é algo pessoal, como aprender mandarim ou desenvolver um sistema de inteligência artificial para sua própria casa (as duas foram cumpridas). Neste ano, o desafio é um pouco diferente: consertar os problemas do Facebook. Não que essa já não seja sua tarefa como CEO.

Em um post no próprio Facebook, Zuckerberg diz: “O mundo está ansioso e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer, seja protegendo nossa comunidade de abusos e ódio, se defendendo contra a interferência de governos, ou se assegurando de que o tempo gasto no Facebook seja bem gasto”. O desafio para 2018, portanto, é “corrigir esses problemas importantes”.

Ele anda bem filosófico (lembra daquele textão?), comentando sobre a centralização causada pela tecnologia. Há alguns contraexemplos que ficaram em voga nos últimos tempos, como as criptomoedas, que tiram as autoridades (os bancos centrais) do controle e o coloca na mão das pessoas. Mas Zuckerberg admite que essa não é a regra:

“Nos anos 90 e 2000, a maioria das pessoas acreditava que a tecnologia seria uma força descentralizadora. Mas hoje, muitas pessoas perderam a fé nessa promessa. Com o surgimento de um pequeno número de gigantes de tecnologia — e governos utilizando a tecnologia para monitorar seus cidadãos — muitas pessoas agora acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo”.

O Facebook é obviamente uma dessas gigantes de tecnologia: a empresa já tem valor de mercado de US$ 536 bilhões, mais que outras empresas tradicionais, como Intel (US$ 207 bilhões) ou IBM (US$ 150 bilhões). De qualquer forma, Zuckerberg promete “estudar os aspectos positivos e negativos dessas tecnologias [criptografia e criptomoedas], e como usá-las da melhor forma em nossos serviços”.

Fato é que 2017 foi bem complicado para o Facebook com relação a abusos, ódio e interferência de governos. A rede social estimou que 10 milhões de americanos visualizaram anúncios russos para manipular as eleições, contratou uma equipe só para filtrar vídeos violentos e precisou desenvolver vários recursos para combater notícias falsas.

Com informações: The Verge, Recode

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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