Ericsson demitirá cerca de 1.400 empregados por queda na demanda

Demissão em massa na Ericsson, inicialmente, vai impactar somente funcionários da Suécia; fabricante pretende economizar quase US$ 900 milhões com o layoff

Bruno Gall De Blasi
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Ericsson (Imagem: Divulgação)
Ericsson (Imagem: Divulgação)

Fornecedora de equipamentos de telecomunicações, a Ericsson é mais uma empresa gigante a enxugar a folha de pagamento. A fabricante anunciou que vai cortar por volta de 1.400 funcionários na Suécia para amenizar os custos da operação. De acordo com a companhia nesta segunda-feira (20), a redução do corpo de trabalho foi ocasionada pela baixa demanda encarada nos últimos tempos.

A demissão em massa afetou, neste momento, os funcionários alocados no país de origem da fabricante sueca. De acordo com o TechRadar, corte veio à tona depois que a Ericsson – que talvez você conheça pela finada joint venture Sony Ericsson – chegou a um acordo com os sindicatos locais.

Não à toa, a redução será realizada através de um programa voluntário. Além disso, a empresa se comprometeu em oferecer um extra aos funcionários e vai auxiliá-los na transição para outros postos de trabalho após o desligamento.

Ericsson vai economizar cerca de US$ 870 milhões

Toda essa ação tem um objetivo: reduzir os gastos. Segundo a fabricante sueca, o processo vai ajudar a cortar aproximadamente US$ 870 milhões, contando os custos com aluguel com escritórios e serviços relacionados.

A ação que se mostrou necessária depois que a empresa começou a encarar uma desaceleração nas vendas em algumas regiões.

Mas o processo não deve se encerrar na Suécia. A Reuters afirmou nesta segunda-feira (20), conforme informado por pessoas a par do assunto em anonimidade, que a Ericsson planeja realizar o mesmo procedimento em outros mercados de atuação.

Enquanto isso, demais empresas de tecnologia, telecomunicações e afins pensam em começar ou iniciaram novas rodadas de demissão em massa nos últimos dias. 

É o caso da Meta, que estava se preparando para fazer novos cortes em meados de fevereiro. O PayPal também anunciou, no fim de janeiro de 2023, que iria demitir quase 2 mil pessoas devido ao “ambiente macroeconômico desafiador”.

Outras empresas, como o GoogleMicrosoft e Xiaomi, iniciaram rodadas de desligamento em massa nos últimos tempos.

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