Meta mostra seu concorrente do Twitter em evento fechado

Chamado internamente de Project 92, rede social usaria protocolo descentralizado como base; usuários do Instagram estariam automaticamente cadastrados na rede

Giovanni Santa Rosa
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• Atualizado há 11 meses
Twitter
Twitter (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já faz um tempo que se fala que a Meta vai lançar uma nova rede social com foco em texto, para ser uma alternativa ao Twitter. Nesta quinta-feira (8), novas informações confirmaram o chamado Project 92. Em um evento para funcionários, novas imagens do app deram as caras.

As informações foram obtidas pelo Verge, a partir de uma apresentação feita pela Meta a todos os empregados.

O app, chamado internamente de Project 92, pode receber o nome de Threads, de acordo com documentos obtidos pela reportagem.

A rede social teria uma aparência bastante familiar, com pequenas publicações em texto e botões para responder, repostar ou compartilhar.

As imagens confirmam documentos vazados anteriormente, como supostas apresentações feitas para criadores de conteúdo.

Imagens do Project 92, o "Twitter da Meta", apresentadas em evento interno da empresa
Imagens do Project 92, o “Twitter da Meta”, apresentadas em evento interno da empresa (Imagem: Reprodução/The Verge)

Qualquer semelhança não é mera coincidência: Chris Cox, diretor-chefe de produto da Meta, disse que o projeto é a “resposta ao Twitter” desenvolvida pela empresa.

Um ponto interessante é que a nova plataforma seria integrada ao ActivityPub, um protocolo de redes sociais descentralizadas.

Assim, seria possível (teoricamente) interagir com pessoas cadastradas em outros sites, como o Mastodon.

Meta quer celebridades e usuários do Instagram na nova rede

Conseguir usuários não seria problema: todos os cadastrados no Instagram estariam automaticamente na plataforma.

Mesmo assim, Cox afirmou que celebridades já se comprometeram a usar o app, como o DJ Slime.

A Meta também estaria em contato com outros nomes famosos, como a apresentadora de TV Oprah Winfrey e o Dalai Lama, para atrai-los à plataforma.

“Criadores e figuras públicas que conversam conosco estão interessadas em ter uma plataforma comandada de maneira sensata, em que eles acreditem que possam confiar e usar para distribuição”, disse o executivo.

As palavras de Cox podem ser encaradas como uma provocação ao Twitter, que é alvo de críticas desde que foi comprado por Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX.

Com informações: The Verge

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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