YouTube volta a dizer que bloqueio de adblocks está ativo em todo o mundo

Empresa começou “guerra” contra os adblocks com avisos nas últimas semanas; agora plataforma bloqueia player de quem usa o recurso

Felipe Freitas
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Print de mensagem que diz que “bloqueados de anúncios são proibidos no YouTube”
Plataforma avisa que “bloqueadores de anúncios são proibidos no YouTube” (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O YouTube reafirmou nesta quarta-feira (1) que a sua ação contra adblocks está valendo em todos os países — exceto, claro, naqueles em que a plataforma não está disponível. Quem usa o recurso para bloquear anúncios no computador será impedido de assistir vídeos no site após três “avisos”. A empresa confirmara essa informação ao Tecnoblog na semana passada e agora está ampliando a divulgação da sua batalha contra os adblocks.

A atualização das políticas do YouTube contra esse recurso chegou aqui no Brasil por volta do dia 26 de outubro. Nas três primeiras vezes, os usuários que abrem um vídeo com o adblock ativado recebem um pop-up informando que, após três execuções, o player será bloqueado se a ferramenta não for desativada. Os usuários terão que desativar o adblock ou incluir o YouTube na lista de permissões para liberar o player.

Em resposta ao Tecnoblog, o YouTube informou na ocasião que quer incentivar os usuários a assistirem anúncios ou assinar o YouTube Premium “para uma experiência sem publicidade”.

YouTube e sua guerra mundial contra adblocks

O YouTube confirmou, através do seu gerente de comunicação Christopher Lawton, para o site The Verge que a nova política contra bloqueadores de anúncio está ativa globalmente — termo que podemos entender como “valendo para todo país onde a plataforma funciona”.

Na semana passada, o site AndroidAuthority publicou que houve um aumento de relatos do pop-up contra adblocks em mais países. Aqui no Brasil, a recepção da novidade no Brasil foi mista — do que vimos nas redes sociais e até aqui na Comunidade do Tecnoblog — com gente apoiando e criticando a medida.

Print do site oficial do YouTube Premium
Plano individual do YouTube Premium custa R$ 24,90/mês (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

YouTube se garante por ausência de concorrentes

Alguns usuários afirmam que boicotarão o YouTube, o problema é que não há um concorrente tão popular e com tanta opção de conteúdo como a plataforma de vídeos do Google. Assim é mais provável que o público se conforme, assine o Premium ou espere as atualizações dos adblocks — o rato sempre está na frente do gato.

O mais próximo de um rival em conteúdos longos é o Nebula, um serviço de streaming com participação de vários criadores de conteúdo do YouTube. Porém, é pago, assim como o YouTube Premium que não exibe anúncios. Porém, para quem quer só matar tempo, o TikTok deve ganhar espaço (já que os anúncios podem ser apenas arrastados para cima).

Com informações: AndroidAuthority e The Verge

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