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O que é cashback? Saiba como usar e conheça os tipos disponíveis no mercado

Cashback é um programa de recompensas que permite que seus clientes recebam dinheiro de volta; veja como funciona o benefício

Janaína Dantas
Por

As melhores ofertas,
sem rabo preso

Diversas lojas online, fintechs e bancos têm oferecido o famoso cashback para conquistar seus clientes e estimulá-los a fazer novas compras com a mesma empresa ou cartão. Continue comigo para entender o que significa esse termo e como usar o benefício a seu favor.

Descrição de o que é cashback
O que é cashback. (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que é cashback?

A tradução livre do termo em inglês “cashback” quer dizer “dinheiro de volta”. Dessa forma, quando oferecido como um programa de recompensas, ele reembolsa uma parte do valor gasto pelo cliente.

Como maximizar os ganhos com cashback?

É possível ganhar cashback em dobro usando o serviço de duas empresas, que não sejam concorrentes, e que ofereçam esse tipo de recompensa. Você pode, por exemplo, iniciar uma compra no Méliuz e finalizar o pagamento com Ame Digital. A dica também é válida para qualquer compra feita por meio de uma plataforma intermediadora e pagamento com um cartão que oferece cashback, como Cuponomia e o RappiCard, respectivamente.

Como funciona

De acordo com o site Investopedia, o cashback surgiu em 1986 com o lançamento de um cartão de crédito chamado Discover, da varejista americana Sears. Desde então, muitas empresas implementaram o sistema, incluindo e-commerces, bancos e fintechs.

Para ilustrar melhor, imagine que você tenha feito uma compra de R$ 500 e que a empresa X tenha anunciado que você terá 3% de cashback. Isso quer dizer que você receberá R$ 15 pela aquisição.

Para ganhar a recompensa, o usuário deve se cadastrar ou contratar o serviço e seguir as instruções da marca. Algumas, por exemplo, exigem a instalação e uso de um plugin para comprovar o cashback. Outras, que a transação comercial seja feita com um cartão exclusivo. Por isso, é importante estar atento às especificações na hora da compra ou aquisição do serviço.

Tipos de cashback

A forma como o benefício pode ser usado varia caso a caso. Veja como funciona cada tipo de cashback:

Livre

Neste modelo, o usuário pode usar o valor que ganhou como cashback como preferir: ele pode sacar, fazer transferências, usar para abater o valor da fatura de um cartão de crédito, desconto em compras futuras da mesma marca, entre outras opções.

Exclusivo

Neste tipo de recompensa, o cliente deve usar o cashback da forma definida pela empresa. Existem bancos, por exemplo, que permitem que o usuário use o valor apenas para pagar a fatura. Há também plataformas que armazenam o saldo em uma carteira digital e o dinheiro ali é válido somente para transações dentro do aplicativo, como pagamento de boletos, recargas de telefone ou compras em parceiros. 

Social

Neste modelo, o cashback (que seria do usuário) é destinado para causas sociais à escolha do cliente. Normalmente, na finalização da compra, a empresa informa quais são as possíveis instituições que receberão a doação e qual o valor exato.

Pontos de atenção em relação ao cashback

Não se empolgue nas compras e coloque tudo na ponta do lápis. O objetivo das empresas, afinal, é fazer com que você faça compre mais, por isso é importante não extrapolar e acabar aumentando os gastos em vez de fazer economia de verdade.

Cartões de crédito, por exemplo, podem cobrar taxas de anuidade ou exigir um valor mínimo de faturamento. Se esses fatores não forem considerados na hora das compras, o cliente pode ficar em desvantagem no final das contas.

Pessoa fazendo compra em um notebook segurando um cartão. Imagem: cottonbro/Pexels
Sempre coloque tudo na ponto do lápis para saber se vale a pena. (Imagem: cottonbro/Pexels)

Quais empresas oferecem esse benefício?

Quando se fala em empresas que oferecem cashback é importante diferenciar as plataformas intermediadoras entre e-commerce e cliente, e sistemas próprios de uma marca.

Nesse primeiro modelo, empresas pagam às plataformas para aparecerem aos consumidores. Dessa forma, dentro de um único site ou aplicativo, você pode encontrar ofertas de cashback de vários e-commerces diferentes.

Quando uma pessoa conclui a compra por intermediação da plataforma, a loja parceira paga uma comissão que é repassada ao cliente e o valor é depositado em uma carteira digital da própria plataforma.

Aqui no Brasil, existem diversas empresas que atuam nesse modelo. Conheça algumas delas:

Como disse, existem empresas que investem em um sistema próprio de cashback. É o caso da Americanas e do Magazine Luiza com a Ame Digital e MagaluPay, respectivamente. Nesse caso, o cliente pode comprar direto do site da loja, sem precisar ser redirecionado por uma plataforma terceira.

Quais bancos e fintechs oferecem cashback?

É importante ressaltar, mais uma vez, que cada instituição atua com benefícios e regras diferentes. Por isso, antes de contratar um serviço, faça uma análise cautelosa e veja o que mais faz sentido para o seu perfil.

Confira alguns nomes que oferecem programas de cashback:

Cartões da Rappi que oferecem cashback. (Imagem: Reprodução/Rappi)
RappiBank tem cartão Gold e Black com até 5% de cashback (Imagem: Reprodução/Rappi)

Claro, há muitos outros. O modelo de recompensa tem crescido no mercado brasileiro, então a expectativa é que, cada vez mais, marcas ofereçam esse benefício aos seus clientes.

Como as empresas conseguem lucrar com o cashback

O cashback serve, principalmente, para fidelizar os clientes. Assim, quando uma marca investe nesta estratégia, ela está pensando também no lucro a médio e longo prazo. É a mesma lógica de uma campanha de marketing em redes sociais: a empresa paga para anunciar e apresenta seu negócio para outras pessoas que podem se tornar clientes posteriormente. Normalmente, há uma taxa boa de conversão e o valor investido retorna ao caixa com lucro.

E o cashback, de fato, tem se mostrado uma estratégia valiosa. De acordo com o relatório ‘2020 Global Cashback Report’, empresas que ofereceram esse benefício aos seus clientes tiveram um aumento de 3,4 vezes na taxa de conversão. Além disso, a média do valor de pedido também cresceu em 46% (de US$ 76 para US$ 106).

Com informações: Global Banking Finance

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Janaína Dantas

Analista de conteúdo

Janaína Dantas é jornalista formada pela Fapcom e fala sobre tecnologia desde 2019. Antes de ser analista de conteúdo no Tecnoblog, escreveu no Startupi e cobriu eventos sobre startups, inovação e empreendedorismo. Já atuou na área de comunicação de uma ONG e hoje faz trabalhos voluntários para democratizar o acesso à informação.

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