Presidente mundial da TIM, o italiano Franco Bernabè disse a um senador brasileiro que a TIM está disposta a compartilhar antenas com outras operadoras. Eduardo Braga, do PMDB, arrancou a promessa do executivo durante uma chamada telefônica (de TIM para TIM?) para tratar das telecomunicações no Brasil, de acordo com o blog Poder Online em nota assinada por Tales Faria. A TIM quer compartilhar antenas e tecnologias para ampliar a capacidade de transmissão de dados.

Essa não é a primeira vez que o assunto retorna à mesa de discussões. Reza a lenda que antenas compartilhadas permitiriam que as operadoras trabalhassem em conjunto para atingir uma capacidade de telefonia diferenciada do que se vê hoje – cada tele detém sua própria rede de antenas e uma não está diretamente interligada a outra.

O presidente do sindicato que representa os interesses das operadoras, o SindiTeleBrasil, afirmou nessa semana que as operadoras trabalham para chegar num acordo que permita compartilhar as antenas do aguardado 4G. Paulo Bernardo, ministro de Comunicações, imediatamente se posicionou a favor da integração, mas disse querer mais: que todas as redes, incluindo 2G e 3G em operação, também passem para o compartilhamento das antenas e estruturas. A Oi já havia se manifestado a favor desse cenário.

Presidente do conselho da TIM defende companhia em comercial veiculado na TV – 82 "gostei" e 642 "não gostei" no YouTube

Presidente do conselho da TIM defende companhia em comercial veiculado na TV – 82 “gostei” e 642 “não gostei” no YouTube

Voltando ao caso da TIM, o senador Eduardo Braga comenta que a operadora deixaria de ser vilã para se tornar protagonista. “Se a TIM e a Claro, por exemplo, fecharem um acordo, dobram sua capacidade de transmissão de dados e as outras teles terão que correr atrás.” Por outro lado, Braga reconhece que o momento não é dos melhores para os italianos – diz que ajudaram a baratear as tarifas, embora estejam em apuros.

 

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Advogado Carlos Sato
Atenção srs.proprietários de imóveis e síndicos de condominios- sou representante de empresas de celular e estou cadastrando imóveis para fins de locação de antenas. Meu e mail é [email protected]
Gilberto Dias D'avila
Não há problema algum em compartilhar estrutura, porem não é so isso, nos casos onde compartilha-se o sinal,podendo-se ver na tela do aparelho aparecendo o sinal no seu Tim por ex. da seguinte maneira Tim/Claro (supondo que a torre existente seja da Claro), porem ocorre que sendo assim o custo de ligação Tim/Tim fica caríssimo por estar em uma area de rede da Claro, estão certos tambem qdo dizem do compartilhamento de estrutura (Torre), neste caso cada operadora utiliza sua tecnologia, mas atentem-se a tela do celular TIM/Claro, Oi/Claro/ Vivo/tim ou qq uma / outra, seu saldo vai a zero...
@yagogabriell
Aqui na minha cidade 3 operadoras alugam uma torre da American Tower de 60 metros. Oi, Vivo e TIM.
Souza
Aqui em Salvador perto de onde eu moro a OI e a VIVO já fazem isso. Só é pagar o aluguel ou compensar em outro local.
@ViniciusGhietti
Eu heim, se a TIM ''emprestar'' suas torres para outras operadoras ai o serviço cai de vez! E isso pode ser ruim, vai que no futuro a TIM decide acabar com o acordo ai as operadoras que utilizavam a torre da tim vão ter um baita prejuizo! Prefiro ficar com a minha operadora mesmo que sei que pega aonde eu vou hehehe
Roger Santos
Sim, concordo com você. A operadora menos interessada é a VIVO, sem dúvida. Porém, não vejo que a TIM tenha demonstrado interesse em tocar tal ideia adiante. Interesse, entendo eu, implica em se mobilizar, em fazer algo em prol daquilo que você diz defender. E eu não vi nenhuma atitude ou declaração anterior da TIM defendendo o compartilhamento de antenas. Portanto, o que questiono, é o motivo dessa boa vontade repentina, apontando uma razão que considero plausível. Sobre o que disse sobre a possibilidade da TIM perder a concessão, se ratificado o relatório da ANATEL e a depender da punição que lhes seja imputada, vejo sim como algo positivo, não apenas porque tenho raiva dessa operadora. Como se sabe, as TELECOM fazem o que querem no Brasil, muitas vezes, com a conivência da ANATEL e não dispensam aos seus clientes um tratamento digno. O fato de uma delas perder a concessão seria uma resposta à todas as operadoras, por anos e anos de um serviço prestado sem qualquer zelo ou compromisso com o consumidor. Teria, inclusive, caráter pedagógico, pois demonstraria às outras operadoras que precisam e podem melhorar, principalmente no aspecto respeito ao cliente. E se uma operadora vai embora, não vejo porque lamentar. Que abra-se leilão público para que outras empresas passem a operar no mercado brasileiro. Mercado que, por sinal, é um dos mais lucrativos do mundo. Tenho certeza de que há várias empresas interessadas em oferecer seus serviços por essas terras. Lamentar a saída de uma operadora soa para mim como "síndrome de vira-latas", perdoem-me se sou rude, mas não somos nós que precisamos deles, é justamente o oposto.
rafaeltr
Que prática criminosa, irmão? Não foi nada verdadeiramente comprovado ainda.
Tiago de Souza
Vai dar em merda, kkkkkkkkkk
@_eliasalberto
Compartilhar as torres e sites (locais de instalação das torres) seria benéfico para todos (operadoras e população) na medida em que permitiria que uma mesma instalação física atendesse às necessidades de mais de uma operadora, reduzindo os custos com infra-estrutura física e burocracia, e permitiria que menos antenas fossem instaladas para cobrir uma mesma região, com um óbvio retorno paisagístico. No entanto, creio que a infra-estrutura de telecom (antenas, transmissores, redes de fibra óptica) devem continuar sendo de responsabilidade de cada uma das operadoras. Imagine o caso da Vivo, que investe pesado (e cobra caro dos clientes) pra ter uma rede rápida e com capacidade adequada pra atender a todos (tanto em dados como em voz); aí vem a Oi com seus zilhões de clientes do plano "fale infinito sem pagar nada" e afoga a infraestrutura da Vivo? É injusto com a Vivo e com os clientes dela, que podem passar a sofrer com a qualidade do serviço. Imagino que a qualificação dos técnicos de diferentes empresas pode variar bastante, então seria injusto deixar um técnico terceirizado zé ruela meter a mão no equipamento bem-cuidado de uma outra operadora que investe no treinamento de seus técnicos. Um adendo: acho que todas as operadoras deveriam ser FORÇADAS a aderir a acordos de roaming, dividindo entre si os custos e responsabilidades de fazer a cobertura de regiões ermas (fora dos centros urbanos ou cidades muito pequenas). Quem já precisou muito (carro pifado no meio da estrada, por exemplo) sabe o quanto pode ser irritante a mensagem "somente emergência".
caRIOca
A TIM e a Oi pagam caro por nunca term sido estatais em grandes metrópolis. Como a TIM meteu os pés pelas mãos com os Planos Infinity e tem enfrentado resistência nas instalações de novas antenas e no Rio acreditem ela e a Oi foram obrigadas a retirarem antenas em locais onde a prefeitura não quer, ferrou tudo de vez!
ricardo
Não há possibilidade de piorar coisa alguma. Essa medida apenas disponibiliza mais pontos de acesso para as outras operadoras.
Nicholas
Na verdade a Vivo nunca demonstrou boa vontade, afinal, ela tem a maior cobertura. A TIM é a única que não possue torres em lugares irregulares. E realmente, eles perdem a concessão, a concorrência aumenta, e como o consumidor ganha com isso? Ele pode mudar de operadora quando quiser, não tem fidelidade e existe a portabilidade. Eu estou feliz com a Tim, e ainda é mais barato eu fazer 2 ligações pagando 25 centavos cada do que pagar 10 centavos o minuto. Internet não é das melhores, mas pelo preço estou mais do que satisfeito. Se necessito de algo melhor, pago por isso.
Pek
a antena a ser compartilhada é só a estrutura metálica onde são colocados os transmissores da operadora no topo. O problema é que no brasil há muita burrocracia pra conseguir um alvará de instalação de uma dessas, daí as operadoras ficam com poucas antenas e o sinal fica um lixo. Uma solução é o compartilhamento dessas estruturas, mas isso não interessa às operadoras com maior número de antenas (claro e vivo) porque ajudaria a concorrência.
Roger Santos
Não é de hoje que essa possibilidade é cogitada, contudo, a TIM nunca demonstrou boa vontade nesse sentido. E por que justamente agora se demonstraram dispostos a colocar a ideia em prática? Simplesmente porque estão com a imagem arranhada perante o senado, que agora analisa o teor de um relatório da anatel, que aponta a prática, já conhecida do consumidor, de derrubar as ligações do Plano Infinity de propósito. Que paguem muito caro por tal prática criminosa! De preferência, perdendo a concessão que lhes dá o direito de operar no Brasil.
Pek
não tem nada a ver, a antena a ser compartilhada é só a estrutura metálica onde são colocados os transmissores da operadora no topo. a sócia ainda teria que adicionar os equipamentos dela.
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