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Operadoras defendem equipamentos 5G da Huawei no Brasil

Sem equipamentos da Huawei, operadoras brasileiras temem alto custo de implementação de 5G

Lucas Braga Por

É crescente a pressão dos Estados Unidos para que os outros países não adotem rádios 5G da Huawei, e as empresas de telecomunicações que atuam no Brasil temem que o governo aplique medidas de restrição. As operadoras iniciam nas próximas semanas uma espécie de lobby com ministros para evitar sanções aos equipamentos da fabricante chinesa.

Huawei

De acordo com o Estadão, representantes das operadoras irão se reunir com Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Braga Netto, Ministro da Casa Civil, e Ernesto Araújo, Ministro das Relações Exteriores. As empresas devem apresentar o panorama do mercado brasileiro, mas também defenderão continuidade na utilização de equipamentos da Huawei.

A palavra final é do presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, o edital de licitação de frequências de 5G não menciona qualquer restrição explícita para a fabricante. Em janeiro, o ministro Marcos Pontes, que chefiava a pasta das comunicações, afirmou que o Brasil não aceitaria pressão dos Estados Unidos.

Serviços de telefonia podem encarecer sem Huawei

As operadoras temem que a sanção possa aumentar os custos. A fabricante tem contratos com Claro, Oi, TIM e Vivo; a Anatel estima que entre 86 mil antenas de rádio em operação no país, 70 mil utilizam equipamentos da Huawei nas tecnologias 2G, 3G e 4G. Com isso, quem escolhesse a Huawei para 5G iriam aproveitar a infraestrutura existente.

O banimento da empresa acarretaria na troca de diversos componentes que não caberiam no orçamento, e concentraria o mercado nas mãos de Ericsson e Nokia. Segundo o Estadão, as operadoras elogiam a Huawei por oferecer produtos de alta qualidade com preço melhor que a concorrência.

Nesta semana, o secretário de estado dos Estados Unidos informou que a Huawei havia perdido contratos de diversas operadoras no mundo, incluindo o grupo Telefónica, dono da Vivo no Brasil. A informação é conflitante: a fabricante chinesa foi escolhida para implementação na Espanha, mas com participação reduzida. Além disso, o CEO da Vivo defendeu o uso de equipamentos da Huawei e considera que a empresa “é uma das tecnologicamente mais avançadas”.

Comentários da Comunidade

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Pedro Willyam Calheiros (@pedrowillyam)

Uma possibilidade de não participação da Huawei no 5G brasileiro só podia vir nesse governo idiota capacho dos EUA.

Bruno (@Unknown)

É de grande tristeza abrir caixas de comentarios destas noticias e a unica coisa que se lê é “brasil cadela dos eua”, “vamos ser espionados por qualquer um”, etc.

Infelizmente não só sobre a Huawei, mas em qualquer assunto relacionado a China o buraco é mais em baixo, não se trata só de “EUA querendo passar a rasteira na China”, neste caso do 5G em especifico é um assunto muito serio em relação a confiabilidade dos dados de bilhões de pessoas e empresas, o negocio é tão sério que os EUA estão querendo até subsidiar equipamentos da Nokia e Ericsson que nem americanas são, alem de montar um consorcio de desenvolvimento open source do 5G.

O continente africano ja vive atualmente um problemão por ter dado muita corda a China, agora estão dependentes de emprestimos e financiamentos deles e com mãos atadas sobre problemas de espionagem que ocorrem descaradamente, afinal, se falar uma virugla acaba o dinheiro.

No Brasil, o governo que se diz “anti-comunista” mas peida ao falar da china vai ter que escolher lado neste embate agora, dinheiro Chines vs uma possivel quebra de privacidade de seus cidadãos, to pagando pra ver isso.

ochateador (@ochateador)

Poxa pessoal… é tão simples resolver o assunto.
Só usarem equipamentos da Positivo, CCE, Multilaser e ajudarem a desenvolver a indústria brasileira.