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Governo deve criar imposto sobre comércio eletrônico

Segundo o ministro Paulo Guedes, imposto de 0,2% sobre pagamentos eletrônicos ajudaria governo a reduzir cobrança em outras bases

Victor Hugo Silva Por

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu detalhes sobre os planos do governo federal em torno da reforma tributária. Em entrevista à rádio Jovem Pan na quarta-feira (15), ele indicou que apresentará proposta para criar um imposto de 0,2% sobre pagamentos eletrônicos. O objetivo seria atrair uma nova base de arrecadação além de impostos sobre a renda ou o consumo.

Paulo Guedes, ministro da Fazenda (Foto: Marcos Corrêa/PR - 15/07/2020)

“A nossa ideia era colocar uma terceira base, que seriam os pagamentos, o comércio eletrônico. Nós temos que pegar bases que estão crescendo”, afirmou o ministro. Um imposto com uma alíquota pequenininha, 0,2%, sobre o comércio eletrônico tem uma capacidade de arrecadação bastante importante. E está crescendo, o comércio digital está crescendo no mundo inteiro”.

Ainda de acordo com Guedes, o imposto para pagamentos eletrônicos possibilitaria a redução das cobranças em outras áreas. “Essa base nova é exatamente para permitir trabalhar a desoneração da folha de pagamento, por exemplo. Ou trabalhar com um IVA [Imposto sobre Valor Agregado], ou com Imposto de Renda mais baixo. Na hora que você cria uma nova base, você permite que os outros impostos desçam um pouco, todos eles”.

A proposta de um imposto sobre pagamentos eletrônicos deverá ser apresentada após o projeto de reforma tributária, que se concentra na unificação de impostos. O texto é prometido pelo governo desde 2019, mas ainda não foi apresentado para o Congresso. A proposta deverá incluir a simplificação de tributos federais em torno da chamada CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Segundo a jornalista Cristiana Lobo, o Imposto Sobre Transações Eletrônicas, apelidado de “nova CPMF”, deverá ser apresentado em um segundo momento e teria validade por dois anos. A ideia é usar a arrecadação com a alíquota de 0,2% para financiar o programa Renda Brasil, provável sucessor do Bolsa Família que passaria de R$ 190 para R$ 290.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se mostra contrário à criação de um novo imposto, mas está disposto a discutir a reforma tributária. A Câmara já analisa sua própria Proposta de Emenda Constitucional nesse sentido. Ela estava sendo discutida em comissão mista com o Senado e pode agregar pontos em comum com o projeto do governo.

Com informações: G1.

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Matt (@hadtohear)

Governo liberal economicamente, eles diziam

Luiz C. Eudes Corrêa (@Eudes)

Cobrar impostos extra sobre pagamentos eletrônicos?

Vamos acabar voltando a usar cheques

Ao invés de combater a corrupção e roubalheira pra recuperar dinheiro perdido, preferem inventar um novo imposto, já temos impostos demais.

@LeandroCSC

Eletrônicos com preço justo no Brasil? Nunca veremos… Parabéns às classes D e média tupiniquim metidas a burguesa ( risos) por apertarem 17. Nem Disney e muito menos iPhone de última geração em 36 parcelas que vcs sempre faziam… Parabéns!

Goku SSGSS (@renatodantas)

Esse Guedes tem se mostrado um verdadeiro farsante. Só sabe trabalhar orientado a criação ou aumento de imposto.

Essa semana comprei um produto por uma loja online que custou R$ 36, e foi cobrado exatamente 50% do produto em impostos federais e estaduais: R$ 17 e uns quebrados.

O papinho de “permitir que os outros impostos desçam um pouco” é igual gambiarra em software: feita por necessidade pra melhorar posteriormente, mas uma vez funcionando, ninguém mexe mais.

Renan (@Johnsson)

Legal, mais um novo roubo institucionalizado.

Renan (@Johnsson)

Tirando as bobagens do governo, que não carecem de comentário, esse cara é a maior decepção, veio todo pomposo com banca de gestor de classe mundial, política libertária etc… e a única coisa que ele soube fazer até o momento é falar de criação de novos impostos. E pior de tudo que ele mira justamente nos pontos que ainda possuem uma certa resiliência a essa tributação escrota que sofremos.

@Comentador

Bolsonero e Guedes nunca mais!

Sarda (@Sarda)

Diminuir a carga tributária no momento é impossível, mas liberais tem como princípio NÃO aumentá-la, é lamentável.

Sammy (@Sammy)

Trouxa nós em pensar que sairia algo de bom vindo do Guedes, bolsonaro já se mostrou um mentiroso nato, e o Guedes deu uma de liberal no inicio das eleições, se mostrando um verdadeiro LIXO, que liberal é esse que aumenta imposto ao invés de tentar diminuir?

ochateador (@ochateador)

Reduzir o próprio salário e recusar os benefícios que vem junto o senhor Guedes não quer né ?

Felipe Ferraro (@Felipepperoni)

Claro, tudo que o Brasil precisa é de mais um imposto né.
Nem vou rir (de nervoso), pois posso ser taxado por riso. Queria chorar (de nervoso também), mas cada lagrima poderá ter imposto de 0,2%.

Igor Lana de Melo (@igor_meloil)

Só a galera inocente acreditou nessa (assim como outra galera inocente acreditou em outros)

Eu (@Keaton)

É um imposto de 0.2%… se eu comprar um PC de 5 mil reais, terei de pagar 10 reais de imposto.

Se esse imposto for REALMENTE usado pra isso, pago com gosto. Mas todos sabemos que é bem provavel de esse imposto ir parar onde não deve…

Sarda (@Sarda)

A ideia de se criar um novo imposto pra cobrir um programa social sem uma reforma administrativa é horrorosa, principalmente nesses moldes, e ainda mais dentro de um país com carga tão alta.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

É “curioso” como de toda a polêmica que há nesses impostos, ninguém toca no óbvio que é o Imposto de Renda…uma das alíquotas mais baixas do mundo enquanto está tudo concentrado em produção e consumo. Aí vai lá e inventa um imposto que existe em meia-dúzia de país e – assim como produção/consumo – pune a produtividade ao invés de apoiar.

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