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WhatsApp adia nova política de privacidade após críticas

Após polêmicas sobre compartilhamento de dados com o Facebook, WhatsApp aumenta prazo para que usuários revisem políticas

Ana MarquesPor

São tempos difíceis para o WhatsApp. Após toda a polêmica envolvendo a sua nova política de privacidade e depois de fazer dois esclarecimentos públicos sobre as mudanças – em especial, sobre o compartilhamento de dados com o Facebook –, a empresa decidiu adiar o prazo para que os termos entrem em vigor.

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

WhatsApp (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

O comunicado foi dado nesta sexta-feira (15), em seu blog oficial. De acordo com a publicação, o WhatsApp pretende dar mais alguns meses para que todos revisem a nova política “gradualmente e em seu próprio ritmo”.

A nova data limite estabelecida para que os usuários decidam aceitar os termos – ou deixar o aplicativo – passou de 8 de fevereiro para 15 de maio de 2021. Veja um trecho da declaração abaixo:

Agora estamos retrocedendo a data em que as pessoas serão solicitadas a revisar e aceitar os termos. Ninguém terá sua conta suspensa ou excluída em 8 de fevereiro. Também faremos muito mais para esclarecer a desinformação sobre como a privacidade e a segurança funcionam no WhatsApp.

A plataforma garante que, de forma contrária ao que tem circulado na web, o WhatsApp e o Facebook não têm acesso às suas conversas pessoais, devido à criptografia de ponta a ponta. O mensageiro também afirma não manter registros de conversas (em texto ou ligações) e alega não compartilhar informações sobre os seus contatos com o Facebook.

“Com essas atualizações, nada disso está mudando. Em vez disso, a atualização inclui novas opções que as pessoas terão para enviar mensagens para uma empresa no WhatsApp e fornece mais transparência sobre como coletamos e usamos os dados”, argumenta.

Política do WhatsApp teve repercussão negativa

Apesar das explicações, na quarta-feira (14), o Procon-SP notificou o Facebook sobre a política do WhatsApp. A empresa de Mark Zuckerberg terá que explicar como o mensageiro se adequa à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), vigente no Brasil desde setembro de 2020. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), entidade ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, também irá notificar o WhatsApp e o Facebook para questionar as mudanças na política de privacidade.

Enquanto isso, muitos usuários decidiram migrar para mensageiros alternativos. Telegram e Signal dispararam nas lojas de aplicativos de diversos países esta semana.

A movimentação foi tão intensa, que a Signal Foundation decidiu contratar mais funcionários para melhorar recursos como chamadas de vídeo e conversas em grupo. Nesta sexta-feira, o aplicativo enfrentou instabilidade, ficando fora do ar para diversas pessoas. Já o Telegram conseguiu ultrapassar a marca dos 500 milhões de usuários.

Ainda é cedo para determinar se o WhatsApp sairá muito abalado desse episódio – ao que parece, o comitê de gestão de crises da empresa está recomendando “esperar a poeira baixar”. Agora resta esperar para saber se os usuários irão realmente repensar sobre deixar o serviço.

Com informações: WhatsApp

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