Apple lucra acima do previsto e tem outro recorde histórico em serviços

Apesar de inflação e mais problemas na cadeia de suprimentos, Apple encerrou trimestre com lucro maior do que era esperado, puxado por iPhone e serviços

Ana Marques
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Hardware e serviços em alta — a Apple driblou mais uma vez os problemas que afetam diversas empresas de tecnologia, e apresentou um bom resultado a investidores nesta quinta-feira (28). Puxado pelas fortes vendas de iPhones, o lucro veio acima do previsto para o período encerrado em 26 de março, que corresponde ao segundo trimestre fiscal de 2022. Além disso, a divisão de serviços registrou recorde histórico.

Logotipo da Apple
Apple (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Novamente, a companhia liderada por Tim Cook bateu recorde de receita no trimestre: foi um total de US$ 97,3 bilhões, o que representa um aumento de 9% contra o ano anterior. Já o lucro líquido cresceu 6%, para US$ 25 bilhões.

O resultado foi comemorado pela empresa devido ao cenário desafiador para o setor de hardware, que enfrenta dificuldades não somente na obtenção de matéria-prima, mas também no que diz respeito à mão de obra.

“Os resultados recordes deste trimestre são uma prova do foco incansável da Apple na inovação e nossa capacidade de criar os melhores produtos e serviços do mundo”, disse o CEO em carta aos acionistas.

Apesar disso, o CFO Luca Maestri prevê perda de até US$ 8 bilhões no trimestre vigente em decorrência das restrições no fornecimento de suprimentos e bloqueios de produção na China. Há duas semanas, analistas estimaram que a Apple pode deixar de produzir até 10 milhões de iPhones devido ao lockdown.

iPhone 13 Pro Max (Imagem: Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)
iPhone 13 Pro Max (Imagem: Ehimetalor Akhere Unuabona/Unsplash)

iPhone segue firme e serviços têm novo recorde

De modo geral, as coisas vão bem para a empresa. Em hardware, iPhone corresponde à maior parte da receita, como já era esperado, com US$ 50,6 bilhões. Em seguida, temos Macs com US$ 10,4 bilhões; e wearables, casa e acessórios com US$ 8,8 bilhões.

Por último vêm os iPads com US$ 7,6 bilhões (a categoria teve uma retração de 2%, impactada pelas restrições na cadeia de suprimentos).

Maestri anunciou que o setor de serviços da Apple atingiu novos recordes neste trimestre: “A forte demanda contínua dos clientes por nossos produtos nos ajudou a alcançar um recorde histórico para nossa base instalada de dispositivos ativos”, comentou o CFO.

O número de assinantes da companhia chega a 825 milhões, um aumento de 25% ano contra ano, e adição de 40 milhões de contas contra o último trimestre. A categoria inclui o iCloud, Apple TV+, Apple Music, entre outras plataformas.

Em receita, a área fez US$ 19,8 bilhões — vale lembrar que as transações na App Store também fazem parte desta divisão.

Com informações: Apple, CNBC

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