EUA acusam Xiaomi de ser empresa militar comunista chinesa

Departamento de Defesa dos EUA inclui Xiaomi e mais oito companhias à lista de "empresas militares comunistas chinesas"

Bruno Gall De Blasi
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• Atualizado há 2 anos e 5 meses
Loja Xiaomi (Imagem: Divulgação/Xiaomi)
Loja Xiaomi (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

O governo dos Estados Unidos incluiu a Xiaomi e mais oito companhias chinesas à lista de “empresas militares comunistas chinesas”. A adição foi anunciada nesta quinta-feira (14) pelo Departamento de Defesa americano em comunicado à imprensa. A fabricante de celulares, pulseiras fitness e demais tipos de produtos nega a acusação.

“O Departamento de Defesa divulgou os nomes de ‘empresas militares comunistas chinesas’ adicionais que operam direta ou indiretamente nos Estados Unidos, de acordo com a exigência estatutária da Seção 1237 da Lei de Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 1999, conforme alterada”, anunciaram.

Ao todo, nove empresas foram adicionadas à lista. Entre elas está a Xiaomi e a empresa de aviação Comac. Outras companhias da China também fazem parte da relação, como a Huawei, que enfrenta um atrito com as autoridades do país desde 2019, e a fabricante de chips SMIC.

O Departamento de Defesa afirmou que “continuará a atualizar a lista com entidades adicionais, conforme apropriado”. Segundo a Reuters, as empresas estarão sujeitas a uma nova proibição de investimentos nos Estados Unidos. Caso não haja alterações, os investidores terão de alienar suas ações até 11 de novembro de 2021.

O que diz a Xiaomi?

A Xiaomi publicou uma nota em seu perfil do Twitter nesta sexta-feira (15) aos parceiros e “Mi Fans”. No comunicado, a companhia reconheceu o anúncio do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e disse que não é de “propriedade, controlada ou afiliada ao exército chinês” e que não é uma “empresa militar comunista chinesa”.

“A empresa está em conformidade com a lei e operando com as leis e regulamentos relevantes das jurisdições onde conduz seus negócios”, afirmaram em nota. A empresa reitera que fornece produtos e serviços para uso civil e comercial”.

A fabricante de smartphones, da Mi Band e afins ainda informa que “tomará as medidas adequadas para proteger os interesses da empresa e de suas partes interessadas”. A Xiaomi irá se pronunciar novamente no futuro caso haja necessidade.

Com informações: Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Reuters, The Vergee Xiaomi (Twitter)

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Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi

Ex-autor

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Escreveu para o TechTudo e iHelpBR. No Tecnoblog, atuou como autor entre 2020 e 2023.

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