Início » Computador » Intel diz que Apple M1 é mais lento que Core i7, mas não convence

Intel diz que Apple M1 é mais lento que Core i7, mas não convence

A Intel realizou diversos testes de benchmark por conta própria para tentar provar que seus chips são superiores ao Apple Silicon

Ana Marques Por

Há praticamente três meses a Apple apresentou o chip M1 para substituir os processadores Intel em Macs. O anúncio trouxe números promissores em relação ao desempenho e à eficiência energética – algo que foi se confirmando semana após semana, com a publicação de análises e testes de benchmark. Mas apesar de tudo isso, parece que a Intel ainda não se deu por vencida e decidiu mostrar à mídia os seus próprios testes.

Apple Silicon (ARM). Imagem: Divulgação/Apple

Apple Silicon (ARM). Imagem: Divulgação/Apple

Segundo informações do PC World, a Intel compartilhou uma apresentação com diversos benchmarks que poderiam provar que os Core i7 de 11ª geração para notebooks são muito mais velozes do que o Apple M1.

Os slides mostram resultados superiores para os chips Intel em testes de navegação com o Google Chrome, execução de tarefas com o Office 365, uso de apps de criação da Adobe e uso de softwares baseados em inteligência artificial.

Apple M1 e Core i7

Apresentação exibida pela Intel mostra Apple M1 vs Core i7 de 11ª geração (Imagem: Reprodução/MacRumors)

Em jogos, a apresentação mostrou resultados mistos, com vitórias nos dois lados, mas a Intel fez questão de enfatizar que os Macs não são ideais para games por não ter suporte a “incontáveis” títulos.

Apple M1 vs Intel Core i7

Apresentação exibida pela Intel mostra performance em jogos (Imagem: Reprodução/MacRumors)

Utilizando um MacBook Air com M1, a Intel afirmou ainda que o chip da Apple tem eficiência inferior à anunciada (e semelhante à marca atingida por notebooks com Core i7-1165G7). E é claro que existem muitos “poréns” nessa história toda.

MacBook Air com M1 enfrenta notebook com Core i7

Apresentação exibida pela Intel mostra testes de bateria (Imagem: Reprodução/MacRumors)

Metodologia é questionável

Os apontamentos da Intel não são muito convincentes, especialmente por conta da metodologia. Não que a empresa tenha falsificado testes, ou feito algo potencialmente ilegal a este ponto. Ao que parece, a Intel teria sido tendenciosa na escolha de hardware e software, optando pelos que iriam favorecer os seus próprios chips em diversos cenários.

Um exemplo é a escolha do MacBook Air para teste de bateria, e outro o uso de um software de inteligência artificial fornecido pela Topaz Labs, que é projetado para trabalhar com a aceleração de hardware dentro dos processadores da própria Intel.

Assim como acontece na mídia internacional, os testes do Tecnoblog, indicam ótima performance e autonomia do MacBook Pro com M1 – e, segundo Paulo Higa, não precisa nem olhar pra trás.

Com informações: PCWorld, MacRumors e Engadget

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
15 usuários participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação

Bruno (@Unknown)

A Intel tem um certo historico de slides de procedência duvidosa.
Considerando que estão apanhando dos Ryzen U, o que dirá do M1.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Deixa ela, quando chegar os novos M1X (ou seja lá qual o nome) que equipará o MacBook Pro 16” e os iMacs, a gente conversa dona intel.

Quero ver qual vai ser o gráfico mirabolante que vai apresentar. Os gráficos da Apple na keynote foram super questionados, mas se provaram reais, já esses da intel é só desespero.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

Que a Intel tem histórico de maquiar esse tipo de marketing, nenhuma novidade. Mas é sempre reconfortante lembrar que o M1 nada mais é do que um chip de celular tunado, que foi feito pra rodar num MacBook Air sem ventoinha e ainda sim consegue manter ótima performance.

Logo logo chega o M1X ou M2 nos Macs mais parrudos, aí quero ver como fica pra Intel tentar comparar o i7 com eles.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Tenho pra mim que ele seria o A14X, só que com um envelope térmico compatível com um MacBook que tem mais área pra resfriamento e ou ventoinha.

A coisa vai ficar interessante quando ela subir os modelos base para 12 núcleos, ai sim uma arquitetura nova. E ir escalando 12/24/32… no médio prazo vejo o iPhone também subindo, ainda mais pensando que ele será a fonte de processamento dos óculos de realidade aumentada e games.

Sérgio (@trovalds)

Intel dizer… a Intel devia é fazer, pra variar. Fazer uma limpa na executiva e com a grana investir em pesquisa e desenvolvimento. De preferência pra logo enquanto ainda não perdeu exclusividade com grandes parceiros.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk só rindo mesmo.

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

O fábio Akita explica um pouco pq os Intel (e AMD) perdem tanta eficiência e consomem tanto.
Suas instruções complexas fazem com que em cenários cheios de instruções mais simples, coisas mirabolantes precisem ser feitas pra rodá-las. Já que esses processadores não possuem instruções simples. É claro, num cenário cheio de instruções complexas a Intel se dá melhor.

Rafael Salgado (@rafasalgado)

Eu ri do gráfico da Apple quando apresentou o M1 porque claramente era algo voltado pra marketing, mas isso da Intel chega a dar dó.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Software não resolve problema de hardware ruim. A arquitetura da intel é velha, e não consegue mais competir com soluções modernas. É fácil conseguir mais performance usando X86, esse não é o problema, porém o TDP é. Não adota ser 10% melhor e consumir 20X mais energia para realizar a mesma tarefa.

Gabriel Arruda (@gdarruda)

A “otimização de software” sempre foi algo muito exagerado, porque até o M1 ninguém queria acreditar que os processadores da Apple eram tão bons. O M1 tem rodado Windows com sobras comparado com os processadores da Qualcomm, corroborando que não é uma questão de otimização e sim de boa arquitetura de processador.

Não estou dizendo que não faz diferença, especialmente na velocidade de adoção das tecnologias dentro da plataforma, como usar GPU para tarefas específicas por exemplo.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

Essa história de que os dispositivos da Apple em geral apresentam boa performance por causa de otimização de software (e só) é um tanto ilusão. O próprio Higa já chegou a comentar várias vezes, os chips da Apple têm é alto poder de força bruto mesmo.

E como mencionaram aí, o M1 dá um banho nos Intel não apenas no macOS, mas rodando Windows também. Estou com um Mac M1 aqui, instalei o Windows 10 ARM nele e o negócio consegue rodar um monte de jogo pesado (e sem ventoinha, fora da tomada, com emulação x86-64 que tá em beta ainda, viu?), enquanto meu MacBook Pro Intel da geração passada mal abre alguns deles no Boot Camp nativo.

Lucas Leoni (@Lucas_Leoni)

O mais engraçado é ver a Intel usando seu processador top de linha pra tentar superar o processador modelo de entrada da Apple kkkk