Pixel 8: Google promete oferecer peças para conserto por 7 anos

Pixel 8 foi anunciado com garantia de sete anos de atualizações do Android. Disponibilidade de peças será exigida por lei estadual na Califórnia.

Giovanni Santa Rosa
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Smartphone Pixel 8
Pixel 8 terá sete anos de atualizações do Android (Imagem: Reprodução/Google)

O Google anunciou o Pixel 8 na última quarta-feira (4) com uma promessa ousada: sete anos de atualizações do Android. A empresa parece mesmo comprometida em garantir que o aparelho funcione durante este tempo todo. Além dos updates, a companhia vai disponibilizar peças de reposição também por sete anos.

A promessa foi feita por Soniya Jobanputra, diretora de gerenciamento de produtos do Google, em entrevista ao site Android Authority. “Nós precisamos disponibilizar as peças para que o consumidor consiga manter seu aparelho funcionando durante este período”, declarou a executiva.

Além de peças que podem quebrar acidentalmente, como a tela, a garantia é especialmente importante para a bateria. Com o tempo, ela vai se degradando e diminuindo a capacidade, o que impacta seriamente o uso do aparelho.

Google Pixel Fold
Google Pixel Fold (Imagem: Reprodução/Google)

Por enquanto, o Google não explicou como será isso. A empresa tem uma parceria com o iFixit para vender peças de reposição para smartphones Pixel. Ela cobre do Pixel 2 em diante, incluindo o Pixel Fold, dobrável que a marca lançou em maio deste ano. É possível que este esquema se repita com o Pixel 8 e o Pixel 8 Pro.

Vale lembrar que o Google nunca lançou oficialmente nenhum aparelho da linha Pixel no Brasil.

A promessa de sete anos de atualizações de Android para o Pixel 8 já gerou movimentações no mercado. A Samsung quer aumentar de cinco para seis anos o prazo para oferecer atualizações de segurança para seus aparelhos.

Lei da Califórnia pode exigir peças por sete anos

Além de acompanhar as atualizações do Android, a disponibilidade de peças por sete anos tem outro motivo: a Califórnia (EUA) está prestes a aprovar uma lei estadual de direito ao reparo.

Segundo o texto, as empresas precisarão disponibilizar peças por um prazo de sete anos (olha só, que coincidência!) após a última unidade de um modelo ser manufaturada. A lei provavelmente só entrará em vigor em julho de 2024, mas é possível que o Google esteja se antecipando às exigências.

Outra empresa que se prepara é a Apple. Nos últimos anos, ela investiu em programas de peças e manuais para conserto. Mais recentemente, a empresa manifestou apoio à lei do direito ao reparo da Califórnia. Pode parecer estranho, mas tem explicação: ao apoiar projetos do tipo, as empresas esperam influenciá-los para conseguir abrandar as exigências.

Com informações: Android Authority, The Verge

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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