Review Samsung Galaxy M62: bom de bateria e desempenho
Bateria de 7.000 mAh e chip Exynos 9825 (introduzido no Note 10+) são os destaques do Samsung Galaxy M62
Bateria de 7.000 mAh e chip Exynos 9825 (introduzido no Note 10+) são os destaques do Samsung Galaxy M62
Todo mundo quer um celular com bateria que dura bastante, mas, para muita gente, autonomia é prioridade máxima. É para esse público que a Samsung lançou o Galaxy M62, um smartphone com bateria de 7.000 mAh e, claro, recarga rápida.
Obviamente, esses não são os únicos atrativos do modelo. A novidade também chama a atenção por ter tela Super AMOLED Plus de 6,7 polegadas, 8 GB de RAM, quatro câmeras na traseira com sensor principal de 64 megapixels e chip Exynos 9825, o mesmo processador que equipa o Galaxy Note 10.
Esse conjunto tem bom desempenho? E a bateria, será que ela realmente capricha na autonomia? Como é a experiência de uso da tela e das câmeras? Eu, Emerson Alecrim, testei o Samsung Galaxy M62 por duas semanas e relato o que descobri sobre ele nos próximos instantes.
O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.
O Galaxy M62 foi fornecido pela Samsung por empréstimo e será devolvido à empresa após os testes. Para mais informações, acesse tecnoblog.net/etica.
O Galaxy M62 tem um visual tão interessante que nem dá vontade de colocar uma capinha nele. Embora o corpo do aparelho seja todo de plástico, a Samsung fez a traseira assumir um aspecto degradê metálico que causa ótima impressão.
No Brasil, há duas combinações de cores: de preto para prata e, no caso da unidade testada pelo Tecnoblog, de azul para prata. Essas cores aparecem em forma de listras. Sério, pelo menos ao vivo, o efeito é muito bonito.
Só que beleza não é sinônimo de resistência. O Galaxy M62 não é um celular frágil, mas também não tem acabamento robusto, razão pela qual não é uma boa ideia abrir mão da capinha. Nem certificado IP68 existe por aqui.
Como de hábito, encontramos no lado direito do dispositivo os controles de volume e o botão de liga / desliga. Note que esse botão traz sensor de impressões digitais integrado. O componente é rápido e quase não falha na leitura, como tem que ser.
Na parte superior da lateral esquerda, a Samsung posicionou a gaveta de chips, que pode abrigar dois SIM cards e um microSD de até 1 TB ao mesmo tempo.
Cabe à parte inferior reunir a conexão para fones de ouvido, a porta USB-C e o alto-falante que, infelizmente, não faz par com a saída de áudio no topo do aparelho para proporcionar som estéreo.
Apesar disso, o som é claro e tem volume alto. Mas é bom não abusar dessa característica porque, quando o volume está no nível máximo, o áudio pode ficar distorcido.
Se tela é uma característica muito importante para você, o Galaxy M62 tem boas chances de te agradar. O modelo conta com um painel Super AMOLED Plus que, como tal, exibe cores intensas, com direito a preto profundo, além de proporcionar ótima visualização sob ângulos variados.
O tamanho de 6,7 polegadas e a resolução de 2400×1080 pixels são de encher os olhos de quem prefere telas grandes. Repare que as dimensões generosas do componente não fazem do M62 um smartphone grandalhão, afinal, a Samsung fez um bom trabalho de aproveitamento do espaço frontal.
Eu só esperava encontrar um pouquinho mais de brilho nessa tela. Mesmo assim, o nível existente aqui, de 420 nits, permite que você use celular ao ar livre em um dia ensolarado com certa facilidade.
Ah, uma taxa de atualização de 90 Hz ou superior também seria interessante, mas o M62 segue o padrão de 60 Hz.
O Galaxy M62 vem com o Android 11 e a interface One UI 3.1, que já conhecemos bem. Ela se destaca por ter visual uniforme, menu de configurações organizado, efeitos de transição discretos e alguns recursos próprios da Samsung que podem ser bem úteis.
Um deles é uma pequena barra lateral que, quando expandida, dá acesso rápidos aos últimos aplicativos abertos ou aos apps definidos por você. Outro é o velho conhecido Pasta Segura, que protege arquivos e aplicativos com senha ou impressão digital.
Os aplicativos clássicos da Samsung também marcam presença, a exemplo do Samsung Health, da Bixby e do navegador batizado simplesmente de Internet. E, sim, o Samsung Pay também vem pré-instalado.
Mas, se de um lado a interface é intuitiva e traz ferramentas úteis, por outro, incomoda por, desta vez, ter uma quantidade de aplicativos pré-instalados que me parece exagerada. Eu trocaria o Samsung Free (app de notícias e outros conteúdos) e o Samsung Itaucard facilmente pelo DeX, por exemplo.
Você já sabe que a câmera principal do Galaxy M62 tem 64 megapixels. Ela é acompanhada de um sensor de 12 megapixels para grande angular, além de outras duas câmeras com 5 megapixels cada para macro e profundidade.
Embora esse conjunto não tenha o mesmo nível de sofisticação que encontramos na família Galaxy S, os resultados não desapontam.
A câmera principal consegue fazer registros com um nível bastante satisfatório de detalhamento e um alcance dinâmico bem dosado, que não deixa áreas de sombra mais escuras do que deveriam.
Porém, a exposição é relativamente alta em determinadas circunstâncias, detalhe que pode deixar a imagem clara, embora não a ponto de prejudicar o resultado.
Dá para dizer quase o mesmo da câmera grande angular. A diferença é que, aqui, as imagens têm um pouco menos de definição e podem deixar pontos de sombra um pouco mais escuros na comparação com a câmera principal.
Essas características também são perceptíveis nas gravações. O Galaxy M62 consegue filmar em 4K com 30 frames por segundo e você pode alternar entre as câmeras durante o procedimento.
Em cenas à noite, o modo noturno faz a nitidez cair um pouco por conta da remoção de ruídos, em ambas as câmeras. Mas isso não torna os resultados ruins. Para um smartphone intermediário, está de bom tamanho.
Já a câmera de macro não impressiona, mas ao menos tem um pouco mais de definição do que os sensores de 2 megapixels que são tão comuns nessa categoria.
Por sua vez, a câmera de profundidade cumpre o seu papel de facilitar fotos no modo retrato, embora o desfoque do objeto em primeiro plano possa falhar se o celular ficar muito próximo a ele.
Temos, por fim, uma câmera frontal de 32 megapixels que não exagera no pós-processamento e mantém a definição em níveis decentes. Apesar disso, aqui, a imagem também pode ficar mais clara do que o esperado, sem grandes prejuízos para o resultado.
Em 2019, quando avaliamos o Galaxy Note 10+, o modelo se saiu muito bem nos testes de desempenho. O Galaxy M62 conta com o octa-core Exynos 9825, o mesmo chip que comanda o Note 10+ e que surgiu como um rival do Snapdrago 855. Isso significa que o desempenho do novo modelo também é bom? Significa.
O processador é acompanhado de 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Esse conjunto permitiu ao Galaxy M62 rodar com desenvoltura todos os aplicativos testados.
Além disso, eu não notei engasgos na alternância entre apps abertos ou nos efeitos de transição da interface, por exemplo. Em jogos, o aparelho executou Asphalt 9: Legends e Breakneck sem apresentar travamentos ou queda expressiva na taxa de frames por segundo.
O desempenho geral é ótimo, mas o ponto forte do M62 fica mesmo para a bateria. Com 7.000 mAh, o componente pode ficar longe da tomada por dois inteiros (ou mais) com alguma facilidade.
Os testes de autonomia foram feitos ao longo de um dia com um vídeo de duas horas na Netflix com brilho máximo na tela, uma hora de YouTube na mesma condição, uma hora de leitura no Kindle com brilho automático, uma hora de Spotify via alto-falantes, cerca de meia hora de Asphalt 9: Legends e Breakneck somados, além de uma chamada de 10 minutos.
Comecei os testes pela manhã com 100% de carga. Por volta das 22:00, o Galaxy M62 ainda tinha 67% de carga.
Só para constar, o tempo de recarga de 15% para 100% com o carregador de 25 W que acompanha o smartphone foi de aproximadamente duas horas. Para uma bateria gigante como a que encontramos aqui, não é um tempo ruim.
Ah, não há suporte a recarga sem fio.
Quando alguém me pede uma recomendação de celular, muitas vezes sugiro que a pessoa compre um smartphone topo de linha de geração anterior, por ser mais barato e ainda ter hardware atual.
No Galaxy M62, a Samsung fez algo parecido com essa ideia: colocou no aparelho um processador que, por ser de 2019, é teoricamente mais barato, mas ainda consegue desempenhar bem o seu papel.
Combine esse aspecto com a ótima autonomia de bateria e temos então um celular intermediário notável e que, portanto, vale a pena. Sim, intermediário: apesar das características positivas, o M62 não deixa de ser um modelo de categoria média.
Ele precisaria de mais alguns recursos para ser considerado um dispositivo topo de linha (ou algo perto disso), como som estéreo, certificado IP68, tela com 90 Hz (ou mais) e um conjunto mais caprichado de câmeras, apesar de o atual não ser ruim.
Se o Galaxy M62 te interessou, só tome cuidado com o preço. O modelo foi lançado por R$ 3.499, mas a Samsung prometeu um valor promocional de R$ 2.499 até o final de agosto de 2021.
Na data de publicação desta análise, era possível encontrá-lo por valores próximos a R$ 2.200, mas, se possível, espere o preço cair mais, pois, nessa faixa, pode ser mais interessante recorrer ao Galaxy S20 FE, por exemplo, que tem bateria menor, mas pode oferecer um pouco mais de desempenho, experiência melhor com a tela e acabamento mais robusto.