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Ministro reforça promessa de smartphones com menos impostos

Produção nacional deve começar antes do Natal, diz Paulo Bernardo.

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Ou nenhum imposto. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou durante um evento que o governo federal trabalha para diminuir ou zerar os impostos de smartphones. De acordo com informações do portal de notícias G1, o aparelho mais básico com acesso à internet e redes sociais deve custar R$ 200, com a produção local se iniciando antes do Natal. Ótima notícia para quem curte tecnologia mas cansa de pagar preços absurdos por produtos simples.

O mesmo Paulo Bernardo já tinha dito na Campus Party deste ano que o governo da presidente Dilma estava comprometido com a redução de impostos também da infraestrutura de telecomunicações. Alguns itens de tecnologia, como desktops, notebooks e tablets, atualmente permanecem na Lei do Bem. Sai mais barato produzi-los no país porque há redução nos impostos cobrados.

Descobridor do óbvio (com todo o respeito, excelentíssimo), o ministro comentou que os tributos na conta de telefonia também são elevados. O cliente de telefonia fixa gasta em média R$ 36 para cada centena de reais cobrada na fatura. A telefonia móvel sai ainda mais caro: R$ 38 em tributos para cada R$ 100 cobrados na conta.

Duzentos reais por um smartphone que acessa internet e redes sociais? De pronto lembrei da linha Asha da Nokia. Roda o sistema S40 e não funciona no 3G. Custa a partir de R$ 229 na loja online da fabricante. A Motorola, por sua vez, anunciou o “webphone” Motogo por R$ 329 no primeiro semestre. Tem sistema proprietário que se conecta à conta Google e faz backup automático dos contatos. Outras fabricantes têm aparelhos com redes sociais nessa mesma faixa de preço.

Motogo

Motogo

Ainda bem que, antes que tarde, o governo federal começa a trabalhar pela redução dos impostos e, de quebra, incentiva a produção nacional de itens de tecnologia. Tende a fortalecer a indústria, ainda que, no fim das contas, a produção “nacional” seja apenas mais uma linha de montagem para peças e componentes importados de fora. Somente isso já basta para gerar empregos e reduzir os preços.

Ficam faltando soluções para a rede de 3G engarrafada de hoje. Se mais pessoas se conectarem com smartphones produzidos no país, mais requisições são feitas às teles. Aquele efeito dominó que você já conhece.

Atualizado às 15h55. A redação original dizia erroneamente que a linha Asha utiliza sistema Symbian/Belle.

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@LBKatan
Galera, posso estar falando merda, mas, talvez, a redução de impostos não seja para reduzir preços e, sim, atrair investimento. O Brasil, pelo que eu sei, é um ótimo país pra investir. Já vi falar de empresas que usam o lucro e a redução de impostos que existem aqui no BR pra bancar o que fazem lá fora.
@LBKatan
A Apple não ganhou com redução de impostos dia desses? Dá uma olhada nuns comentários ali em cima..
Edmilson
Infelizmente a medida provisória(que acabou ficando meio que permanente) foi escrita de forma inapropriada, se foi proposital eu não sei, mas a medida apenas pede que os tablets sejam fabricados aqui e não que os preços caiam, a previsão era de que ficassem 30% mais baratos mas...
Ramon Melo
Sim, o governo fez a parte dele, mas ele não pode obrigar a Apple a seguir as políticas dele. A tecnologia está mais acessível, os concorrentes do iPad ao menos parecem estar bem mais baratos que no ano passado. E não dá para comparar com os cigarros. Tablets não são questão de saúde pública.
Edmilson
Mas o governo deu incentivos fiscais para que a tecnologia tivesse um custo mais acessível para o consumidor, qual o objetivo do incentivo fiscal se não o benefício da população?(em um país teórico, por que aqui eu sei que é o aumento das margens de lucros) E o Brasil já faz isso com cigarros, determinando agora um preço mínimo e eliminando quem tinha baixo custo, não sou fumante mas em todo o caso é o precedente.
Ramon Melo
Não, só o PureView mesmo. Mas o Nokia 808 é atualmente o aparelho mais caro da marca.
Ramon Melo
Não, e isso não faz nenhum sentido. iPads não são itens essenciais ao cidadão brasileiro e o Brasil é uma democracia capitalista, portanto a Apple tem o direito de praticar a política de preços que desejar. O governo não pode ficar interferindo nas empresas privadas só para você comprar um produto que a própria fabricante não está tão interessada assim em vender. Seria até um precedente perigoso, que afastaria muitas multinacionais do mercado brasileiro.
Ronaldo Gogoni
Serei franco: tal qual como foi com a Apple, quem acreditar que o governo tem poder para obrigar as empresas a repassarem a isenção fiscal aos consumidores, sinto muito, é um imbecil.
Wyliam Vassoler
Na verdade a Apple agrega status não tanto pelo preço, mas sim por todo o universo criado e mantido por ela em seus produtos. No resto do mundo, a Apple não é cara (apesar de ter um valor maior que dos concorrentes, esse valor não é como aqui no Brasil).
Wyliam Vassoler
A culpa é de todo mundo. É do governo por prometer cegamente, da Apple por ficar com o lucro e do consumidor por comprar cegamente.
Guilherme Harrison
Não exatamente. A apple é bem acessível em outros países. Só no brazil que ele leva essa fama de smartphone para elite. Não planejo comprar um iPhone, mas não rejeito sua superioridade sobre a maioria dos outros.
Felipe
Exatamente, iPhone nunca será barato porque a premissa da Apple é agregar status a seus produtos cobrando preços elevados. Isso dá distinção aos seus consumidores, que se sentem especiais, com algo que poucos têm acesso. A Apple batalhou muito pra conseguir vender produtos com esse status, logo não vai querer jogar todo esse trabalho no lixo baixando preços.
Felipe
A política da Apple é manter preços elevados pra dar uma distinção ao seus produtos. A marca é atrelada ao status, logo vendê-los por preços baixos acabaria com sua imagem.
Felipe
Qual o problema em um ultrabook ter 4 GB de RAM? O Windows 7 roda com folga com metade disso. Esses notes "pro" com 8 a 16 GB de RAM são pra trabalho intenso com vídeo e imagem (entre outras aplicações), que 99,9% das pessoas nunca farão.
Edmilson
Tem Androids de 400 no mercado e já teve até de 250, comprei para um amigo o zte 850, aparelho de entrada mas que foi um bom começo, ele agora possui um SII Lite, fazer isso com um iPhone vai ser difícil...
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