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Ministro reforça promessa de smartphones com menos impostos

Produção nacional deve começar antes do Natal, diz Paulo Bernardo.

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7 anos atrás

Ou nenhum imposto. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou durante um evento que o governo federal trabalha para diminuir ou zerar os impostos de smartphones. De acordo com informações do portal de notícias G1, o aparelho mais básico com acesso à internet e redes sociais deve custar R$ 200, com a produção local se iniciando antes do Natal. Ótima notícia para quem curte tecnologia mas cansa de pagar preços absurdos por produtos simples.

O mesmo Paulo Bernardo já tinha dito na Campus Party deste ano que o governo da presidente Dilma estava comprometido com a redução de impostos também da infraestrutura de telecomunicações. Alguns itens de tecnologia, como desktops, notebooks e tablets, atualmente permanecem na Lei do Bem. Sai mais barato produzi-los no país porque há redução nos impostos cobrados.

Descobridor do óbvio (com todo o respeito, excelentíssimo), o ministro comentou que os tributos na conta de telefonia também são elevados. O cliente de telefonia fixa gasta em média R$ 36 para cada centena de reais cobrada na fatura. A telefonia móvel sai ainda mais caro: R$ 38 em tributos para cada R$ 100 cobrados na conta.

Duzentos reais por um smartphone que acessa internet e redes sociais? De pronto lembrei da linha Asha da Nokia. Roda o sistema S40 e não funciona no 3G. Custa a partir de R$ 229 na loja online da fabricante. A Motorola, por sua vez, anunciou o “webphone” Motogo por R$ 329 no primeiro semestre. Tem sistema proprietário que se conecta à conta Google e faz backup automático dos contatos. Outras fabricantes têm aparelhos com redes sociais nessa mesma faixa de preço.

Motogo

Motogo

Ainda bem que, antes que tarde, o governo federal começa a trabalhar pela redução dos impostos e, de quebra, incentiva a produção nacional de itens de tecnologia. Tende a fortalecer a indústria, ainda que, no fim das contas, a produção “nacional” seja apenas mais uma linha de montagem para peças e componentes importados de fora. Somente isso já basta para gerar empregos e reduzir os preços.

Ficam faltando soluções para a rede de 3G engarrafada de hoje. Se mais pessoas se conectarem com smartphones produzidos no país, mais requisições são feitas às teles. Aquele efeito dominó que você já conhece.

Atualizado às 15h55. A redação original dizia erroneamente que a linha Asha utiliza sistema Symbian/Belle.