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Mark Zuckerberg diz que não venderá WhatsApp ou Instagram

O CEO do Facebook se encontrou com Donald Trump e senadores americanos para tratar de regulação da internet

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20/09/2019 às 18h24

Os problemas apresentados recentemente pelo Facebook levaram à uma proposta de dividir subsidiárias da empresa, como WhatsApp e Instagram. Mas, no que depender de Mark Zuckerberg, fundador da rede social, isso não acontecerá.

Donald Trump e Mark Zuckerberg (Foto: Reprodução/Facebook - 19/09/19)

O executivo se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente americano Donald Trump e alguns dos senadores dos Estados Unidos. Os encontros trataram de diversos assuntos, incluindo a divisão da companhia.

O senador republicano pelo Missouri, Josh Hawley, afirmou em seu perfil no Twitter que, durante sua conversa com Zuckerberg, “o desafiou a fazer duas coisas para mostrar que o Facebook é sério quanto ao viés, à privacidade e à competição.

Hawley teria pedido para ele vender o WhatsApp e o Instagram e submeter a empresa a uma auditoria independente sobre uma suposta censura contra o discurso conservador na rede social. “Ele disse não a ambos”, publicou o senador.

Segundo o CNET, o Facebook argumenta que se vendesse WhatsApp ou Instagram não poderia ser responsabilizado por problemas de privacidade, por exemplo. Zuckerberg propôs a regulação sobre conteúdo prejudical, integridade em eleições, privacidade e portabilidade de dados na internet.

Trump, por sua vez, compartilhou no Twitter uma foto em que cumprimenta o executivo. “Bom encontro com Mark Zuckerberg do Facebook no Salão Oval hoje”, afirmou.

O presidente americano é um dos críticos da companhia. Ele já acusou a empresa de ter viés contra conservadores. “Facebook, Google e Twitter, para não mencionar a mídia corrupta, estão tão do lado dos Democratas da Esquerda Radical. Mas não tema, nós venceremos de qualquer maneira, como fizemos antes”, disse em um tweet publicado em março.

Mais recentemente, Trump questionou o projeto do Libra, criptomoeda que a empresa pretende lançar com outras 28 parceiras, incluindo Visa, Mastercard, PayPal, Uber, Spotify e MercadoPago. Para ele, o Libra deve se sujeitar à regulamentação bancária dos EUA e outros países.

A criptomoeda também foi tema do encontro de Zuckerberg com o senador democrata pela Virgínia, Mark Warner. Ao Washington Post, o parlamentar afirmou ter questionado o executivo sobre o projeto, que a companhia pretende lançar em 2020.

“Ele ouviu as preocupações, mas eu ainda não tenho 100% de clareza de que eles sentem que podem lançar com pouca aprovação regulatória dos EUA”, afirmou Warner.

Esta foi a primeira visita pública de Zuckerberg a Washington D.C. desde abril de 2018, quando ele foi ouvido por parlamentares após a revelação do escândalo Cambridge Analytica. O caso, aliás, levou a uma multa de US$ 5 bilhões ao Facebook.

“Mark está em Washington D.C., se reunindo com parlamentares para ouvir suas preocupações e conversar sobre uma futura regulação da internet”, afirmou na quinta um porta-voz do Facebook à CNBC. “Ele também teve uma boa e construtiva reunião com o presidente Trump na Casa Branca hoje”.

Com informações: Engadget.