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Mark Zuckerberg diz que não venderá WhatsApp ou Instagram

O CEO do Facebook se encontrou com Donald Trump e senadores americanos para tratar de regulação da internet

Victor Hugo Silva Por

Os problemas apresentados recentemente pelo Facebook levaram à uma proposta de dividir subsidiárias da empresa, como WhatsApp e Instagram. Mas, no que depender de Mark Zuckerberg, fundador da rede social, isso não acontecerá.

Donald Trump e Mark Zuckerberg (Foto: Reprodução/Facebook - 19/09/19)

O executivo se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente americano Donald Trump e alguns dos senadores dos Estados Unidos. Os encontros trataram de diversos assuntos, incluindo a divisão da companhia.

O senador republicano pelo Missouri, Josh Hawley, afirmou em seu perfil no Twitter que, durante sua conversa com Zuckerberg, "o desafiou a fazer duas coisas para mostrar que o Facebook é sério quanto ao viés, à privacidade e à competição.

Hawley teria pedido para ele vender o WhatsApp e o Instagram e submeter a empresa a uma auditoria independente sobre uma suposta censura contra o discurso conservador na rede social. "Ele disse não a ambos", publicou o senador.

Segundo o CNET, o Facebook argumenta que se vendesse WhatsApp ou Instagram não poderia ser responsabilizado por problemas de privacidade, por exemplo. Zuckerberg propôs a regulação sobre conteúdo prejudical, integridade em eleições, privacidade e portabilidade de dados na internet.

Trump, por sua vez, compartilhou no Twitter uma foto em que cumprimenta o executivo. "Bom encontro com Mark Zuckerberg do Facebook no Salão Oval hoje", afirmou.

O presidente americano é um dos críticos da companhia. Ele já acusou a empresa de ter viés contra conservadores. "Facebook, Google e Twitter, para não mencionar a mídia corrupta, estão tão do lado dos Democratas da Esquerda Radical. Mas não tema, nós venceremos de qualquer maneira, como fizemos antes", disse em um tweet publicado em março.

Mais recentemente, Trump questionou o projeto do Libra, criptomoeda que a empresa pretende lançar com outras 28 parceiras, incluindo Visa, Mastercard, PayPal, Uber, Spotify e MercadoPago. Para ele, o Libra deve se sujeitar à regulamentação bancária dos EUA e outros países.

A criptomoeda também foi tema do encontro de Zuckerberg com o senador democrata pela Virgínia, Mark Warner. Ao Washington Post, o parlamentar afirmou ter questionado o executivo sobre o projeto, que a companhia pretende lançar em 2020.

"Ele ouviu as preocupações, mas eu ainda não tenho 100% de clareza de que eles sentem que podem lançar com pouca aprovação regulatória dos EUA", afirmou Warner.

Esta foi a primeira visita pública de Zuckerberg a Washington D.C. desde abril de 2018, quando ele foi ouvido por parlamentares após a revelação do escândalo Cambridge Analytica. O caso, aliás, levou a uma multa de US$ 5 bilhões ao Facebook.

"Mark está em Washington D.C., se reunindo com parlamentares para ouvir suas preocupações e conversar sobre uma futura regulação da internet", afirmou na quinta um porta-voz do Facebook à CNBC. "Ele também teve uma boa e construtiva reunião com o presidente Trump na Casa Branca hoje".

Com informações: Engadget.

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Ane
Várias vezes já foi dito isso dá esquerda.
Fabio Santos
Criança não sabe dialogar vem fazer piada tosca minha arara te
Antony
Vi o avatar e pensei que fosse uma arara, mas depois de ler o comentário vi que é só um papagaio
Porto Velho
"Acho que o governo não deve gastar além do que tem capacidade de arrecadar"Extrema direita, neoliberal, fascista, taxista, frentista!!!!
Fabio Santos
Se fosse Obama nem reportagem teria, mais foi feita devido ser o Trump, no resumo as empresas são deles e concordo uma vez com um progressista ele vende se quiser afinal antes de Trump alguém da gestão passada deixou A unificação Dos grupos (ou seja a esquerda), mais agora o mal é Trump tentando corrigir kkk.
Fabio Santos
Se fosse Obama nem reportagem teria, mais foi feita devido ser o Trump, no resumo as empresas são deles e concordo uma vez com um progressista ele vende se quiser afinal antes de Trump alguém da gestão passada deixou A unificação Dos grupos (ou seja a esquerda), mais agora o mal é Trump tentando corrigir kkk.
Frederico Martins
O Mark do filme é bem mais legal.
X-Tudãoᴳᴼᵀ
Seu Mark ainda não tomou aquela paulada que tio Bill tomou em 1998, mas realmente tá aí firme e forte.
VolksW4GNER
Já falaram o mesmo do tio Bill e a Microsoft tá ai firme e forte.
Giovani Sousa
Né? Basta ter uma visão um pouco mais conservadora pra ser extrema da extrema direita, e *ista.
CanalhaRS
Essa sede de poder e centralização de Mark vai ser a ruina do império dele.
CanalhaRS
Essa sede de poder e centralização de Mark vai ser a ruina do império dele.
DDR31600Mhz
É que a direita e a centro direita querem/queriam surfar na onda bolsonarista e começou a falar essas merdas da extrema direita, agora que o tom ta mudando novamente, é só olhar o Doria durante a eleição, não tem como chamar o Doria de extrema direita, mas durante a eleição e vestiu o cosplay.Já na esquerda esse fenomo não aconteceu, a esquerda radical do Brasil é o PCO esses são a esquerda radical, não tem como comparar o PT e o PSOL com o PCO.
Fabio Santos
Existe a entre aspas direita democrata que assim como PSDB sabe dos problemas mais se faz de isento, pois no geral precisa da grande massa dormente para continuar limpando sus privadas.Pra mim são piores que a esquerda em vários aspectos, se é que em casos como de FHC que panfletava com Lula né.O famoso dividir para conquistar.
PinPortal ✔️
E tudo que não é de esquerda agora é extrema direita kkkk
Porto Velho
O contrário também é válido.
Matheus Gonçalves
Qualquer coisa que não se alinha à "essa" direita é vista como esquerda radical. Impressionante.
uB.
Facebook argumenta que se vendesse WhatsApp ou Instagram não poderia ser responsabilizado por problemas de privacidade.Ué! Isto n é argumento, é o óbvio!
uB.
Facebook argumenta que se vendesse WhatsApp ou Instagram não poderia ser responsabilizado por problemas de privacidade.

Ué! Isto n é argumento, é o óbvio!