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Samsung Galaxy Z Flip: uma olhada de perto no dobrável

Galaxy Z Flip é um topo de linha que dobra ao meio para ficar mais compacto e é uma resposta ao Motorola Razr

Paulo Higa Por

Direto de San Francisco — Além do trio de Galaxy S20, a Samsung revelou seu segundo celular com tela dobrável. O Galaxy Z Flip é um smartphone de 6,7 polegadas que pode ser dobrado ao meio para ficar mais compacto, como o Razr. O formato é o mesmo do celular da Motorola e o preço também: ambos custam R$ 8.999 no mercado brasileiro.

Só que as semelhanças param por aí. O Galaxy Z Flip tem hardware mais potente, bateria maior e até uma nova tecnologia de tela: em vez do plástico que revestia o display de todos os dobráveis até agora, a Samsung criou uma tela flexível de… vidro. Eu fui conhecer o lançamento de perto e conto minhas impressões nos próximos minutos.

Samsung Galaxy Z Flip em vídeo

Uma resposta muito clara para o Motorola Razr

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

Por causa do formato parecido, do preço idêntico, da mesma época de lançamento e do fato de as duas empresas serem as líderes de mercado no Brasil, não tem como não comparar o Galaxy Z Flip com o Motorola Razr.

Os dois têm o tamanho de um smartphone comum quando desdobrados e de um celular que cabe no bolso quando dobrados, o que já atinge um grande público — as mulheres, que normalmente têm calças com bolsos minúsculos (isso quando o bolso é de verdade), podem estar entre as possíveis interessadas.

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

Mas a diferença fundamental entre eles é que, enquanto a Motorola partiu para o aspecto emocional e nostálgico, fazendo todo mundo que tinha um V3 desejar o novo Razr, a Samsung decidiu investir em um lado mais utilitário. E é interessante como os pequenos detalhes somados interferem muito no resultado final.

Para começar, a tela do Galaxy Z Flip é revestida com Ultra Thin Glass (UTG), ou vidro ultrafino. O vinco continua ali na região da dobradiça, mas o material mais rígido da tela passa uma sensação de robustez — eu não sinto que posso estragar o display com a ponta da minha unha, como nos outros dobráveis (inclusive o Galaxy Fold).

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

Além disso, o Galaxy Z Flip não fica só totalmente aberto ou só totalmente fechado: ele pode ser fixado em qualquer ângulo, como um notebook. Isso abre possibilidades: dá para capturar uma foto de longa exposição ou um time-lapse sem usar um tripé, ou ainda fazer uma chamada de vídeo com as mãos livres. E claro que você pode dividir os aplicativos nas duas metades da tela (mas, como o display não é tão grande, a utilidade é mais limitada que nas telonas do Galaxy Fold e do Huawei Mate X).

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

A Samsung também leva a melhor por não ter comprometido o hardware em favor do design. O processador é um poderoso Snapdragon 855 Plus, não um Snapdragon 710 intermediário. A bateria tem capacidade ok, de 3.300 mAh, não 2.510 mAh. E o Galaxy Z Flip ainda tem uma entrada para chip, diferente do Razr, que exige a ativação de um eSIM na sua operadora. De novo: eles têm exatamente o mesmo preço.

Agora sobre o Galaxy Z Flip

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

Mas, falando sobre o Galaxy Z Flip em si, fica claro que o produto é voltado para quem se interessa por design (e para quem quer se mostrar para os amigos também). Afinal, por US$ 1.380 no mercado americano, ele custa só vinte dólares a menos que o Galaxy S20 Ultra, que é bem superior em todos os quesitos, exceto pelo fato de não dobrar.

Como gato escaldado tem medo de água fria, a Samsung se preocupou com a dobradiça: existe um sistema de “fibras de nylon feitas por tecnologia de corte por microaltura para repelir sujeira e poeira” (em outras palavras, uma proteção maior para que a tela não dê pau como no primeiro Galaxy Fold). Segundo a Samsung, o mecanismo aguenta até 200 mil usos.

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

E, quando está fechado, o Galaxy Z Flip mostra informações em uma telinha de 1,1 polegada, como data, hora, status da bateria e notificações: se você tocar em um alerta, o aplicativo correspondente abre assim que você desdobrar o celular. Também é possível tirar selfies com a câmera traseira dupla mesmo com o aparelho fechado.

Aguardemos

Samsung Galaxy Z Flip - Hands-on

O Galaxy Z Flip será vendido no Brasil a partir de 11 de março para todos que estiverem dispostos a gastar R$ 8.999. Ele chega ainda nesta semana, em 14 de fevereiro, aqui nos Estados Unidos e na Coreia do Sul, quando descobriremos mais detalhes do aparelho, para o bem e para o mal — afinal, os dobráveis lançados até agora sempre impressionaram à primeira vista, mas mostravam seus defeitos assim que partiam para o mundo real.

Você compraria?

Samsung Galaxy Z Flip – ficha técnica:

  • Telas:
    • interna: Dynamic AMOLED de 6,7 polegadas, Full-HD+ (2636 x 1080), 425 ppi, 21,9:9, notch Infinity-O
    • externa: Super AMOLED de 1,1 polegadas (300 x 112), Gorilla Glass 6
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 855+
  • RAM: 8 GB
  • Armazenamento: 256 GB UFS 3.0, sem microSD
  • Câmera externa dupla:
    • principal: 12 megapixels, abertura f/1,8, ângulo de abertura 78°
    • ultrawide: 12 megapixels, abertura f/2,2, ângulo de abertura de 123°
    • flash, HDR10+, vídeo 4K a 60 fps, início rápido, OIS (estabilização óptica de imagem)
  • Câmera interna (frontal): 10 megapixels, f/2,4, ângulo de 80°, foco automático, HDR10+, vídeo 4K a 30 fps
  • Bateria: 3.300 mAh, carregamento rápido, carregamento wireless Qi, Wireless PowerShare
  • Sistema operacional: Android 10 com Samsung One UI 2
  • Conectividade: USB-C, Bluetooth 5.0, WiFi 802.11ac (2,4 + 5 GHz), NFC, localização (GPS, GLONASS, Beidou, Galileo)
  • Sensores: leitor de digitais na lateral, acelerômetro, barômetro, bússola, brilho automático, proximidade, giroscópio
  • Dimensões:
    • fechado: 87,4 x 73,6 x 15,4 mm (17,3 mm de espessura contando a protuberância da câmera)
    • aberto: 167,3 x 73,6 x 6,9 mm (7,2 mm de espessura contando a protuberância da câmera)
    • peso: 183 g
  • Cores: preto, violeta

Paulo Higa viajou para San Francisco a convite da Samsung.

Comentários da Comunidade

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Higo Ferreira (@higoff)

Eu não compraria. Tecnologia nova demais tende a dar muito problema. Mas a ideia é bastante interessante para um futuro próximo.

 • 令和 • Ward'z de Souza 🇯🇵🎌🦊🔥 - Risonho e Límpido (@Wardz_de_souzA)

Ele me lembra um Nokia quadradinho, que na época, tinha uma câmera incrivelmente boa.

Andre Badiani (@Andre_Badiani)

ainda penso que celular que dobra é igual tv 3d, e legal mas não cola, e a industria força pra gente ter e no fim é só um Smartphone que dobra e se quebrar a tela vc vai chorar, pq nesse caso chão é igual a pt.

Darllan Marinho (@Darllan_Marinho)

Não resta dúvidas que o Samsung Z Flip veio para matar o Razr, sem condições, um produto com melhor tela, com hardware de flagship e pelo mesmo preço do Razr. Quem for comprar o produto da Motorola será exclusivamente pelo design que remete ao nostálgico V3, de resto não faz nenhum sentido comprar o Razr ao invés do Z Flip.

Não tenho dúvidas que agora com o lançamento do aparelho da Samsung, a Motorola vai readequar seu preço para ficar mais justo em comparação ao concorrente, já que estamos falando de um hardware de intermediário contra um hardware topo de linha.

Ricardo (@ricardop)

A pergunta que não quer calar: a desvalorização vai ser igual aos da linha S? Que aí sim facilita pra gente comprar! Hahahaha.

Gustavo (@GustavoF)

Cara eu discordo, a tela dobrável com certeza e por motivos óbvios não é tão fácil de quebrar quanto uma tela comum de vidro. Ninguém reclamava de tela quebrando ao derrubar um celular quando as telas eram de plástico!
Pra mim é uma tecnologia que veio pra ficar, certamente daqui alguns anos a grande maioria dos aparelhos serão dobráveis e eu seria inclusive capaz de apostar isso, afinal nos últimos dez anos a única coisa que os celulares fizeram foi crescer e dobrar eles é uma ótima forma de tornar eles mais versáteis. Em outras palavras, em dez anos foi a primeira vez que a indústria de smartphones pensou em ergonomia!