Em novo acordo de compartilhamento, Vivo “emprestará” suas redes 2G e 3G à Nextel
Nesta segunda-feira, a Vivo (Telefônica Brasil) confirmou ter comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o fechamento de um contrato para compartilhar suas redes 2G e 3G com a Nextel. O acordo é visto como a “salvação” às operações desta última no Brasil.
Isso porque o forte da Nextel sempre foi o fornecimento de comunicação via rádio, mas a demanda por serviços de voz vem caindo no mundo todo à medida que aplicações de dados se tornam mais atraentes e acessíveis.
A operadora não ficou alheia a este “fenômeno” e, como vencedora do leilão da banda H em 2010, começou a oferecer serviços 3G, mas a sua rede de dados atual cobre, basicamente, pontos das capitais de São Paulo e Rio de Janeiro. Por conta disso, a Nextel encerrou 2013 com um base de apenas 250 mil assinantes de serviços de dados móveis, aproximadamente.
É óbvio que, com o acordo, a Nextel planeja ampliar a prestação de seus serviços no país. A iniciativa deverá não só atrair mais clientes, como também fidelizá-los mais facilmente, uma vez que o usuário não terá, a princípio, que recorrer a outros serviços de dados ao sair das capitais paulista e fluminense.
A Vivo, por sua vez, comemora o contrato sob o argumento de que o compartilhamento aumentará “a eficiência de uso e desenvolvimento da rede 3G” – em outras palavras, fará com que a sua infraestrutura atual gere mais receita. Este modelo de negócio já é explorado pela Telefônica em terras tupiniquins: a Vivo compartilha a sua rede com a Claro desde o ano passado.
O interessante é que o contrato recém-firmado não se limita ao Brasil. Segundo a NII Holdings, grupo que controla a Nextel, o acerto vale também para o México: a Movistar, braço da Telefônica no país, também compartilhará a sua rede.
É importante destacar que o acordo não considera redes 4G, pelo menos inicialmente. Além disso, as empresas já deixaram claro que a gestão de seus ativos de espectro e rede continua separada, ou seja, no que diz respeito à oferta de serviços, ambas continuam concorrentes.
Com informações: Convergência Digital