A NASA conseguiu receber dados da órbita lunar com velocidade de 622 Mb/s
Cerca de dois meses atrás, a NASA revelou que iria testar o LLCD (Lunar Laser Communications Demonstration), sua tecnologia para envio de dados à Lua, e assim o fez. A meta? Atingir uma velocidade na casa dos 600 Mb/s. O Resultado? A transmissão foi realizada com sucesso à taxa de 622 Mb/s, um recorde!
Para fazer o experimento, a NASA preparou a nave da missão LADEE para trabalhar com o LLCD. A sonda espacial foi lançada em 6 de setembro deste ano e levou cerca de 30 dias para chegar à órbita lunar, numa distância de aproximadamente 385 mil quilômetros da Terra. Neste caso, a comunicação foi feita a partir de um base instalada no Novo México, Estados Unidos.
Além de ter conseguido receber dados da missão a uma velocidade de 622 Mb/s, a NASA também comemorou o feito de ter enviado informações à nave com uma taxa de 20 Mb/s, sem erros. O ingrediente principal para resultados tão bons está explícito no nome da tecnologia: laser.
Segundo a NASA, sistemas de transmissão via feixes de laser utilizam comprimentos de onda bastante reduzidos. Assim, é possível utilizar antenas de porte pequeno e, ao mesmo tempo, ter menos suscetibilidade a interferências e interceptação do sinal, sem contar a menor exigência de energia em relação a sistemas de radiofrequência.
Com estas vantagens, a NASA pôde implementar frequências na casa dos terahertz na comunicação, criando vários canais simultâneos na transmissão. Esta técnica é a principal razão para a velocidade de 622 Mb/s ter sido atingida.
A intenção da NASA é, de fato, ter a sua disposição meios de comunicação espacial mais eficientes e que superam as limitações da radiofrequência. Desta forma, a entidade poderá obter imagens em alta resolução de equipamentos espaciais rapidamente, por exemplo.
Mas, como já vimos várias tecnologias iniciadas na NASA virarem parte do nosso dia a dia, dá para pensar (e torcer) no LLCD como a origem de um novo padrão de acesso à internet em solo terráqueo. Se isso acontecer, não será para já, é claro: até para uso da própria NASA, inúmeros testes e ajustes ainda precisam ser realizados.
Com informações: The Verge