Um dos maiores desejos do Ministro das Comunicações Paulo Bernardo está se realizando: o compartilhamento de redes. Nesta semana, TIM e Oi confirmaram que irão usufruir da mesma infraestrutura, e agora Claro e Vivo anunciaram que também irão dividir suas redes.

O contrato firmado entre Claro e Vivo durará um período de três anos. As operadoras dividirão suas atuais redes, de forma que cada uma se propõe a fazer os investimentos necessários para a manutenção e operação das redes. No entanto, não haverá compartilhamento de espectro: o acordo firma que as operadoras dividirão apenas o chamado backhaul, que a grosso modo seria a rede de transporte de dados (seja fibra óptica, satélite ou outro tipo de conexão).

Antena da Vivo em SP

Antena da Vivo em SP

Isso siginifica que, apesar do compartilhamento ser real, cada operadora será responsável pela manutenção de suas próprias antenas e estações rádio-base, de forma que haverá duas redes diferentes que só se encontram no link de escoamento. Cada operadora deverá comprar seus próprios equipamentos de seus respectivos fornecedores, que serão administrados por cada operadora. No final das contas, serão dois serviços completamente diferentes.

Esse fenômeno é deveras importante na corrida contra o tempo para instalar o 4G nas cidades-sede da Copa das Confederações. Essa novidade não beneficiará apenas as redes de quarta geração, tendo em vista que o acordo também contempla a expansão da tecnologia 3G. Além disso, o compartilhamento da infraestrutura será importantíssimo nas cidades que possuem antenas em situação irregular, uma vez que diversas antenas deverão ser desativadas.

Medidas como essa permitem que as coberturas das operadoras cresçam no país com maior facilidade. Que as operadoras criem novos acordos assim, já que quem se beneficia no final das contas é o consumidor.

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William Bannach
Se for caro e bom nem ligo ( mentira ligo sim), mas não é bom e é caro.
Yago G. Oliveira
Chamar a Claro "operadora boa" é um tanto estranho. Se você morasse aqui... Não é nem questão de sinal, pois aqui ela tem a maioria absoluta em número de ERB; talvez o problema seja os número do usuários na rede. Mas a qualidade é muito inferior até a Oi no começo de 2012 quando antes possuia apenas 3 ERB pra 150 mil hab. na cidade.
leonardoleozinho576
Além da Porto Seguro, que atua mais no setor corporativo, a Virgin Mobile vai entrar aqui no Brasil por meio de MVNO. Essa operadora tem mais de 10 milhões de clientes no mundo, a maioria jovem ,pois os serviços dela são voltados a este público
DevlonBR
É uma verdade que as ERBs são bem caras, mas o resto da infra também tem custos bem relevantes.
DevlonBR
Essa questão do seu "exemplo gritante" não é tão simples. São dois modelos possíveis, basicamente: a) Fidelização = Aparelhos baratos em contrapartida de uma permanência maior na operadora (Salvo pagamento de multa + comprar outro celular = barreira de saída); b) Mobilidade = Aparelhos mais caros em contrapartida da possibilidade de migração para onde está o melhor serviço na visão do consumidor (+ benefícios associados à portabilidade). Os dois modelos são incompatíveis e o Brasil fez uma clara opção pela possibilidade de os clientes migrarem conforme sua conveniência. Lembro que as pessoas se chateavam com celulares bloqueados e essa indignação foi, inclusive, capitalizada por uma das grandes operadoras ("quem ama, bloqueia"). Chegar agora arrotando e dizendo que o modelo é errado é bem complicado, não? Hoje os clientes podem se fidelizar por 12 meses a determinado plano e o desconto é dado lá, assim como faz a TIM, por exemplo.
DevlonBR
Calma lá. O que a Anatel faz é estabelecer um valor de referência para quando não tem acordo entre as operadoras, já que, por motivos óbvios, a interconexão é obrigatória. Elas podem muito bem estabelecer R$ 0,01 se quiserem.
DevlonBR
O que a Anatel precisava fazer quanto às MVNOs, já fez desde 2011. Não tem burocracia. A Porto Seguro, por exemplo, já é autorizada do MVNO desde novembro de 2011 e tem uns 10 mil acessos, a maior parte voltada para dados. Resta ao mercado querer atuar. O modelo, aparentemente, não colou, apesar de as credenciadas não pagarem sequer ICMS.
Lucas Berquó
Não, pois as antenas continuarão as mesmas. Só a rede de dados, que vem por baixo da terra, que seria compartilhada.
portela.thiago
Com os acordos firmados entre as operadoras e o valor que estas cobram pelo serviço, eu só consigo pensar em uma coisa: estamos a caminho do monopólio. Enquanto temos apenas 4 principais operadoras para telefonia móvel, que em pares se uniram para melhoria de seus serviços, os EUA têm 12, das quais pelo menos 7 se destacam. Essa união das operadoras pode ser benéfica para a melhoria da qualidade em geral, mas é perigosa para o consumidor, que pode gastar mais por isso, devido à falta de concorrência. Ou seja, ainda creio que as maiores beneficiadas serão as operadora$, que vão arrecadar muito mai$ com i$$o..
Leonardo R.
Foi isso que pensei também, mas acho que o compartilhamento será para rede de dados apenas :/
Random!
Isso não faz muito sentido. Compartilhar o link sem compartilhar a ERB é estupidez porque muitas vezes as ERBs nem estão próximas. No meu entender, é essencial que as operadoras compartilhem também as torres e ERBs, mantendo separados apenas o equipamento de RF (antenas, amplificadores, etc) e espectro. Afinal, a parte mais difícil e cara é justamente implementar e manter os sites das ERBs e colocar as torres neles.
@lessoliveira
Bom, acho que as duas maiores (Vivo e Claro) se juntaram de um lado enquanto as duas "piores" (Tim e Oi) se juntaram do outro lado. Acho que vai ser melhor pra quem é cliente Vivo e Claro, pra quem é cliente das outras não sei se vai mudar muita coisa hein...
Pedro Maich
Isso significa que meu Claro terá sinal em todo canto, já que a cobertura da Vivo é enorme?
Henrique Pinheiro
...não vejo como teria menor cobertura.
Leonardo R.
Ao menos uma das redes compartilhadas deve funcionar, se é que me entendem..
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