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5 fatos sobre gadgets em 2020: celulares mais caros, 5G, saúde, TV Box e mais

O mundo dos gadgets ficou marcado por celulares mais caros, pela ausência de acessórios na caixa, novas TV Boxes e mais

Darlan HelderPor
5 fatos sobre gadgets em 2020: celulares mais caros, 5G, saúde, TV Box e mais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5 fatos sobre gadgets em 2020: celulares mais caros, 5G, saúde, TV Box e mais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A taxa de atualização de 120 Hz era uma tendência para 2020, mas não vimos muita empolgação em torno da tecnologia. Por outro lado, suporte ao 5G e aprimoramento em câmeras dominaram em novos smartphones, que também tiveram os preços elevados devido à pandemia e ao dólar volátil. Por falar em coronavírus, ficamos mais tempo em casa acompanhados de TV Boxes e smart speakers — esses produtos ganharam muita atenção em 2020.

Definitivamente, tivemos um período agitado em dispositivos eletrônicos e o Tecnoblog relembra nesta retrospectiva os gadgets que marcaram o ano de 2020.

5 fatos sobre gadgets em 2020

1. Suporte ao 5G e fotografia computacional

De operadora oficializando a tecnologia no Brasil a questões ideológicas entre Estados Unidos, China (e até o Brasil): o destaque mesmo vai para o polêmico 5G que nem foi implementado por completo, porém muitas empresas correram para adotá-lo e já disponibilizar o suporte em seus produtos.

iPhone 12 é o primeiro com 5G. (Imagem: Reprodução/Apple)

iPhone 12 é o primeiro com 5G (Imagem: Reprodução/Apple)

Além dos novos iPhones 12 apresentados em outubro, chegaram suportando a tecnologia no Brasil: Samsung Galaxy Note 20, Note 20 Ultra, Galaxy Z Fold 2, Xiaomi Mi 10T, Mi 10T Pro, Motorola Edge e Edge+.

A Motorola surpreendeu ao adiantar a conectividade 5G para a sua família de intermediários: Moto G 5G Plus e Moto G 5G (anunciado no fim do ano).

Fora isso, os novos smartphones seguiram a receita do ano anterior e continuaram entregando mais tela, mais bateria e múltiplas lentes. Focaremos nesse último porque as câmeras continuam em ascensão. Em especial, a fotografia computacional foi o assunto da vez, tanto que o Tecnoblog abordou o tema em uma reportagem especial e também no Tecnocast 166 (Quem precisa de uma DSLR?).

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Melhor definição, redução de ruído, aprimoramento das cores e modo Noturno eficiente. O trabalho do hardware na produção de fotos ganhou mais atenção em novos telefones. Com isso, o sistema fotográfico vai além do reconhecimento da cena através de Inteligência Artificial (IA) e faz os ajustes necessários no pós-processamento, após o clique, para entregar imagens melhores.

Com os iPhones 12, a Apple conseguiu mostrar isso bem ao aprimorar o hardware para entregar imagens de mais qualidade sem realizar grandes alterações no conjunto óptico.

2. Celulares ficaram mais caros em 2020

A pandemia afetou em cheio muitos setores da economia e o de eletrônicos não ficou imune à crise. A forte volatilidade do dólar este ano também foi responsável pela elevação do preço final de smartphones e outros gadgets. Na LG, por exemplo, vimos os modelos de entrada K22 e K22+ por até R$ 1.099; a situação não foi diferente com o Galaxy A01 Core, aparelho mais básico da Samsung em 2020.

Samsung Galaxy A01 Core (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Samsung Galaxy A01 Core (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Em 2019, LG K40S e Galaxy A10, aparelhos básicos, chegaram com o mesmo preço (R$ 999), porém ambos têm ficha técnica mais interessante em relação ao K22 e ao A01 Core. No mesmo ano, a Samsung ainda apresentou o A20 que, embora tenha sido anunciado por R$ 1.299, trazia tela Super AMOLED e bateria de 4.000 mAh. Por sua vez, a Motorola ainda trouxe o Moto E6 Play, por R$ 699.

Entre os intermediários de 2020, o Galaxy A11 e o A21s desembarcaram por R$ 1.699 e R$ 1.999, respectivamente (não, você não leu errado!). A conterrânea LG, que não vem obtendo bons lucros na divisão mobile, veio com tudo e atualizou a linha K: K41S, K51S e K61 chegaram por até R$ 1.899; depois a empresa trouxe K52, K62 e K62+ — ainda mais caros.

Já a Motorola até começou bem com o Moto G8 e o G8 Power por menos de R$ 1.800. Ao longo do ano, a marca não esqueceu do Brasil e seguiu forte com outros aparelhos de entrada e intermediários, e, como mostramos no tópico anterior, ela voltou “a brilhar” no segmento de topos de linha com o Edge+ que custa… R$ 7.999 (e conseguiu nota 9 no review do Tecnoblog).

Motorola Edge+ (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Motorola Edge+ (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Também resgatamos para esta retrospectiva alguns retornos e lançamentos inesperados. Primeiro, a reestreia mais marcante: a finlandesa Nokia, por meio da HMD Global, retornou ao Brasil em parceria com a Multilaser e lançou o Nokia 2.3, produto que trouxe nostalgia, mas não animou muito e recebeu nota 7.3 em nosso review. A HMD Global oficializou, depois, o Nokia C2 e o 5.3, um aparelho de gama média com Snapdragon 665 e “Android puro”.

Nokia 2.3 - Review

Nokia 2.3 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Cobrimos ainda a estreia da Philco no segmento de celular; a empresa, famosa por suas TVs, cafeteiras e geladeiras, iniciou com o Hit PCS01 em maio, depois vieram Hit Plus e Hit Max, e, antes de encerrar o ano, o Hit P10 chegou às lojas por R$ 1.599.

No entanto, quem surpreendeu mesmo foi a Tectoy, famosa empresa de jogos e consoles, que, de repente, lançou o Tectoy On, um smartphone de R$ 1.999 com tela 6,22 polegadas, câmera tripla, Android 10 e fone Bluetooth na caixa. Embora carregue o nome Tectoy, o aparelho pertence à TCL; ambas as companhias são parceiras.

Tectoy On (Imagem: Divulgação/Tectoy)

Tectoy On (Imagem: Divulgação/Tectoy)

3. Apple na berlinda?

Como falar de celular e não citar a polêmica do ano? Vários rumores apontavam que a Apple estava prestes a remover o adaptador de tomada e o fone de ouvido da caixa. De fato, aconteceu e a decisão da empresa gerou uma enorme discussão e reclamações nas redes sociais, com outras marcas até jogando indireta.

Além dos novos iPhones, a Apple resolveu tirar os acessórios da caixa dos modelos anteriores (iPhone 11, iPhone XR e iPhone SE). A marca defende que ao remover os itens eles conseguem reduzir a emissão de carbono e, com as embalagens menores, é possível que “70% mais caixas sejam enviadas em um palete”. Tudo isso num esforço para atingir a meta de ser uma empresa 100% neutra em carbono até o ano de 2030.

iPhone 12 Pro e carregador homologado pela Anatel (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro e carregador homologado pela Anatel (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Eles ainda justificam que boa parte de seus clientes já tem esses acessórios em casa, o que até faz sentido. Mas existe um ponto de reflexão aqui: eles resolveram adotar o cabo USB-C com Lightning para toda a linha, porém, antes da mudança, a Apple enviava adaptadores de tomada com porta USB-A e não USB-C nos modelos não-Pro.

Com tudo isso, empresas como Samsung e Xiaomi tiraram sarro e publicaram indiretas. Mas parece que o jogo está para virar, isso porque o Tecnoblog revelou com exclusividade que a gigante sul-coreana vai vender o Galaxy S21 sem carregador e fone na caixa.

4. O ano dos smart speakers e das TV Boxes

HomePod Mini e iPhone 12 - Aproximação (Imagem: Divulgação/Apple)

HomePod Mini e iPhone 12 – Aproximação (Imagem: Divulgação/Apple)

Em 2020, acompanhamos as atualizações de smart speakers. O Google oficializou o novo Nest Audio; a Apple nos apresentou o HomePod Mini; enquanto a Amazon “transformou” o Echo, o Echo Dot (4ª geração) e o Echo Show 10 com tela que se move sozinha. Antes, em junho, a empresa já havia lançado por aqui o Echo Studio com 330 watts de potência.

Mas tivemos mesmo um movimento forte no setor de TV Boxes aqui no Brasil este ano. No início de 2020, a Roku desembarcou oficialmente em nosso país, porém em smart TVs da AOC, sem streaming sticks. A companhia norte-americana ainda chegou a anunciar uma parceria com o Globoplay, para trazer embarcado no sistema o app de streaming da TV Globo.

Mais tarde, em setembro de 2020, o streaming box mais básico, Roku Express, foi lançado no Brasil. No entanto, não foi só a Roku que chamou a atenção dos consumidores brasileiros: a DL Eletrônicos anunciou em julho a Mi TV Stick, que roda Android TV 9.0 e ainda tem controle remoto com botão dedicado do Google Assistente, Netflix e Prime Video.

Roku Express (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Roku Express (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Mais tarde, esses dois produtos ganharam um concorrente. Em setembro foi a vez da Amazon anunciar o Fire TV Stick Lite, também muito parecido com a Mi TV Stick, mas entregando controle com botão Alexa e mais performance em relação ao Basic de 2017.

Após vários rumores, o Google enfim apresentou o novo Chromecast — muito diferente da versão anterior. O gadget finalmente ganhou controle remoto e seguiu a tendência ao entregar botões dedicados para YouTube e Netflix. Outra novidade é o Google TV (interface modificada do Android TV) que roda no Chromecast atualizado. O dongle da gigante das buscas ainda não é vendido no Brasil.

Chromecast com Google TV (Imagem: Reprodução/Google)

Chromecast com Google TV (Imagem: Reprodução/Google)

Vale analisar que todos esses lançamentos chegaram em um momento em que as pessoas estavam mais trancadas em casa devido à pandemia. Em julho, o Kantar Ibope Media publicou um levantamento do Target Group Index Flash Pandemic, que analisou as alterações de comportamento dos brasileiros durante a crise.

O estudo apontou uma elevação no consumo de mídia: 56% dos entrevistados afirmaram ter assistido vídeos sob demanda pagos nesse período. A pesquisa vai ao encontro de outro levantamento, da Conviva, que mostra que a visualização de streaming cresceu 20% globalmente na pandemia.

5. Wearables e saúde

Em um ano marcado pela saúde, os wearables, em especial os relógios inteligentes, se destacaram. E, na contramão da crise, os smartwatches ganharam fôlego no primeiro trimestre e registraram crescimento em vendas de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A liderança continua nas mãos da Apple que vendeu 7,6 milhões de unidades nesse período, contra 6,2 milhões no 1º tri de 2019. Depois da Maçã, aparecem na lista Samsung e Garmin, mostra o levantamento da Strategy Analytics. Os modelos mais vendidos no mundo durante o primeiro semestre de 2020 são: Apple Watch Series 5, Apple Watch Series 4, Huawei Watch GT2, Galaxy Watch Active 2 e Imoo Z3 4G, respectivamente.

Apple Watch Series 6 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Apple Watch Series 6 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A popularidade ganhou ainda mais força com a função de SpO2, responsável pela medição da saturação de oxigênio no sangue. Geralmente, a saturação é medida por oxímetro, encontrado em farmácias, porém muitos smartwatches integraram esse equipamento e podem ajudar a “detectar o novo coronavírus”, como explicamos em um especial sobre relógios inteligentes salvando vidas.

Samsung Galaxy Watch 3 - Review

Samsung Galaxy Watch 3 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Por falar nisso, tivemos alguns lançamentos interessantes no segmento este ano. Entre as smartbands, foram oficializados: Mi Smart Band 5, Smart Band 4C e Galaxy Fit 2. Entre os smartwatches, a Apple anunciou o Apple Watch Series 6 com mais desempenho e novas cores; e, de olho naquele consumidor menos exigente, a empresa também revelou uma opção mais simples, o Apple Watch SE. Na concorrência, a Samsung anunciou o Galaxy Watch 3 com coroa giratória, tela AMOLED e vários recursos de saúde.

O que esperar de gadgets em 2021?

Para o próximo ano, podemos esperar mais polêmica em torno da remoção de fone e carregador da caixa (veremos o que a Samsung vai fazer com a linha S21). Talvez até o cabo deixará de ser enviado na embalagem dos iPhones 13 que, enfim, devem chegar com tela de 120 Hz.

A “popularização” do suporte ao 5G continuará firme. A Philco já adiantou, durante o lançamento do Hit P10, muitas novidades em smartphones para 2021. E a chinesa Realme está desembarcando no Brasil e começa a vender os celulares Realme 7 e 7 Pro em janeiro, bem como os fones Buds Q. Aguardemos!

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