Com algum atraso em relação a seus concorrentes, a japonesa Sony anunciou o lançamento de um controle sensível ao movimento para seu console PlayStation 3. Atendendo pelo nome de PlayStation Move, a novidade deverá chegar às prateleiras até o final do ano e deverá a ser a resposta da companhia ao Nintendo Wii e ao tão falado Projeto Natal que a Microsoft se prepara para disponibilizar ao Xbox 360.

Como já se tornou tradição em algum produtos Sony de uns tempos para cá, o novo aparelho não tem a simplicidade como de uma de suas características mais marcantes. Longe se ser apenas mais um controle, a “Plataforma Move” reúne as principais características de seus rivais e é composta por joystick equipado diversos sensores de movimento (incluindo uma bússola eletrônica), um sub-controlador e pela Playstation Eye Camera, responsável por captar, “com absoluta precisão”, o posição e ângulo do player em um espaço 3D e assim garantir “que as pessoas tenham a sensação de estar dentro do jogo”.

A Sony garante que tamanha sofisticação torna o conjunto capaz de registrar de maneira precisa qualquer tipo de movimento, “seja o golpe de uma raquete de tenis ou de pincel desenhando numa tela”. Além disso, o sistema também é capaz de reconhecer vozes, faces e conta com os clássicos botões analógicos que já existem hoje em dia em seu console.

Como era de de esperar, ainda não existem imagens do Move Motion nem foi dada qualquer previsão de preço. [Sony]

Ao lançar o Kindle, a Amazon incluiu no gadget um navegador web. Poucos usuários do aparelho sabem disso, já que ele está escondido na sessão ‘Experimental’ do menu. Quem o descobriu sabe que a experiência de navegação é idêntica à dos celulares em 1998 no Brasil: vários links, páginas enormes e raras imagens. Mas isso poderá mudar nas próximas versões do Kindle.

Segundo um anúncio de vaga de emprego, a Lab126 (empresa subsidiária da Amazon responsável por desenvolver o Kindle) está procurando por um engenheiro de desenvolvimento de software, especificamente para ajudar a criar um ‘navegador web inovador’. Dentre as qualificações necessárias estão ter diploma da área de ciência da computação ou similar, conhecimento dos padrões web atuais e ter 3 anos de experiência na web.

O novo navegador pode tanto ser liberado nas próximas atualizações do Kindle ou pode estar presente apenas nas novas gerações do leitor de e-books da Amazon. Eu aposto na segunda opção, já que os Kindles vendidos até agora não tem uma tela específica para navegação web e também estão atados à um plano de dados que só permite download de livros. Isso pode ser facilmente resolvido com a adição de WiFi e uma tela de LED na terceira geração do gadget. Get on it, Amazon. [CNET]

Uma pesquisa conduzida pela ChangeWave Research indica uma grande demanda pré-lançamento para o iPad e que ele será um forte competitor no mercado de e-readers. O levantamento foi realizado entre os dias 1 e 10 de fevereiro e consultou 3.171 clientes.

O primeiro dado que surpreende é que o iPad apresenta uma demanda pré-lançamento maior do que a do iPhone original. Na época (abril de 2007) 3% dos entrevistados disseram que “muito provavelmente” comprariam o iPhone, e 6% disseram que as chances de comprar um era boa. No caso do iPad, esses números sobem para 4% e 9% dos entrevistas, respectivamente.

Outro dado significativo é o potencial de conquistar o mercado de e-readers que o iPad demonstra. Entre aqueles que já possuem e-readers — 68% deles tem o Kindle, da Amazon, seguido de longe por 10% do Sony Reader — quando perguntados se teriam comprado o mesmo e-reader que possuem se o iPad estivesse disponível na época da compra, menos da metade (45%) disse que teria comprado seu e-reader atual. Dos restantes, 27% teriam comprado o iPad e 30% ficariam na dúvida (o que, somando-se, estranhamente totaliza 102% dos entrevistados).

Fechando as estatísticas sobre o mercado de e-readers, dentre os pesquisados que disseram pretender comprar um e-book reader nos 90 dias subseqüentes ao lançamento do iPad, 40% pretendem comprar um iPad, 28% pretende comprar um Kindle, 6% pretendem comprar um Nook e apenas 1% pretende comprar um Sony Reader. Também é interessante notar que, dentre os que pretendem comprar o iPad algum dia, 36% diz que o fará dentro destes primeiros 3 meses, e até seis meses após o lançamento estima-se que 59% dos que pretendem comprar o novo gadget da Apple já o terão comprado.

Para uma mais clara visualização de todas essas porcentagens calculadas pela pesquisa você pode ver os gráficos expressando todas essas estatísticas comentadas (e mais algumas extras também) na galeria abaixo.

iLuv iMM178 e seu “bed shaker”

As lojas estão cheias de modelos de “rádio-relógios” (ainda se usa esse termo?) compatíveis com iPods e iPhones, mas essa dock da iLuv traz algo de novo a esse mercado: ela não apenas tenta te acordar com um alarme sonoro — da mesma forma que qualquer uma de suas concorrentes faz — como também faz tremer sua cama ou seus travesseiro para garantir que você irá, de fato, levantar da cama ao invés de apertar o botão de “soneca”, virar para o outro lado e fingir que nada aconteceu.

Esse feito é conseguido através de um pequeno dispositivo batizado de shaker (“chacoalhador”, por assim dizer) que deve ser colocado na cama para vibrar e acordar aqueles com sono mais pesado. O shaker também possui pequenos alto-falantes que podem também serem usados para ouvir sua música com maior discrição, colocando-o debaixo do travesseio, para só você o ouvir.

Esta maravilha tecnológica com potencial para acabar com seus atrasos no trabalho/estudo (ou não) atende pelo nada humano nome de iMM178 e tem preço sugerido de US$ 99,99 (coincidentemente, cerca de R$ 178).

Android! F**k yeah!

Não que o Google tenha alguma coisa contra as moças, mas um levantamento feito no último mês de novembro pela empresa AdMod mostra que 73% dos usuários de telefones com o sistema operacional Andoid são homens machos do sexo masculino (sic), índice bem maior que o registrado por seus concorrentes. O iPhone e o Palm Pre, por um exemplo, têm uma distribuição mais igualitária entre os sexos de seus proprietários, registrando, respectivamente, 57% e 58% jogando no time dos meninos.

Um dos motivos que podem justificar parte dessa diferença é que por hora o Android vem atraindo um público entusiasta por tecnologia, território que desde a era dos neandertais tem maior atração entre o público masculino.

Outros dados mostram que os gadgets da Apple são responsáveis por 50% de todo uso de internet móvel no mundo e que 65% dos usuários do iPod Touch têm menos de 17 anos, enquanto o iPhone atrai um público com idade maior a 25 anos.

Na semana passada, a Microsoft de Steve Ballmer anunciou o lançamento do Windows Phone para o final do ano. Confesso: minha relação com o Windows portátil, até então, sempre foi inconstante, com altos e baixos (mais baixos, na verdade). Quem sabe esse Windows Phone não me dá uma nova esperança.

Tela inicial do Windows Phone 7 Series. (Reprodução)

Nunca tive um telefone com Windows Mobile ou afins – já testei alguns, entretanto. Tive o iPaq 4700, um dos primeiros PDAs da HP vir com Wi-Fi integrado: em 2005, a ideia de navegar na internet era ótima na teoria, já que, na prática, não funcionava direito (até fiz um upgrade de sistema operacional, para a versão 5 do WinMo, mas não adiantou muito – uma trava minúscula da bateria quebrou e o iPaq ficou sem uso. Achei uma bateria extra, mas aí o aparelho já estava desatualizado demais).

O problema é que a Microsoft errou demais em pensar que o Windows Mobile era uma extensão do Windows para uma tela pequena. Botão Iniciar? Itens pequenos no menu? Quando a HTC resolveu colocar seu bonde na rua, sua melhor ideia foi colocar uma nova interface mais fácil de usar sobre o OS (e o TyTN II foi um excelente exemplo disso). Já aconteceu de eu testar celulares com WinMo (pré 6.5) e nem publicar nada de tão ruinzinhos que eram, coitados. Aí, no ano passado, buum, barulho em cima do Windows Mobile 6.5: muito por nada, na verdade – e nem preciso me justificar por isso (os reviews falam por eles mesmos).

Agora, então, Windows Phone 7.0. Código reescrito do zero, interface inspirada no media player Zune HD (e isso é um elogio) e um caminhão de integrações com outros serviços da Microsoft – Xbox Live, Zune Marketplace etc etc etc. – e a companhia finalmente mostra a que veio no mundo dos celulares. Não me surpreenderia se viesse de Redmond um  aparelho-estilo-”Nexus One“, com marca Microsoft (ei, eles são bons de hardware, vide os teclados e mouses excelentes). Mas aí alguém iria falar que estão copiando o Google e, diz a lenda, o povo não gosta muito disso lá dentro.

O grande defeito do Windows Phone 7, ao meu ver, é a síndrome da inovação que demora a chegar. Um novo sistema operacional anunciado em fevereiro e previsto para chegar às lojas somente no Natal (lá fora, lá fora) causa um pequeno probleminha no sistema operacional atual. Nessas horas, a Apple dá a lição de moral: anunciou, entrega logo (tirando o iPad, claro).

Se o próximo Windows Phone vai ser cool e bacana, por que diabos vou comprar um celular “velho” com sistema da Microsoft agora? Desavisados e caçadores de ofertas podem até aproveitar o momento. Concorrentes com mais atualizações também – quantas novas versões de Android veremos até dezembro? Sem contar um novo iPhone, aparelhos com o novo MeeGo, Symbianˆ3… É, Microsoft, muita água vai rolar até lá. Aguardemos!

Alex

Uma companhia chamada BCC – ou Broadband Computer Company, muito prazer – anunciou o Alex, um notebook feito especialmente para pessoas que não têm qualquer intimidade com computadores.

Seu grande diferencial em relação a todos os outros computadores do mundo é seu sistema operacional, uma distribuição linux “que nunca pedirá para ser atualizada”, de acordo com seus criadores. O Alex chega de fábrica com um navegador, cliente de e-mails, agenda de contatos, media player, editor de imagens e visualizador de fotos, além de uma suíte de escritórios com processador de textos e planilhas “compatível” com os formatos da Microsoft (e quem não é, afinal?). Além disso, a máquina só pode ser ligada com uma “chave de ignição USB”, que uma vez conectada leva o usuário à sua conta, sem pedir senhas, por exemplo.

Baseado num notebook da marca Clevo, o Alex tem tela de 15´4 polegadas, processador Intel Celeron, 1 GB de RAM, 120 GB de HD, webcam de 1.3 megapixel, leitor de DVD e bateria de 6 células, e configuração tão modesta pode fazer que os US$ 400 (R$ 720) pedidos por ele lá fora possam ser classificados como salgados.

Se isso não bastasse, o proprietário do Alex ainda terá que desembolsar US$ 10 (R$ 18) mensais para usar seu computador, ou US$ 25 (R$ 45) caso ele escolha um plano de conexão banda larga própria.

Para qualquer pessoa iniciada, tudo isso pode parecer bobagem. Mas será que são seria uma boa para algumas pais, mães, tios e tias que existem por aí?

Smartphones são o objeto de desejo de muita gente, certo? A escolha entre iPhone, Android e, por que não, Symbian depende muitas vezes do perfil de uso do comprador. Mas e quem não quer um smartphone, mas algo com recursos a mais (esqueçam o preço aqui, por favor)? A resposta está nos featurephones – não são “smart” por completo, mas realizam tarefas parecidas, e até vêm com alguns recursos bastante específicos. Dou três exemplos bacanas disso a seguir.

Sony Ericsson W995

O W995 é um celular high-end da Sony Ericsson (antes que reclamem, o “S” descolou da parte frontal, tá?) que dá para pendurar na parede (sério!) e, bem, tem o melhor descanso de tela de todos os tempos (como mostra a imagem que abre este post). Falando sério agora, é um bom aparelho para ouvir música com incríveis fones de ouvido com redução de ruído – fato quase inédito nos celulares e smartphones atuais. Seu design parece uma versão maior do W705 e, por consequência, um irmão mais arrojado do Nokia N95. Controles de música de um lado, junto ao botão disparador da câmera fotográfica; do outro, slot para cartão M2 de 8 GB, atalho para Walkman e conector Fast Port. No topo, um suporte móvel (por isso a brincadeira de pendurar na parede) e o conector de fones 3,5 mm, além dos alto-falantes estéreo.

Samsung Jet

O Jet foi alardeado como um dos celulares mais rápidos do mundo – com um processador de 800 Mhz, tem funções de smartphone, sem necessariamente ser um, graças ao sistema operacional proprietário da Samsung. Veja as configurações:  Tela AMOLED de 3,1″ touchscreen, 3G, Wi-Fi, 2 GB de memória interna e cartão de 8 GB (fala que não dá pra rodar um Android aí, vai?). E seu browser é bastante decente para um aparelhinho intermediário. Motivo matador para comprar: roda DivX nativo, e tudo indica que com o passar do tempo ele vai ficar mais e mais barato.

LG New Chocolate BL40

O New Chocolate tem jeito e cara de celular chique, com foco em design e pouco em funcionalidade. Errado! O design compridão do New Chocolate é favorecido pela enorme tela de 4″ sensível ao toque, e o bicho tem 3G, Wi-Fi, GPS e um cliente de e-mail que deixa muito smartphone com vergonha (na verdade, divide a tela em duas partes, uma para a lista de mensagens, outra para o texto do e-mail, como se fosse o Outlook). E, como o Jet, roda DivX na maior tela do mercado hoje.

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Sei que nem sempre um featurephone bate um smart em preço e oferta das operadoras, mas vale descobrir algo novo – e nem sempre comentado nos sites e blogs especializados – sobre o tema, certo?

Magrinho

A BenQ, empresa taiwanesa que é relativamente famosa em todo o mundo mas uma ilustre desconhecida para a maior parte dos consumidores brasileiros anunciou (lá fora, claro) os novos monitores de sua série V, que têm como maior destaque seu perfil esguio, que varia entre 14mm e 15mm, metade do que normalmente se encontra por aí.

Como de hábito, tamanha dieta se explica com o uso de tecnologia de backlight Led nos modelos, que têm versões que variam entre 18´5 e 24 polegadas. Diante dos olhos, que é o que importa, a fabricante informa que os modelos têm taxas de contraste de até 10.000.000:1, o que é meio sem sentido quando se lembra que os olhos humanos não diferenciam muita coisa acima de 100.000:1. Para os verdes, a empresa também afirma que os modelos com a tecnologia Led consomem menos energia elétrica e portanto são mais amigos dos animaizinhos do que os outros monitores.

As resoluções de telas dos novos modelos ainda não foram divulgadas, assim como seus preços. Eles devem desembarcar no mercado externo até o meio do ano.

Mal chegou ao mercado e o smartphone Nexus One já recebeu sua primeira grande atualização. Na última terça-feira o Google liberou uma nova versão de seu sistema operacional, que entre outras melhorias transformam sua tela em multitouch.

A novidade permite que o aparelho reconheça movimentos feitos com mais de um dedo, facilitando na hora de navegar em páginas web ou de utilizar suas galerias e serviço de mapas. Anteriormente o recurso multitouch havia sido ativado no Nexus One por um hacker.

Outras atualizações dizem respeito a aprimoramentos em seu serviço de mapas e uma correção em seu sistema de conectividade 3G, que causou algumas dores de cabeça em alguns usuários por conta de sua instabilidade.

O Nexus One deverá chegar ao Brasil no segundo semestre. [Nexus One]