Alguns acreditam que o iTablet será basicamente um ”iPhonão” — bem, quase isso… (Imagem: Business Insider)

Rumores sobre a Apple é o que não falta internet afora — principalmente quando o assunto é o esperadíssimo suposto iTablet — mas quando uma publicação do porte do Financial Times se dá ao trabalho de iniciar um rumor, o tal “rumor” recebe certo crédito…

O que o Financial Times descobriu foi que “a Apple tem algo grande em suas mangas para o próximo mês.” De acordo com o jornal, a Apple alugou um palco no Yerba Buena Center em San Francisco por diversos dias no fim de janeiro, “de acordo com pessoas familiares com os planos”. O que se espera, mais especificamente, é que a empresa utilize o auditório para fazer um grande anúncio de produto no dia 26 de janeiro, uma terça-feira.

E já que se diz que a Apple vai lançar um produto importante em janeiro, por que não dizer que se trata do lendário iTablet, não é? Ainda mais quando o analista da Piper Jaffray, Gene Munster, diz que “há uma probabilidade de 75% de que a Apple terá o evento em janeiro, e uma chance de 50% de que o objetivo dele será lançar o iTablet”.

E não pára por aí. Uma fonte do Business Insider afirma que a Apple tem solicitado a alguns desenvolvedores que preparasse apps para uma demonstração em janeiro. Segundo a fonte, a Apple teria dito a alguns desenvolvedores escolhidos que deveriam fazer esses apps rodando adequadamente em tela cheia, ao invés dos 320×480 atuais do iPhone/iPod Touch.

Ainda segundo a mesma fonte, o aparelho não estaria à venda logo depois do anúncio, apenas a partir de março, o que daria aos desenvolvedores tempo para se adaptarem para as telas maiores.

Como é de praxe, a Apple não se pronunciou a respeito. Só nos resta esperar se é verdade ou se o produto será testado apenas pelo Pé Grande e mais ninguém.

Assim como o iPhone possui diversas formas de sofrer jailbreak – para instalação de aplicativos não autorizados pela Apple -, agora é a vez do Kindle ser hackeado. Um hacker que se autodenomina “I Love Cabbages” anunciou que havia descoberto uma forma de exportar o conteúdo armazenado no Kindle para outros dispositivos.

O leitor de e-books da Amazon, maior empresa de e-commerce do mundo, salva todo o conteúdo do dispositivo em um arquivo de extensão .azw. O detalhe é que esse arquivo passa pelo processo de proteção, de modo que os livros e demais conteúdos ali presentes não possam ser redistribuídos. A título de exemplificação, muitas canções vendidas pela iTunes da Apple também passam pelo mesmo processo.

A quebra do DRM do Kindle permitirá que um usuário possa pegar os livros virtuais que comprou por meio da Amazon e os exporte para outro formato que seja de seu interesse. Para tanto será preciso usar o aplicativo Unswindle, desenvolvido por I Love Cabbages, em conjunto com MobiBeDRM, outro programa muito utilizado por hackers.

A Amazon ainda não comentou o assunto. [PC World]

A Net apresentou na terça-feira (22) seu plano em conformidade com o programa de Banda Larga Popular. Pelo valor de R$ 29,80 por mês, o assinante terá acesso à internet com velocidade de 200 kbps. O período de contratação deverá ser de 12 meses, com taxa de instalação e modem gratuitos. A empresa estima um número de clientes potenciais para seu novo serviço de internet rápida popular entre 1,5 milhão a 1,8 milhão de assinantes.

Assim a Net se tornou a primeira empresa a, de fato, implementar um plano dentro da proposta do programa. A Telefônica foi a primeira a anunciar que apresentaria um plano nas condições determinadas pelo governo paulista. Mas, ao vincular o plano de banda larga a uma taxa de assinatura da linha telefônica, perdeu o benefício e teve que recuar para re-elaborar o seu plano.

“[A Net] é a primeira a aderir, de fato, ao Programa Banda Larga Popular. A Telefônica entendeu que poderia oferecer serviços apenas para seus clientes. Esse não é o entendimento da Net. Não pode fazer vinculação dessa natureza. A Telefônica precisa ter o produto disponível para clientes e não clientes”, diz Mauro Ricardo Machado Costa, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo.

A Telefônica, em nota à imprensa informou, que ”prossegue trabalhando para viabilizar, no menor prazo possível, o lançamento do produto com as características estabelecidas pelo decreto.” Além disso, afirma que “entre as alternativas em estudo pela Telefônica para atender aos usuários que não são clientes da empresa está a oferta de banda larga por meio das tecnologias WiFi e WiMesh, que fazem a conexão sem fio à Internet.” [Reuters]

A organização do Campus Party 2010 liberou a programação do evento que acontecerá entre os dias 25 e 31 de janeiro de 2010. Entre os palestrantes está Kevin Mitnick, hacker que ficou famoso no final do século passado por suas invasões a sistemas de empresas e do governo dos EUA.

Mitnick foi preso e depois de liberado chegou a ficar proibido de usar qualquer dispositivo tecnológico de comunicação. Depois de batalhas na justiça conseguiu autorização a voltar a usar a internet e fundou uma empresa que presta consultorias na área de segurança da informação.

A palestra dele chama-se “A arte de enganar” e deve falar  sobre a inutilidade de tecnologias de proteção quando o atacante (hacker) realmente quer invadir. Vale o ingresso! Confira aqui a programação completa do evento. [O Globo Online]

Como foi noticiado no Tecnoblog, a Microsoft foi impedida de vender o aplicativo Word com suporte a elementos XML customizados devido a infração de uma patente. Mas a Microsoft já conseguiu contornar o problema ao oferecer uma ferramenta que exclui essa funcionalidade do Word. Ou seja, o Word continuará a ser vendido.

Na verdade a gigante de Redmond já havia liberado essa ferramenta em outubro para as OEMs (empresas que vendem o PC com Windows e/ou  Office incluído). Bastou portanto avisá-las de que a partir do dia 11 de janeiro de 2010 essa correção seja aplicada obrigatoriamente nos EUA.

Os arquivos todos continuarão a funcionar e serão abertos. Mas todos os elementos XML customizados não serão mais carregados. Na pŕática isso não fará muita diferença para a grande maioria dos usuários já que o uso do XML é restrito àqueles que usam o Word em conjunto com servidores para processar os documentos. [The Register]

Seguindo a ancestral tradição de se fazer listas aos finais de ano, o Facebook apresentou um top 15 dos termos mais corriqueiros postados por seus usuários norte-americanos em suas atualizações de status durante 2009. Inclusive criaram um termo específico para isso, “memologia”, que “se refere ao estudo de como os ‘memes’, novas idéias e tendências se espalham pela rede social”.

Confira:

Sabiamente eles separaram o ranking por categorias, fazendo que Família dê conta de mãe, pai, filhas e crianças, enquanto Filmes tenha Transformers, Star Trek e Harry Potter, por exemplo.

Entre as buscas isoladas, algumas surpresas. Enquanto Michael Jackson foi a busca mais feita no Google neste ano, o termo mais corriqueiro nas atualizações do Facebook foi – pasme – Farmville, jogo online que transforma o usuário da rede social num fazendeiro virtual.

Lançado no último mês de junho, o aplicativo atualmente conta com aproximadamente 72 milhões de usuários – mais que todo o Twitter – e inclusive “inspirou” uma versão nacional desenvolvida para o Orkut chamada de Colheita Feliz.

No fundo, continua sendo um PS3.

Se a crise chegar, derreta seu videogame e seja feliz

A empresa Stuart Hughes, que apareceu aqui há uns dias por conta de um Wii feito com 2,5 quilos e ouro e diamantes acabou de apresentar mais uma novidade em seu lucrativo ramo dos consoles: o Playstation 3 Supreme.

Construído com 1,6 quilos de ouro e diamantes – oh, que original – o modelo é uma série especial limitada a três unidades e sai mais em conta que seu colega da Nintendo: “apenas” 200 mil libras esterlinas, ou R$ 570 mil.

Nada mal para o que no fundo é apenas um PS3 como outro qualquer, só que coberto com um bom fundo de previdência. Ideal para ricaços com muito dinheiro e nenhum resquício de senso de ridículo.

Nos próximos dias a empresa deve lançar um Xbox 360 feito a partir da mesma idéia, que é “vamos tirar a grana desse pessoal”.

Nos Estados Unidos, os excessos de um garoto de 14 anos que jogava video game de madrugada viraram caso de polícia. A mãe do adolescente decidiu dar um basta quando o pegou jogando Grand Theft Auto às 2h30 da madrugada.

Depois de tirar o video game da tomada e discutir com o filho, a mãe, Angela Mejia, decidiu chamar a polícia para resolver a situação. Os policiais então foram à casa da família Mejia e persuadiram o garoto a ir para a cama.

“Eu chamei a polícia porque se você não respeita sua mãe, o que você vai fazer da vida?”, disse Mejia.

O que o filho dela fez quando acordou na manhã seguinte não foi divulgado. Mas quem quer apostar que ele foi jogar video game? [Boston Herald]

Um consumidor dos EUA gravou um vídeo e publicou no YouTube relatando um possível problema na webcam de uma máquina HP que comprou. O vídeo mostra duas pessoas, o Desi, que é negro, e sua colega de trabalho Wanda, que é branca. O software de reconhecimento facial encontra Wanda mas não Desi. O vídeo (abaixo) já foi visto mais de 350 mil vezes.

A HP respondeu prontamente ao vídeo informando que está investigando o caso e também informa sobre o algoritimo que usa para o reconhecimento facial. Segundo a HP é provável que as condições de iluminação não estivessem ideais.

A PC World americana fez uma análise do caso e diz que a HP respondeu corretamente e que trata-se de mais um exemplo em como lidar com seus consumidores sem se desesperar com assuntos possivelmente delicados. O vídeo é até engraçado, o Desi e a Wanda se mostram descontraídos e rindo em certos momentos.

A HP também diz no post sobre o assunto que a empresa sempre procura atender a seus clientes com alta qualidade e informa que são clientes de todas as etnias que vivem e trabalham por todo o mundo.

Senta que lá vem história: primeiro a Justiça americana determinou que a Microsoft deveria parar de vender o Word. Depois a empresa recorreu à decisão e recuperou o direito de vender o software enquanto o processo tramitava. Agora saiu o veredicto da apelação: a Microsoft está, novamente, proibida de vender o software Word, parte importantíssima de seu pacote Office, porque, segundo o entendimento da Justiça, ele infringe as patentes da empresa canadense i4i.

Como resultado do processo, a Microsoft foi condenada a pagar uma multa de US$ 290 milhões e – o que é muito mais grave para ela – cessar as vendas de versões do Word que contenham a infração de patente, a partir de 11 de janeiro de 2010. Acontece que a infração de patente em questão é relativa às funções XML que a Microsoft utiliza no Word tanto nas versões 2003 quanto 2007, ou seja, apenas as versões antigas, anteriores à 2003, estão liberadas para venda.

A Microsoft disse que irá alterar as funções que geraram o processo – que ela diz serem “pouco usadas” – de forma a continuar vendendo o Word como parte da suíte Office 2007, mas não nega a possibilidade de continuar apelando e solicitar nova audiência.

“Ao mesmo tempo que estamos nos movendo rapidamente para resolver o problema a que se refere a decisão judicial, estamos também considerando nossas opções legais,” disse Kevin Kutz, um porta-voz da Microsoft.

Já a i4i não poderia estar mais contente com o resultado, claro.

“A i4i está muita satisfeita com a decisão da Jusiça, que foi um passo importante para a proteção dos direitos de propriedade de pequenos desenvolvedores,” disse em um comunicado Michel Vulpe, fundador da i4i.

[Reuters]